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Legislação

O que define um dia letivo?

Renata Costa

Um dia letivo na EE Nelson Fernandes. Foto: Marcos Rosa
Um dia letivo na EE Nelson Fernandes.
 Foto: Marcos Rosa

Um dia letivo é aquele programado para aula, não importa a quantidade de alunos presentes. Ainda que haja um número reduzido de estudantes, ou apenas um, em sala de aula, o professor deve dar o conteúdo previsto e as pessoas ausentes levam falta. "A turma presente tem direito à atividade agendada", afirma Maria Eveline, coordenadora geral de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a Educação no Brasil, as escolas devem cumprir pelo menos 200 dias letivos anuais, distribuídos em dois semestres. Totalizando, no mínimo, 800 horas, ou seja, 48.000 minutos (800 horas x 60 minutos). Escolas que consideram nessa conta a hora-aula, que normalmente é de 45 minutos, descumprem a lei. Os pais precisam, portanto, ficar atentos para garantir o direito dos filhos.

Nos 48.000 minutos não estão inclusos os exames de final de ano, intervalos e nem os recreios, que são contabilizados à parte. Reuniões de planejamento e outras atividades dos professores sem a presença dos alunos também não fazem parte dos 200 dias letivos.

Se por algum motivo não houver aula, a escola precisa repor o período suspenso pelo menos até atingir os 200 dias mínimos estabelecidos por lei. "Em casos emergenciais, a obrigatoriedade dos 200 dias pode ser anulada, caso a Secretaria Estadual de Educação assim determine", afirma Luiz Gonzaga Pinto, presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo.

Luiz explica que isso pode acontecer porque a LDB prevê adaptações do calendário escolar de acordo com peculiaridades locais ou até climáticas. Ou seja, em caso de catástrofes naturais ou epidemias infectocontagiosas como a de gripe A (conhecida como gripe suína), os 200 dias podem não ser cumpridos.

Por causa dessa flexibilidade na lei, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo publicou um despacho no Diário Oficial, no dia 8 de agosto, passando às escolas públicas e privadas a decisão de repor ou não as aulas adiadas por causa da epidemia de gripe A. No entanto, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, à qual o Conselho é vinculado, revogou a resolução e determinou que todas as escolas adequem seu calendário para cumprir a LDB. "As aulas podem ser repostas em períodos livres do dia, aos sábados ou mesmo encurtar as próximas férias", explica Luiz Gonzaga Pinto.

O importante, segundo Maria Eveline, é que a escola dê conta de ensinar todo o conteúdo programado aos alunos nesses 200 dias. "A instituição deve cumprir seu planejamento. Os pais e alunos, assim como as entidades que os representam, têm o direito de acompanhar e de serem informados sobre a forma como a escola fará as reposições".

A mesma regra vale, em tese, para a Educação Infantil, já que também tem programa de conteúdo mínimo a cumprir. "Ela é considerada a primeira etapa da Educação Básica, portanto tem de se pautar pelas mesmas orientações que os demais níveis", afirma Luiz Gonzaga. Como, porém, a educação só é obrigatória a partir dos seis anos de idade, a decisão de repor aula para as crianças abaixo dessa faixa etária cabe à escola em conjunto com os pais.

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MARIA ROSIMAR DE MESQUITA - Postado em 11/03/2010 15:33:01

Gostaria que alguem me tirasse uma duvida com relçao a dia letivo, Uma gincana na escola, com os alunos pode ser cionsicderado dia letivo?

Nome não registrado - Postado em 25/08/2009 18:27:13

Eu soube que na época da epidemia com meningite, que foi considerado pandemia, as aulas foram suspensas disto eu me lembro pois tive um filho e um sobrinho que tiveram meningite nesta epidemia que foi no ano de 1975. E foi usada uma lei específica para por decreto para diminuir os dias letivos naquele ano.O que eu acho justo pois afinal,nem alunos nem pais e muito menos professores que estavam de férias foram os causadores desta epidemia. Reposição no sábado é para inglês ver, pois os alunos na maioria não freqüentam aulas aos sábado ou feriados nem qdo é colocado no calendário no começo do ano, digo mais alguns alunos não freqüentam nem na sexta- feira, a menos que tenham prova mesmo assim alguns preferem nota vermelha do que perder a balada.Parece que neste caso só estará penalizando aquele aluno que já se esforça e que pode recuperar de uma outra forma estes dias perdidos e também os pais e professores, que já tem uma vida programada e que ninguém vai lhes dar o desconto por conta da gripe A ... E o que falar do descanso merecido do professor e do bom aluno? E aqueles que freqüentam outros cursos no sábado, como é o caso de meus netos e crianças vizinhas que eu sei da situação?Tem curso de inglês, informática, teatro, catequese e outros tantos. COMO FICA ISTO?Já tem diretora pedindo aos professore que marquem provas no sábado para o aluno não faltar !..Vê se pode uma coisa assim,será que sabem que um indivíduo bom cidadão não se forma somente com conhecimentos básicos acadêmico? Que alguns de outros cursos também foram paralisados por conta da gripe? Que algumas escolas são pagas para estes ensinamentos? Que talvez outro ano este aluno não poderá freqüentar tais curso pois já investiu neste não? Olhem só quantas perguntas são preciso responder, e o Secretário da Educação só pensa nos 200 dias letivos? Será que quando grandes médicos, professores, jornalistas, governantes e outros mais, na época que estudaram tiveram que cumprir 200 dias letivos ou 800 horas como dizem que tem que ser agora? Lembrem ¿se não foi assim nem por isto deixam de ser grandes profissionais e cidadãos. Isto de fazer reposição é coisa de quem n ao se preocupa realmente com a Educação e sim em cumprir metas numéricas para ficar (POLÍTICAMENTE CORRETO) frisando POLÌTICA!...

Lenira Scarabelli - Postado em 24/08/2009 14:34:40

Curioso é que quando eu frequentei o colégio há alguns anos atrás, não tínhamos duzentos dias letivos e ... ao que me consta, a "Escola"era bem melhor que hj. Por que será, hein?? Talvez não estariam valorizando demais o fator quantitativo em vez de se importarem com questões muito mais significativas como a qualidade das condições em que se dão estes dias letivos, por exemplo??? O que demonstram os índices educacionais a respeito dos resultados obtidos depois dos duzentos dias???



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Publicado em Agosto 2009,

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