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A maior e a melhor

Escola de Educação Básica impressiona pela dimensão e pelo ótimo desempenho

Anderson Moço, de Florianópolis, SC

PARECE UNIVERSIDADE Em uma área imensa, o Instituto funciona bem porque é organizado em departamentos. Foto: Danísio Silva/Tempo Editorial
PARECE UNIVERSIDADE Em uma área imensa, o Instituto 
funciona bem porque é organizado em departamentos. 
Foto: Danísio Silva/Tempo Editorial

Uma imponente estrutura se destaca no centro de Florianópolis. Custo a acreditar que um local tão grande possa ser uma escola, mas o movimento de estudantes não deixa dúvidas. No complexo, funciona o Instituto Estadual de Educação, a maior unidade de Educação Básica da América Latina e uma das melhores do estado.

Na companhia de Vandelin Borguezon, o coordenador geral, conheci cada canto dos mais de 38 mil metros quadrados de terreno - o que equivale a aproximadamente o dobro da área do estádio Aderbal Ramos da Silva, o Ressacada, campo oficial do Avaí Futebol Clube, popular na região. Foram quatro horas de visita para conhecer todo o espaço destinado às aulas (leia a ficha acima), além da estutura de apoio, com dois anfiteatros, biblioteca central, centro de informática, sala de plantão pedagógico, setor odontológico e até salão de beleza. Tudo à disposição de cerca de 8 mil alunos e mais de 490 professores e funcionários, que integram quase 200 turmas de Educação Infantil, Ensinos Fundamental e Médio e Magistério, pré-vestibular, língua estrangeira (Alemão, Espanhol, Francês e Inglês) e esportes.

Imerso em tantos números, questiono Borguezon sobre a qualidade do ensino. É consenso entre os especialistas que escolas com menos de mil alunos tendem a apresentar melhor desempenho e que, quanto maior a instituição, piores os índices de aprendizagem. A resposta é categórica: "Temos uma estrutura organizacional multifacetada, porém integrada. Isso contribui para superar as médias em todos os indicadores de qualidade de Educação. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das nossas séries iniciais é 5. O estadual é 4,7, e o nacional, 4,2". Como se não bastasse, descubro que o Instituto é a escola pública com mais alunos aprovados nas Universidades Federal e do Estado de Santa Catarina. "Sempre que temos dúvidas, os professores dão aulas extras. Assim, só fica para trás quem quer", diz Luiza Rampanelli, aluna da 8ª série.

A organização é realmente ímpar. As disciplinas têm um departamento com um responsável por coordenar atividades. A orientação pedagógica é feita por 12 especialistas, que ficam em contato direto com os professores e com os chefes de departamento. "Nas reuniões com o chefe, planejamos as aulas e as estratégias para ensinar", diz Jaison Gasperi, professor de Matemática. Cada turno ainda conta com um diretor, e cada pavimento das cinco alas, com um coordenador para cuidar de problemas, como faltas constantes.

Sigo caminhando e encontro mais surpresas: nos corredores estão à mostra armários com troféus e medalhas esportivas. "Temos aulas de 12 modalidades", diz o coordenador, já começando a listar a infra-estrutura da área, que conta até com um megaginásio para 2,5 mil pessoas.

A estrutura física impressiona mesmo, mas é a organização do corpo docente que salta aos olhos e assegura a aprendizagem dos estudantes. Independentemente dos números, os professores sabem o que devem fazer e a quem podem recorrer quando encontram problemas. Fórmula de sucesso para qualquer escola. Seja ela pequena, grande ou imensa.

Os números da escola

8 mil alunos.
500 professores e funcionários.
79 salas de aula.
10 laboratórios.
12 quadras esportivas.
Ideb nas séries iniciais: 5.

Quer saber mais?

CONTATO
Instituto Estadual de Educação
, Av. Mauro Ramos, 275, 88020-301, Florianópolis, SC, tel. (48) 3251-1800

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Educar para crescer

Joel Farias - Postado em 10/08/2010 17:39:57

Resumindo: é possível fazer uma escola pública competente e com elevado grau de excelência? SIM! Agora basta replicar esta experiência nas demais escolas e nosso ensino ficara QUASE parecido com o que existe em países do primeiro mundo. Pelo menos não ficará tão distante. Meus parabéns! São notícias assim que ainda alimentam a nossa esperança. Se todo o ensino público brasileiro pudesse manter este nível pelos próximos 50 anos, é quase certo que poderíamos equiparar nossos alunos aos dos países de primeiro mundo.

Publicado em NOVA ESCOLAEdição 217, Outubro 2008,

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