Roberta Bencini

As professoras Marilda e Gisela, da EE Comendador Mário Dedini, em Piracicaba, conhecem os problemas dos alunos e fazem questão de acompanhá-los. Foto: Alexandre Battibugli
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O segundo semestre já está a todo vapor, mas ainda é possível garantir que todos os alunos aprendam os conteúdos previstos - e sejam aprovados no fim do ano. E nem é preciso fazer mágica. Basta organizar grupos de apoio pedagógico que ofereçam às crianças e aos jovens com mais dificuldades o suporte necessário para que eles avancem conforme o esperado. A chave é proporcionar a atenção individualizada em turmas menores. Muitas redes de ensino disponibilizam professores eventuais para essa missão. Outras programam as atividades de reforço desde o início do primeiro semestre. Mas mesmo quem não começou o trabalho em março (nem conta com ajuda extra) tem perfeitas condições de alcançar o sucesso. "Agora, o momento precisa ser encarado como de emergência. Essa é a última chance de rever o que está sendo feito e planejar ações certeiras", explica Célia Prudêncio de Oliveira, formadora do programa Ler e Escrever da Secretaria de Educação de São Paulo.
Cinco são os passos fundamentais:
. Um diagnóstico preciso das necessidades de aprendizagem de cada um dos estudantes;
. O estabelecimento de metas de curtíssimo prazo;
. Um programa de seqüências de atividades referentes aos conteúdos (diferentes das feitas na sala regular);
. Um cronograma bem definido;
. Uma avaliação que comprove que cada etapa está sendo vencida.
É importante destacar que o restante da turma também precisa de atenção - daí porque todo o trabalho precise ser bem planejado, com definição clara de funções, tanto para os professores regentes como para os responsáveis pelos grupos de apoio.
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