Arthur Guimarães e Bianca Bibiano
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A receita para receber bem a turma de 6 anos e levá-la a avançar na aprendizagem envolve um caminho híbrido entre o mundo do Ensino Fundamental e a prática da pré-escola. "A migração dessas crianças não pode significar que elas deixem de brincar para estudar como os mais velhos. A escola não precisa ter um cotidiano sério para ter qualidade. Brincar é um direito delas", argumenta Ângela Borba, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Isso não significa que a alfabetização deva ser deixada de lado. Ela precisa ter a roupagem certa. "Lemos e escrevemos para conhecer mais sobre o mundo e também para participar das práticas sociais e culturais, e não para preencher lacunas de exercícios didáticos", diz a especialista. Esse mesmo princípio tem de guiar as atividades propostas em todas as disciplinas: fazer sentido para as crianças, assim como fazem na vida.
Para aprender sobre o mundo, os estudantes precisam se movimentar e interagir uns com os outros e com os objetos do conhecimento - proporcionado pela rotina. "As salas ideais valorizam as ações dos pequenos, suas expressões, a imaginação, as falas e as produções (veja o infográfico abaixo). Para isso, o mobiliário tem de proporcionar flexibilidade. Por fim, é preciso deixar à disposição da turma todos os materiais que permitam variadas possibilidades de expressão - verbal, gráfica e plástica.
Clique aqui para fazer o download do infográfico acima (em PDF)
Consultoria: Andrea Rapoport, professora do Centro Universitário La Salle, Ângela Borba, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Augusto Gomes Batista, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Patrícia Corsino, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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CONTATOS
Andrea Rapoport
Ângela Borba
Antônio Augusto Gomes Batista
Beatriz Ferraz
Karina Rizek
Patrícia Corsino
Rosaura Soligo
Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco, Trav. do Ipase, 77, 69900-220, Rio Branco, AC, tel. (78) 3211-2400
Telma Leal
BIBLIOGRAFIA
A Criança de 6 Anos no Ensino Fundamental, Andrea Rapoport, 120 págs., Ed. Mediação, tel. (51) 3330-8105, 32 reais
Educação Infantil: Fundamentos e Métodos, Zilma de Oliveira, 258 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 39 reais
Henri Wallon: Uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil, Izabel Galvão, 136 págs., Ed. Vozes, tel. (11) 2081-7944, 21 reais
Ruth Iolanda Amaral dos Santos - Postado em 14/03/2010 10:54:38
Acredito na proposta de ensino de 9 anos. As crianças tem condições de aprender em um ambiente que ofereça essa aprendizagem. Como professora digo que no início foi confuso, resolvi estudar e ler a respeito, estou aprendendo muito e melhorando minha atuação.
Mirian Elisabeth Reyes Colman Souto - Postado em 01/03/2010 23:11:04
Sou Professora e estou lecionando numa sala de 1º ano e não temos a sala maravilhosa que deve ser? Além de ter registrada em meu diário de chamada 39 alunos sendo que frequentes constam de 33 é o correto? Sendo esta uma proposta oferecida pelo Governo de São Paulo? Acredito que no momento não estamos preparados para receber estas crianças nas condições que nos encontramos.
lidiane costa sousa de oliveira - Postado em 19/01/2010 00:09:25
Algo que aprendi em 2009 lecionando pela 1ª vez na educação infantil em escola pública, é o desafio de planejar momento a momento as atividades afim de que o mínimo do que foi sugerido na matéria acima possa ser garantido as nossas crianças,,, Professor criativo é o que há.