Paola Gentile. Com reportagem de Agnes Augusto, Beatriz Fugulin e Cinthia Rodrigues

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A maioria das escolas do campo não tem biblioteca. Também é uma raridade encontrar computador, impressora, fotocopiadora e projetores. Essa é a realidade das escolas de campo, categoria em que estão 58% das instituições de Ensino Fundamental no Brasil (cerca de 77 mil). Elas recebem 4,8 milhões de crianças - ou 18% das matrículas. Mesmo com essa representatividade, não existe uma política pública eficaz para atender às necessidades dos estudantes e dos educadores que vivem e trabalham nessa realidade.
Em 2009, pela primeira vez, o Ministério da Educação (MEC) aplicou a Prova Brasil em 10 mil unidades rurais. Até então, os testes de Língua Portuguesa e Matemática para alunos do 5º e do 9º ano eram feitos apenas por estudantes da zona urbana. Contudo, as turmas multisseriadas - que reúnem estudantes de idades variadas e nas quais estão 60% dos estudantes do campo - não foram incluídas. Para suprir essa lacuna, a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) fez uma pesquisa com o Instituto Paulo Montenegro (IPM)/Ibope Inteligência para obter mais dados sobre a infraestrutura, as condições de ensino e aprendizagem e o perfil de professores e alunos nessa situação. Entre fevereiro e março, um exame no mesmo molde da Prova Brasil foi aplicado em 50 escolas do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Pernambuco e Tocantins.
O resultado: na escala de 125 a 350, usada pela Prova Brasil, as escolas rurais tiveram a média de 166 pontos - exatamente a mesma dos estados com os piores desempenhos na avaliação nacional -, e a falta de infraestrutura está diretamente relacionada ao desempenho. "Somente uma definição de padrões mínimos de insumos para a estrutura física, de pessoal e de materiais pedagógicos é capaz de reverter o quadro de carência nas escolas rurais", afirma Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Alguns dos principais dados levantados no estudo estão nesta reportagem. Eles estão acompanhados de um ensaio fotográfico feito com exclusividade por NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, que retrata a realidade de algumas unidades do campo que se destacam por ter melhores condições de infraestrutura e condições de ensino e aprendizagem.
Simone L. F. Guimarães - Postado em 15/11/2011 20:35:09
Por favor, eu queria sugerir uma pauta sobre pessoas que praticam voluntariado ou trabalhos de alfabetização de igrejas no interior. Para os voluntários na hora de corrigirem os trabalhos das crianças usarem canetas AZUIS nos acertos e VERDES na hora da correção. A pior coisa para uma pessoa que está começando a aprender é ser corrigida sempre em cores vermelhas. A pessoa fica com trauma com a cor. Outra coisa: isso serve também para professores das metrópoles concursados ou que dão aulas remuneradamente. Por favor, usar tinta verde na hora da correção para não intimidar os alunos. REALIDADE: Nesses locais muito no interior, o ideal é usar mimeográfos para ensinar os alunos do que computadores e impressoras. Em certos lugares no interior do Brasil e do mundo, as pessoas vivem como nos anos 50/60 e no tempo deles computadores, impressoras não são bem vistos. Infelizmente. Pessoas que possuem isso são mal vistos. Por favor, quem quiser realmente desenvolver um bom trabalho de ensino no interior de certos lugares, por favor, passem a usar MIMEOGRAFOS pois não gasta eletricidade, o gasto é apenas álcool e carbono e as pessoas não se assustarão com tanta tecnologia. Obrigada.
maria ivanilda dos santos da silva - Postado em 23/10/2011 22:11:50
Desde que eu trabalho na zona rural com classe multisseriada enfrento problemas que constam nessa página,é preciso que as escolas rurais sejam vistas com outrosolhares de politicas publicas que possam investir em nossas crianças elas também tem direito como as outras.IVANILDA MACAPAZINHO