Camila Monroe

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Necessária, a descentralização das responsabilidades patinou no despreparo dos municípios. "Se a rede municipal não garante a alfabetização nos anos iniciais de estudo, o aluno carrega dificuldades para sempre", destaca Lúcia Fávero, diretora-executiva da Associação Parceiros da Educação. Avaliar o estudante o tempo todo é o caminho. "Ele precisa ser recuperado sempre, e não só depois que saem os resultados", completa. Para a diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, falta foco. "É preciso desmontar os resultados para encontrar as camadas a serem corrigidas", afirma.

Mesmo com essas deficiências, não há dúvidas de que priorizar o Ensino Fundamental foi um acerto estratégico. O maior avanço é recente: a ampliação do segmento de oito para nove anos. A mudança é um marco, pois aumenta a chance de que, aos 7 ou 8 anos, o aluno saiba ler e escrever. Mas fica o alerta: é preciso garantir a formação inicial e continuada do professor e investir nela.
Termômetros da qualidade, os indicadores de evasão e repetência continuam altos - ainda piores no Norte e Nordeste: 64% das crianças, em média, não conseguem terminar o Ensino Fundamental aos 14 anos. "Não se pode culpar o aluno por isso. A responsabilidade de ensinar bem é da escola, e o governo precisa ajudá-la nessa tarefa", diz Maria de Salete Silva, coordenadora de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

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Edjane Silva - Postado em 13/02/2011 18:06:05
Obtivemos de fato crescimento a vários aspectos dentro da educação brasileira, embora o desafio continua imenso se formos pensar na qualidade ideial do ensino. Ainda estamos longe desse ideial, porém não é impossível alcançarmos se houver políticas públicas bem aplicadas no chão da sala de aula e não apenas no papel dos gabinetes que não tem noção do que é a vida dos professores e alunos do nosso enorme país em seus mais variados aspectos. Os pofessores e alunos são heróis, os primeiros por ensinar e dar tudo de si sem a menor valorização e condições de trabalho adequados e, os segundos por aprender apesar das péssimas condições de sala de aula, muitas vezes até debaixo de escolas caindo sobre suas cabeças e a ausência da famila entre outros inúmeros problemas.