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Sequência Didática

Literatura na escola - 8º ano: Poemas de Carlos Drummond de Andrade

Introdução
Esta é a décima de uma série de 16 sequências didáticas que formam um programa de leitura literária para o Ensino Fundamental II. Veja, ao lado, o conteúdo completo.

Objetivos
Estimular o gosto pela leitura;
Desenvolver a competência leitora;
Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
Estabelecer relações entre o lido / vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
Atribuir sentido ao texto lido, considerando as características de um livro composto por poemas;
Perceber algumas relações entre contexto histórico e produção literária;
Identificar relações entre forma e conteúdo no texto literário;
Criar condições para que os alunos possam ler, analisar e interpretar os poemas do livro com mais autonomia.

Conteúdos
Sentido literal e sentido figurado;
Paráfrase, hipótese, análise e interpretação;
Forma literária;
Metáfora e Alegoria.

Tempo estimado
Sete aulas

Ano
8º ano

Material necessário
- Livro A Rosa do Povo. Carlos Drummond de Andrade. 240 págs. Editora Record, tel (21) 2585 2000, preço 34,90 reais
- Se possível, um computador ligado à Internet.

Desenvolvimento

1ª etapa: leitura compartilhada e contexto da obra
Apresente à turma o livro de A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, e leia com a sala os poemas "A morte do leiteiro" e "O medo" e "Visão 1944".

Em seguida, discuta com os alunos as referências ao contexto histórico que se podem deduzir dos poemas. Explique à classe que, em muitos poemas de A rosa do povo, o diálogo com o contexto histórico é bastante explícito. Dessa forma, é preciso considerá-lo se quisermos realizar uma leitura mais adequada da obra. Se possível, convide a professora de História para falar para a classe sobre a década de 1940 no Brasil e no mundo.

 

A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

Os poemas de A Rosa do Povo foram escritos entre 1943 e 1945, quando os horrores da II Guerra Mundial angustiavam a humanidade e o exército nazista recuava, especialmente na extinta União Soviética. Graças à obstinação heróica do povo russo e sua imensa capacidade de sacrifício, as melhores divisões alemãs tinham sido desbaratadas no leste europeu, prenunciando a capitulação do III Reich.

À angústia da época somava-se, pois, uma reverência comovida da civilização ocidental aos soviéticos. O confronto capitalismo X comunismo, que se desenhara desde 1917, estava momentaneamente eclipsado na união de esforços contra o nazismo. Stálin era considerado, então, um dos líderes da luta contra a barbárie. Havia, portanto, nos meios intelectuais e artísticos não-comunistas, uma empatia não apenas com o povo russo, mas com o regime que mobilizara a sua enorme população para uma guerra justa.

Simultaneamente, no Brasil, o Estado Novo - autoritário, policialesco, ainda que economicamente modernizador e socialmente avançado (sob o comando de Getúlio Vargas) - perdia o apoio entre as classes médias e as elites intelectuais(1) que aspiravam a um regime democrático. Neste caldeirão de conflitos e circunstâncias dramáticas, o foco poético de CDA - até então centrado mais na subjetividade e no individualismo do Eu lírico - deslocou-se para uma ênfase no histórico-social.

Anos depois, o autor explicou esta tendência de A rosa do povo como uma tradução daquela época sombria: "... obra que, de certa maneira, reflete um ‘tempo’, não só individual mas coletivo no país e no mundo. (...) Algumas ilusões feneceram, mas o sentimento moral é o mesmo - e está dito o necessário." (2)

(1) Elites estas muitas vezes identificadas com o próprio regime através de altos cargos burocráticos exercidos por escritores, jornalistas e pensadores. Getúlio Vargas atraiu para o seu projeto centenas de intelectuais. O próprio CDA foi secretário de Gustavo Capanema, Ministro de Educação e Cultura. Talvez isso em parte explique uma subjetiva sensação de culpa que percorre vários poemas participantes do autor.
(2) Nos anos subseqüentes à publicação de A rosa do povo, Drummond desilude-se completamente com o regime soviético e abandona suas posições comunistas.

http://educaterra.terra.com.br/literatura/livrodomes/2002/12/27/003.htm

2ª etapa: leitura compartilhada dos poemas "Procura da poesia", "Carrego comigo", "Caso do vestido" e "O Elefante".

