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ESPECIAL
Planos de aula
Objetivos
- Identificar polígonos e seus principais elementos.
- Explicitar características geométricas de figuras planas.
Flexibilização para deficiência visual
- Reconhecer figuras geométricas ao nosso redor.
Conteúdo
- Polígonos.
Tempo estimado
Cinco aulas.
Ano
1º ao 3º
Material necessário
Modelos de placas de trânsito, folhas de revistas e cópias da figura apresentada na 3ª etapa.
Flexibilização para deficiência visual
Contornos de placas de trânsito feitas com barbante e canudo.
Desenvolvimento
1ª etapa
Flexibilização para deficiência visual
É possível que o aluno com deficiência visual não conheça todas as placas. Nesse caso, é importante repertoriá-lo - indicando, inclusive, a função social delas. Essa conversa pode ser feita na classe, na família (sob orientação do professor) e no AEE. A família também pode ser orientada a caminhar pela rua contando a ele os locais onde as placas aparecem e o que elas significam. Em sala, apresente modelos adaptados (peça auxílio ao AEE).
Apresente placas de trânsito com vários formatos: "sentido proibido", "estacionamento regulamentado", "dê a preferência" e "parada obrigatória". 
Inicie a aula conversando com os alunos. Contextualize a situação que será proposta perguntando à turma se todos conhecem esses objetos, como se chamam e para que servem. Depois, apresente o seguinte problema: "Observando o contorno dessas placas, como podemos separá-las em dois grupos?". Discuta as respostas com a classe para que os alunos justifiquem suas escolhas. Ao final, espera-se que eles reconheçam que as placas podem ser agrupadas segundo o critério de contornos arredondados e retos.
Flexibilização para deficiência visual
Ao apresentar o problema, oriente o aluno que fará dupla com o estudante deficiente a auxiliá-lo nas discussões. 
Junto com os alunos, faça uma lista das características do contorno das figuras do segundo grupo: são planas, fechadas, simples e seu contorno é formado apenas por segmentos de retas. Depois de listálas, apresente a linguagem matemática desse conceito, informando que o grupo de placas com contornos retos são formas planas denominadas polígonos.
Flexibilização para deficiência visual
Relate para o aluno todas as anotações que você fizer no quadro. Coloque em painel as formas em alto-relevo e favoreça seu acesso à consulta,
colocando marcas texturizadas no chão.
2ª etapa
Flexibilização para deficiência visual
Substitua a folha de papel por canudos e o desafie a montar essas formas geométricas. Delimite o espaço para que ele possa controlar o uso dos materiais. A atividade pode ser no chão: o aluno deficiente pode montar a forma sobre um tapete pequeno ou sobre a carteira usando uma caixa rasa como suporte.
Não basta que os alunos saibam diferenciar polígonos de não-polígonos. Para que ocorram avanços cognitivos, é necessário trabalhar a exploração e a comparação dessas figuras com o objetivo de observar e analisar distintos pontos de vista. Divida a turma em duplas e distribua folhas de revistas para todos. A ideia é obter um quadrado fazendo dobraduras. Espera-se que os alunos descrevam os seguintes passos:
- Dobrar o lado menor sobre o maior: 
- Dobrar a parte da folha que sobrou, vincando-a bem, para recortar a sobra. 
3ª etapa
Promova uma discussão sobre as soluções encontradas. No caso do triângulo, pode ser que tenham aparecido três triângulos (primeiro desenho) ou dois (segundo desenho): 
Para o polígono de cinco lados, podem surgir as seguintes possibilidades: 
E para a figura de quatro lados que não seja o quadrado podem surgir as seguintes respostas: 
As várias soluções apresentadas são pontos de partida para promover a observação de semelhanças e diferenças entre os polígonos formados e a utilização da linguagem matemática para comunicar sobre os elementos desses polígonos e a sua nomenclatura. Exemplo: no caso dos triângulos, é esperado que eles reconheçam que tanto uma quanto outra dobradura têm três lados, três ângulos e três vértices (mesmo que ainda não saibam nomeá-los corretamente e utilizem linguagem coloquial, como "três pontas" ou "três bicos"), mas se diferenciam na medida de seus lados. Com a ajuda dos alunos, construa no quadro uma tabela com os diferentes polígonos criados, relacionando as distintas formas construídas com a quantidade de lados. Proponha uma discussão sobre quais relações podem ser estabelecidas observando esses dados. Espera-se que os alunos concluam que, em diversas representações de um mesmo polígono, o número de lados é igual. Informe o nome de cada polígono e explique que esses nomes têm relação com seus elementos - lados, vértices e ângulos.
Avaliação
Proponha à turma novos problemas. Exemplo 1: "Uma dupla construiu uma figura que tem oito lados, oito ângulos e oito vértices. É possível saber que figura é? Por quê?". Exemplo 2: "Se tivermos somente a informação da quantidade de lados, podemos afirmar de qual polígono se trata? Justifique." Assim, o aluno aprende a utilizar os conceitos trabalhados em outro contexto.
Consultoria Andréia Silva Brito,
da EEEFM Carlos Drumond de Andrade em Presidente Médici, a 412 quilômetros de Porto Velho.