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Memorização e cálculo

Resultados de memória são essenciais aos procedimentos de cálculo. Ensine à turma boas formas de decorar - e de fugir da decoreba

Bianca Bibiano

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=== PARTE 1 ====
Foto: Leo Drummond
USO SIGNIFICATIVO Com jogos de tabuleiro, a turma da Escola Balão Vermelho exercita contas que já conhece. Fotos: Leo Drummond
Memorizar resultados nas aulas de Matemática pode não ser a melhor recordação da escola. Para muita gente, o que vem à mente são os calafrios da temida hora em que a professora tomava a tabuada, o que exigia insistência e esforço para decorar os cálculos cobrados na chamada oral.

É verdade que esse tipo de decoreba está longe de ser a maneira mais adequada de ajudar a turma a avançar nos cálculos. A memorização foi, por muito tempo, relacionada à repetição. Isso não significa, porém, que ela não seja um recurso importante na hora de fazer contas. "Muito do que é trabalhado nas aulas depende desse repertório. Com ele, os alunos seguem para outros cálculos mais complexos", diz Priscila Monteiro, coordenadora da formação em Matemática da prefeitura de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e formadora do projeto Matemática É D+.

Dentro dessa perspectiva, as atividades de memorização de repertório devem integrar o trabalho mais amplo com cálculo mental. O ideal é que elas façam parte das últimas etapas, na fase de sistematização do que foi aprendido. Isso significa que a ação de decorar resultados está mais para ponto final do que para pontapé inicial dos trabalhos.

No conteúdo, os especialistas reconhecem diversas práticas em sala de aula. O matemático espanhol Carlos Maza Gómez observa no livro Multiplicar y Dividir - A Través de la Resolución de Problemas que o trabalho com a memorização ocorre de três maneiras: a primeira aponta para a repetição de resultados até que eles sejam guardados na memória, enquanto a segunda se dá quando os resultados fazem parte de uma sequência - por exemplo, decorar a tabuada do dois, depois a do três e assim por diante, criando relações entre elas.

Para o autor, esses dois caminhos, que predominaram nas escolas durante boa parte do século passado, não são os mais adequados. A "terceira via", proposta por Gómez, consiste em fazer com que o aluno decore os resultados sem criar vínculo com a sequência - e, claro, apenas depois de entender o cálculo (leia a sequência didática sobre esse tema).

=== PARTE 2 ====

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maria avanis - Postado em 04/05/2010 22:04:03

Achei muito interessante a maneira de usar o calculo mental , com as crianças. Amanha mesmo estarei pondo em pratica. Obrigada!

Aparecida Giovana Mouroço de Freitas - Postado em 06/10/2009 15:23:15

Adorei as dicas sobre assuntos relacionados ao cáculo mental e as tabuadas. Adoro lecionar matemática para os pequeninos (10 a 11 anos), ensino várias estratégias e truques para que os alunos sintam prazer em aprender. Com as tabuadas além fazer uso de alguns jogos que conheço, também, costumo dizer que os produtos rimam com o último fator (6x8=48; 6x4=24; 5x5=25...). Parabéns pela reportagem.

Ricardo Ferreira Leite Vianna de Oliveira - Postado em 04/10/2009 16:51:36

Excelente matéria. A Matemática não pode ser encarada como um monte de regras sem sentido e apenas como decoreba. Cada um deve aprender a desenvolver uma estratégia e não a decorar um fato. Ricardo Vianna. http://prof-ricardovianna.blogspot.com/



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Publicado em NOVA ESCOLAEdição 225, Setembro 2009, com o título Para não esquecer

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