Explique aos alunos que o conhecimento do contexto histórico de uma obra pode criar uma armadilha para o leitor menos experiente: é preciso tomar cuidado para não reduzir os poemas de A rosa do povo a um simples retrato da 2ª Guerra mundial e/ou da ditadura Vargas. Cada poema tem uma organização formal que lhe é própria, e deve ser lido também em sua especificidade, faça ele ou não referência explícita a questões sociais. Leia com a sala os poemas mencionados acima (ou outros de sua preferência) para mostrar como o livro não faz exclusivamente poesia social.

Valendo-nos de óbvia simplificação didática, podemos dividir os poemas de A rosa do povo em sete áreas temática. É claro que, dada à complexidade dos versos drummondianos, muitos desses poemas podem ser enquadrados em mais de um núcleo de assunto. No entanto, a divisão abaixo corresponde a um esquema estabelecido pelo próprio escritor em sua Antologia poética:

- a poesia social;
- a reflexão existencial (o Eu e o Mundo);
- a poesia sobre a própria poesia;
- o passado;
- o amor;
- o cotidiano;
- a celebração dos amigos;

http://educaterra.terra.com.br/literatura/livrodomes/2002/12/27/003.htm 

3ª etapa: paráfrase e hipótese interpretativa

- Leia o poema "O Elefante" com os alunos, mais de uma vez. Se tiver acesso à Internet, é possível escutar o ator Paulo Autran recitando esse poema em http://www.youtube.com/watch?v=7gSbRxnQHMc

O ELEFANTE

Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.

Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê nos bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.

Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.
É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.

Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos,
esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.

E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual mito desmontado.
Amanhã recomeço.

Recolha as impressões gerais e discuta com a sala se o poema pode ser lido literalmente ou se deve ser lido no sentido figurado.

Paráfrase e hipótese interpretativa
Pergunte à turma:
a) O elefante do poema é mesmo um elefante ou figura alguma outra coisa?
b) O que ele figura?

"O Elefante", de Carlos Drummond de Andrade, é um poema que não aceita uma leitura literal. Todos os seus versos devem ser lidos no sentido figurado, como um conjunto de metáforas que compõe uma alegoria (para saber mais sobre alegoria, consulte a aula sobre o romance "A Sombra dos reis barbudos", de José J. Veiga).
O elefante parece figurar algo como um sentido do que é humano, ou o próprio fazer poético.

4ª etapa: análise

Em aula expositiva dialogada, releia a primeira estrofe com os alunos (os versos devem ser numerados para facilitar o diálogo).

1. Fabrico um elefante
2. de meus poucos recursos.
3. Um tanto de madeira
4. tirado a velhos móveis
5. talvez lhe dê apoio.
6. E o encho de algodão,
7. de paina, de doçura.
8. A cola vai fixar
9. suas orelhas pensas.
10. A tromba se enovela,
11. é a parte mais feliz
12. de sua arquitetura.
13. Mas há também as presas,
14. dessa matéria pura
15. que não sei figurar.
16. Tão alva essa riqueza
17. a espojar-se nos circos
18. sem perda ou corrupção.
19. E há por fim os olhos,
20. onde se deposita
21. a parte do elefante
22. mais fluida e permanente,
23. alheia a toda fraude.

Pergunte à classe: Do que fala a primeira estrofe?

Na primeira estrofe do poema, o Eu lírico fabrica e apresenta o seu elefante. Note que a palavra "fabrico" coloca o elefante no campo dos artefatos, que são objetos necessariamente culturais e evidenciam a atividade propriamente humana.
O elefante, que o Eu lírico fabrica é construído com poucos recursos. Ele é pobre, simples, e confeccionado com uma mistura de madeira velha, algodão, paina e doçura. Repare que, nos versos 6 e 7, o poema usa, sem hierarquia, substantivos concretos e abstratos para descrever do que é feito o elefante. Tal uso induz o leitor a ler esses versos no sentido figurado, sentido que contamina os versos anteriores e começa a delinear o elefante como alegoria. Sendo assim, "algodão" e "paina", associados à "doçura", sugerem maciez e calor. Mais ainda, maciez, calor e doçura aludem, em conjunto, à ideia de aconchego, delicadeza e leveza.

