Camila Monroe e Rodrigo Ratier

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Relatório preliminar
Apresentação
A informação de que o piso salarial dos professores para 2011 foi fixado em 1.187 reais para uma jornada de 40 horas é dessas notícias do tipo copo meio cheio, meio vazio. Meio cheio porque o índice de reajuste, de 15,9%, foi bem superior à inflação do ano passado (5,9%). E porque até 2008 o Brasil não possuía nenhuma lei nacional que regulamentasse um vencimento mínimo aos docentes. Meio vazio porque... bem, convenhamos, ainda não se trata de um vencimento compatível com a responsabilidade da tarefa de ensinar. Aliás, nem com a média do mercado, já que outras profissões que exigem formação semelhante pagam muito mais (veja o quadro na página seguinte). E porque, num contexto em que as condições de trabalho são precárias, e a formação, deficiente, não parece realista acreditar que aumentos salariais levarão, sozinhos, à recuperação do prestígio e da atratividade da carreira docente.
Para começo de conversa, é preciso esclarecer que nunca existiu um passado idílico em que os educadores eram respeitados, lecionavam em escolas de excelente infraestrutura e ganhavam bem. Se a valorização social foi, pelo menos até a década de 1960, uma realidade, o mesmo não se pode dizer acerca dos bons salários. O Brasil já nasceu pagando mal seus mestres. A primeira Lei Geral do Ensino, decretada por dom Pedro I em 1827, estabelecia que eles deveriam receber pelo menos 25 mil-réis mensais - um terço do que ganhava um feitor de escravos e, em valores de hoje, algo em torno de 930 reais.
No século seguinte, a situação melhorou e o salário médio se aproximou dos 2 mil reais (valores corrigidos) na década de 1950, não muito distante do que ganha, hoje, um educador com Ensino Superior (média de 1.788 reais, em 2009). Entretanto, a universalização do ensino, ocorrida entre os anos de 1970 e 2000, exigiu a contratação de uma massa de profissionais sem a formação adequada, que iniciou na função recebendo bem menos do que os graduados (o salário de um docente com Ensino Médio estava em torno de 1.162 reais em 2009). Isso derrubou a média salarial da categoria. O que já não era grande coisa ficou ainda pior porque os investimentos governamentais não cresceram na mesma proporção do número de alunos que passou a frequentar a escola, deteriorando o ambiente de ensino e afugentando, de vez, os profissionais mais bem qualificados para a docência.
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Edjane Pereira da Silva - Postado em 12/11/2011 21:14:20
Sim, o piso salarial é apenas o primeiro passo de tantos outros que devem ser dados para a melhoria da educação. Tantos outros anseios que temos como profissionais da sala de aula como a redução de número de alunos, bom material didático, boa alimentação aos alunos para que tenham como se concentrar sem fome... Várias as deficiências, o pior é que, nem o primeiro passo foi dado ainda!
Marilene Eva dos Santos Sampaio - Postado em 31/10/2011 22:07:18
O governador deGoiás ainda não paga o piso!!!!
vandia roberia gabriel da silva - Postado em 11/08/2011 18:03:41
infelizmente o governador do Ceará não respeita o stf pois já foi declarado que é constitucional o piso e mesmo assim ele continua não cumprindo e ainda fez pior pretende acabar com as especializações dando uma pequena diferença de um nivel para outro. Aqui no Ceará tem muitos professores temporários que não tem direito nem a plano de saúde e o salário também é inferior.