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Reportagem on-line

Política educacional

Boa tentativa

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A Provinha Brasil, embora ainda mereça refinamento, é uma boa tentativa de começarmos a fazer o diagnóstico da alfabetização nas séries iniciais. Por meio dela, os professores terão chance de saber como está o nível da turma e também terão uma idéia de que tipo de proposta podem realizar com base nos resultados. É importante destacar o caráter pedagógico da avaliação. A finalidade não é classificar as crianças, mas orientar as ações pedagógicas do professor com sua turma, do coordenador com seus professores e do gestor com sua escola.

As orientações para correção trazem explicações simples. Mas trata-se de um conteúdo importante, que deve ser de domínio dos professores alfabetizadores. Esperamos que eles possam entender não só a intenção da prova, mas a opção didática que está por trás dela.

Penso que, nas próximas edições, seria bem interessante se as crianças pudessem escrever algumas idéias próprias ou mesmo um pequeno texto, de um gênero definido. Dessa forma, poderia ser identificado o tipo de texto a que as crianças têm acesso e também a qualidade discursiva deles.

Vejo a necessidade de orientar sobre o ambiente da prova, pois ele deve ser o mais parecido possível com o das atividades diárias das crianças. E acho que a prova deve ser aplicada pelo próprio professor da turma [pelas orientações do MEC, outro professor ou até mesmo alguém de fora da escola, contratado para esse fim, pode aplicar a prova].

Há, finalmente, uma ponderação importante a ser feita: em uma situação de avaliação externa, as crianças, muitas vezes, não se sentem estimuladas a dar boas respostas, pois não conseguem atribuir sentido a elas. Por isso, é preciso relativizar as respostas, considerando que podem estar aquém do conhecimento real.

Prioritário nesse sistema de avaliação é assegurar que o resultado da avaliação seja considerado na construção de uma política pública de formação para o professor, forma mais eficiente de melhorar a qualidade do ensino e, logo, os impactos na aprendizagem.

Cisele Ortiz é psicóloga e formadora do Instituto Avisalá

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