Além disso, ele porta a ideia de pureza, enfatizada nos versos 13 a 18. Suas prezas constituem uma riqueza alva, feita de matéria pura que não se corrompe nem mesmo quando se espoja nos circos. O elefante é um ser contraditório, o que está figurado por uma antítese (v.22): ele tem nos olhos sua parte "mais fluida e permanente".

Considerando o conjunto de metáforas que figuram o elefante na 1ª estrofe, podemos dizer que ele é um produto da atividade humana, um tanto precário mas de uma essência imaterial que não se corrompe.

Após essas colocações, pergunte aos alunos em que tempo estão os verbos dessa primeira estrofe. Peça que formulem hipóteses sobre a função do presente do indicativo nesse texto (O presente do indicativo denota uma ação pontual, rotineira ou habitual. Por enquanto não é possível saber de que tipo de ação se trata, mas tal elemento será importante ao final da análise).

5ª etapa: análise
Em aula expositiva dialogada, retome a segunda estrofe.

1. Eis o meu pobre elefante
2. pronto para sair
3. à procura de amigos
4. num mundo enfastiado
5. que já não crê nos bichos
6. e duvida das coisas.
7. Ei-lo, massa imponente
8. e frágil, que se abana
9. e move lentamente
10. a pele costurada
11. onde há flores de pano
12. e nuvens, alusões
13. a um mundo mais poético
14. onde o amor reagrupa
15. as formas naturais.

Pergunte à classe: Do que fala a segunda estrofe?

Na segunda estrofe o elefante está pronto para sair "à procura de amigos". Porém, o que encontra é um "mundo enfastiado que já não crê nos bichos e duvida das coisas". Note que bichos e coisas aparecem hierarquizados nos versos 5 e 6. Lembremos que elefante está sendo lido como alegoria, isso é, um conjunto de metáforas que ganha um sentido maior. Vimos na 1ª estrofe que o elefante do poema que traz consigo as ideias de delicadeza, leveza e pureza. Considerando que ele é também um "bicho", podemos pensar que não crer nos bichos poderia significar não acreditar nos produtos mais puros e delicados da indústria humana.

Esse mundo que "já não crê nos bichos", às "coisas" ainda concede o benefício da dúvida. Assim, mantendo sempre a leitura alegórica, podemos pensar no mundo moderno: um mundo desiludido onde já não há espaço para o mais puro e frágil do humano, mas há espaço para algum sentido nas "coisas", nos objetos. É um mundo reificado onde o "mundo mais poético" não encontra interlocutores.(Para saber mais sobre reificação ou coisificação, veja a sequência sobre Crônicas de Luís Fernando Veríssimo). Lendo alegoricamente os versos 7 a 15, podemos pensar no elefante como o fazer poético, ou artístico, procurando pelo mundo reificado quem o receba e escute.

6ª etapa: análise
Em aula expositiva dialogada, retome a terceira estrofe.

1. Vai o meu elefante
2. pela rua povoada,
3. mas não o querem ver
4. nem mesmo para rir
5. da cauda que ameaça
6. deixá-lo ir sozinho.
7. É todo graça, embora
8. as pernas não ajudem
9. e seu ventre balofo
10. se arrisque a desabar
11. ao mais leve empurrão.
12. Mostra com elegância
13. sua mínima vida,
14. e não há cidade
15. alma que se disponha
16. a recolher em si
17. desse corpo sensível
18. a fugitiva imagem,
19. o passo desastrado
20. mas faminto e tocante.

Pergunte à classe: Do que fala a terceira estrofe?

Na terceira estrofe, o delicado fazer poético confronta um mundo onde já não há lugar para a poesia. O elefante percorre a "rua povoada" sem ser visto. Ele é vivo e gracioso, embora de estrutura precária e ruinosa. Mas ninguém se deixa tocar pela arte nesse mundo reificado.

Leia para a turma o terceiro poema do livro, "A flor e a náusea", e mostre como o tema da poesia sem lugar (agora na figura da flor que brota no asfalto) é recorrente na poética drummondiana.

