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Objetivos
Demonstrar, através da seqüência de exercícios, a necessidade do envolvimento coletivo para a construção cênica, bem como a importância de cada parte para o todo. Valorizar a interação entre os alunos em função de um objetivo comum.
Conteúdos
Trabalho em equipe; ilustração de processo criativo colaborativo; expressão corporal; organização e estabelecimento de espaço cênico comum; rudimentos de improvisação e jogo dramático na etapa 3.
Ano
5º
Tempo estimado
Uma a duas aulas de uma hora de duração cada
Materiais necessários
- Espaço físico compatível com a atividade
- Organização da classe: Sala de aula sem carteiras, para melhor aproveitamento do espaço físico. Cadeiras, a critério do professor/orientador.
Desenvolvimento das atividades
1. Peça a um dos alunos que se posicione no centro da sala e estabeleça um movimento mecânico e repetitivo, que possa sustentar por um determinado período de tempo. Uma vez estabelecido o movimento e o ritmo, um outro colega deve se juntar à ele , buscando movimento complementar. Vá somando os alunos, até que todos estejam participando. Então sugira que cada um acrescente a seu movimento um som ou ruído correspondente.Se possível, marque com um pandeiro ou outro instrumento de percussão o pulso geral da máquina.Quando a máquina estiver bem azeitada , experimente ralentar o ritmo até cessar o movimento e depois reinicia-lo e ir acelerando-o ao máximo até fazer explodir a máquina
2. Divida o grupo-classe em subgrupos menores (5 a 8 alunos) e peça que cada grupo crie uma máquina que tenha alguma função (transformar matéria-prima , montar partes,etc). Instrua os grupos a apresentar a sua máquina seguindo as etapas do exercício anterior, ou seja, acrescentando uma engrenagem por vez, com o som correspondente.
3.A partir da estrutura dos exercícios anteriores, discuta com os seus alunos a possibilidade de transposição para situações da vida real , que podem funcionar como máquinas , na medida em que cada uma das pessoas que concorre para o seu funcionamento represente uma engrenagem ou elo da cadeia produtiva (notadamente em situações de trabalho). Conduza esta discussão à partir de um modelo concreto, como por exemplo o drive-thru de uma lanchonete. Mantendo os grupos anteriores (etapa 2.), peça que construam situações-máquina , ainda respeitando a estrutura inicial (entrada de um aluno por vez).
Avaliação
Procure pontuar com os alunos, ao final de cada etapa de trabalho, os paralelos possíveis com a produção artística em geral e a teatral, especificamente. Qual a importância de cada engrenagem para o funcionamento da máquina? (etapa 1.) O que faz esta máquina? Toda máquina tem função?Quais os tipos possíveis de função/máquina? (etapa 2.) Qual a importância de cada pessoa para o desenvolvimento desta situação?O que acontece se tirarmos uma delas? (etapa 3).
Peter Slade, O Jogo Dramático Infantil , Summus editorial
Professor de Teatro da escola Oswald de Andrade - Caravelas.
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