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Sequência Didática

Leitura para refletir sobre a escrita

Objetivos
- Reconhecer a leitura como uma fonte essencial para produzir textos.
- Saber reconhecer, organizar e utilizar nas produções os recursos linguísticos presentes nos textos

Conteúdo
Produção textual.

Anos
Do 3º ao 5º ano.

Tempo estimado 
Cinco aulas.

Material necessário
Lápis, borracha, papel e livros ou textos selecionados como referência. Uma sugestão é a coletânea de contos do Livro de Textos do Aluno do Programa Ler e Escrever.

Flexibilização para deficiência visual
Escolha textos disponíveis em braile para alunos cegos alfabetizados nesse sistema.

Flexibilização
Escolha textos disponíveis em Braille para alunos cegos alfabetizados neste sistema. Alie o planejamento das aulas com a sala de recursos e estimule seu aluno a reler os textos atenciosamente no contraturno. Todos os pontos da discussão levantados pela turma devem ser repassados pelo professor ao aluno com deficiência visual. Uma máquina Braille disponível ou uma reglete para que ele anote as informações que considerar relevantes, é fundamental. Os problemas encontrados nas produções textuais dos alunos devem ser enumerados oralmente. Capriche, também, na interpretação da leitura das histórias. Ao longo da produção do cartaz, sugira que o aluno com deficiência visual colabore na discussão dos itens e expressões. O conteúdo do cartaz pode ser copiado em Braille, para que o aluno cego também tenha acesso a este material de apoio.

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Antes de iniciar o trabalho da leitura direcionada para a melhoria da escrita, promova a ampliação do repertório, selecionando obras que sirvam de referência para o momento da produção. Ler diversos textos de um mesmo gênero ou autor colabora para que os alunos se apropriem de mais elementos para a produção de composições. Procure garantir que a leitura enfatize como se diz determinada coisa dentro de um gênero, discutindo a linguagem usada e o efeito que ela provoca.

Flexibilização para deficiência visual
Alie o planejamento das aulas com as atividades na sala de recursos e estimule o aluno com deficiência a reler os textos com o máximo de atenção possível no contraturno. Leve para a sala de aula uma máquina braile ou uma reglete para que ele anote as informações que considerar relevantes para, mais tarde, produzir o seu próprio texto.

2ª etapa 
Inicie analisando, com os alunos, as produções deles. A ideia, nessa fase, é listar os problemas que podem ser resolvidos recorrendo a outros textos e outros autores. No quadro, organize os problemas encontrados, criando uma classificação que ajude a tornar mais observável o que buscam: marcas características de cada gênero, como expressar estados de espírito e emoções, descrever cenários, usar palavras para expressar rapidez ou lentidão e a pontuação para destacar falas. Para organizar o trabalho, em vez de atacar todos os problemas de uma só vez, destaque o foco que mais atenda às necessidades do grupo.

Flexibilização para deficiência visual
Todos os pontos da discussão levantados pela turma devem ser repassados pelo professor ao aluno com deficiência visual. Nesse caso, os problemas encontrados nas produções textuais dos alunos devem ser enumerados oralmente.

3ª etapa 
Volte aos livros lidos nas atividades de ampliação de repertório e ajude os estudantes a buscar meios para resolver os problemas listados. Uma possibilidade é reler algum texto, mas dessa vez pedindo que a turma ouça, com atenção, o modo como o autor desenvolve a história: como ele apresenta os fatos e os personagens, como descreve o cenário, quais expressões destacam emoções - trata-se aqui de identificar os recursos que dão ao texto o status de boa qualidade. Eleja alguém do grupo para ser o redator de um cartaz com o resultado dessa reflexão, cujo título pode ser "Elementos que podemos usar para dar qualidade a um texto".

Flexibilização para deficiência visual
Ao longo da produção do cartaz, sugira que o aluno com deficiência visual colabore na discussão dos itens e expressões listados. O conteúdo do cartaz pode ser copiado em braile, para que o aluno cego também tenha acesso a esse material de apoio na sequência da atividade.

4ª etapa 
Com base na lista de elementos do cartaz, discuta como os itens podem ser utilizados nos textos dos alunos, tentando estabelecer com eles critérios de organização. Reúna, por exemplo, expressões que podem ser usadas para se referir ao tempo: passo a passo, rapidamente, com muita cautela etc. Faça o mesmo para as outras categorias criadas. Em seguida, recomende que voltem ao texto para iniciar a produção de novas versões - elas serão as intermediárias, já com a incorporação de tudo que aprenderam nas leituras.

5ª etapa 
Retome os textos produzidos, escolhendo um para revisar coletivamente - agora, considerando o apoio dos recursos encontrados nas leituras. Por fim, oriente que todos façam a própria revisão e realize uma nova avaliação do texto, chamando a atenção para outro foco e mostrando como é possível avançar com a composição atacando outros problemas.

Avaliação
Observe a participação de cada aluno com base nos seguintes aspectos: faz comentários sobre a qualidade do que lê? Percebe o que torna os textos claros ou bem escritos? Utiliza recursos que auxiliam na escrita? Identifica textos e autores que possam ajudá-lo numa questão específica? Para os que apresentam maior dificuldade, recorra sempre ao trabalho em parceria - se for o caso, realize junto com o estudante esta sequência didática.

 

Consultoria: Débora Rana
Psicóloga e formadora de professores do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

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