7ª etapa: análise
Em aula expositiva dialogada, retome a quarta estrofe.

1. Mas faminto de seres
2. e situações patéticas,
3. de encontros ao luar
4. no mais profundo oceano,
5. sob a raiz das árvores
6. ou no seio das conchas,
7. de luzes que não cegam
8. e brilham através
9. dos troncos mais espessos,
10. esse passo que vai
11. sem esmagar as plantas
12. no campo de batalha,
13. à procura de sítios,
14. segredos, episódios
15. não contados em livro,
16. de que apenas o vento,
17. as folhas, a formiga
18. reconhecem o talhe,
19. mas que os homens ignoram,
20. pois só ousam mostrar-se
21. sob a paz das cortinas
22. à pálpebra cerrada.

Pergunte à classe: Do que fala a quarta estrofe?

Na quarta estrofe, o Eu lírico nos conta o que seu elefante precisa para existir: "seres e situações patéticas", "encontros ao luar no mais profundo oceano", "sítios, segredos, episódios não contados em livro, de que apenas o vento, as folhas, a formiga reconhecem o talhe, mas que os homens ignoram".

Seguindo a linha do raciocínio alegórico, podemos ler os versos 1 e 2 como a busca do pathos. O pathos, para os antigos, é o estado em que o humano perde o controle sobre si mesmo, em que a razão perde forças dando lugar a experiências que evocam turbulência, simpatia ou compaixão. Em arte, o "patético" apela às emoções do leitor, convocando-o a "sentir junto" com o artista o que ele tenta figurar em sua obra.

O elefante ou, alegoricamente, o fazer poético, busca pelo pathos entre homens que, reificados, já não podem olhar para acontecimentos miúdos e delicados (versos 16 a 18), pois já não se reconhecem no humano. Reconhecem-se apenas "vestidos" pelas designações sociais (versos 20 a 22).

Retome, por fim, a última estrofe.
1. E já tarde da noite
2. volta meu elefante,
3. mas volta fatigado,
4. as patas vacilantes
5. se desmancham no pó.
6. Ele não encontrou
7. o de que carecia,
8. o de que carecemos,
9. eu e meu elefante,
10. em que amo disfarçar-me.
11. Exausto de pesquisa,
12. caiu-lhe o vasto engenho
13. como simples papel.
14. A cola se dissolve
15. e todo o seu conteúdo
16. de perdão, de carícia,
17. de pluma, de algodão,
18. jorra sobre o tapete,
19. qual mito desmontado.
20. Amanhã recomeço.

Note que, no verso 6 o verbo aparece pela primeira vez no pretérito perfeito ("encontrou"). Aqui se revela o sentido dos verbos anteriores, no presente do indicativo. O fabrico do elefante e sua busca pelo mundo não são ações pontuais, mas habituais. O Eu lírico, finalmente identificado com o seu elefante, sai diariamente ao mundo à procura de lugar para o que é essencialmente humano, para o fazer poético - e seu elefante se desfaz ao fim do dia sem ter encontrado o que precisava (versos 1 a 10).

Depois de ler o poema todo em chave alegórica (o que é apenas uma possibilidade de leitura, nunca a Verdade sobre o poema), podemos interpretá-lo:
"O elefante", compõe uma alegoria da impossibilidade do fazer poético e do que é essencialmente humano em um mundo reificado. Há uma luta diária do Eu lírico para não embrutecer neste mundo, mas uma luta que já não encontra eco nos outros homens, já sucumbidos à ordem reificada do mundo moderno. No entanto, o artista não perde a esperança de oferecer ao mundo o seu objeto tão delicado quanto indesejável: "amanhã recomeço".

Avaliação
Leia com os alunos, mais de uma vez, o poema "A flor e a náusea" e garanta a compreensão literal. Em seguida proponha uma leitura alegórica a partir das seguintes questões:
1) Lembrando da leitura de "O elefante", arrisque uma hipótese interpretativa para a figura da flor que brota no asfalto.
2) Por que a flor, mesmo sem cor e feia, é considerada tão importante pelo Eu lírico?

Consultoria

Helena Weisz
Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP)

Regiane Magalhães Boainain
Mestre em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC- SP)

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