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O caminho para alfabetizar

Ensinar a ler e escrever exige um estudo constante para conhecer como as crianças aprendem, as práticas de linguagem e as atividades fundamentais em classe. Conheça o caminho para fazer toda a turma avançar

Anderson Moço

NA TRILHA CERTA Helena Gouveia, 4 anos, da Escola Criarte, em São Paulo, mostra a lista de músicas para sua festa. Foto: Cacá Bratke
Helena Gouveia, 4 anos, da 
Escola Criarte, em São Paulo, 
mostra a lista de músicas 
para sua festa

Os dados mais recentes do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2009 pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, expressam uma realidade absurda. De acordo com o índice, quatro em cada dez brasileiros que cursaram até a 4ª série e hoje têm entre 15 e 24 anos de idade não conseguem compreender nada além de um pequeno bilhete ou anúncio. Um fracasso que, em grande medida, tem como responsável uma concepção de ensino inadequada, que predominou nas salas de aula durante boa parte do século passado. Ao voltar suas baterias quase exclusivamente para as atividades de cópia e memorização das famílias silábicas, professores reduziram a alfabetização a uma atividade de decifração em que ler era decorar sílabas, e escrever, repeti-las à exaustão. Havia um problema grave sobre o que se ensinava, pois a escrita era abordada sem seu aspecto comunicativo.

Hoje, dezenas de pesquisas científicas apontam que é essencial mergulhar no funcionamento do sistema de escrita alfabético em meio às práticas sociais de linguagem em que ele se expressa. Em outras palavras, conhecer os diferentes tipos de texto, suas funções comunicativas e as formas como eles devem ser produzidos é fundamental para que os alunos saibam como interpretá-los e concebê-los. "Os melhores alfabetizadores encontraram o equilíbrio entre esses dois polos: levam a turma a compreender a natureza do sistema de escrita e, ao mesmo tempo, a entrar em contato com as características da linguagem que escreve", afirma Cristiane Pelissari, formadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, de São Paulo. Muitas vezes vão além disso. Também promovem atividades diagnósticas para avaliar o que as crianças sabem e o caminho que cada uma precisa percorrer para se alfabetizar. Em seguida, organizam a rotina em três modalidades: atividades permanentes, sequências e projetos didáticos.

NOVA ESCOLA agrupou essas ações em seis práticas essenciais para uma alfabetização efetiva. Conheça os detalhes de cada uma delas e as características das atividades desafiadoras:
• Identificar o que cada criança da turma já sabe
• Realizar atividades com foco no sistema de escrita
• Realizar atividades com foco nas práticas de linguagem
• Utilizar projetos didáticos para alfabetizar 
• Trabalhar com sequências didáticas
• Incluir atividades permanentes na rotina 

Adriana Pereira Silva Oliveira - Postado em 16/05/2011 22:03:39

Amo ler a revista Nova Escola. Ela é tão atual, e nos ajuda em muito com o nosso trabalho,como educadores;

Eliana Moreira Amaral - Postado em 25/02/2011 11:14:21

Parabéns pela matéria. A revista está como um bom vinho, cada vez melhor!!! Parabéns pelo aniversário e por colaborar na educação de um Brasil melhor. Eliana Moreira Amaral de Souza Coordenadora Pedagógica. Maringá Paraná

Andreia Cristiane Fernandes dos Santos - Postado em 19/02/2011 11:58:41

A alfabetização é um assunto sempre em pauta e sabe-se que há anos essa temática é discutida. O aluno de hoje tem acesso a várias mídias e tecnologias, portanto o professor além de trabalhar com leituras e escritas convencionais, tem que ser detentor de novos instrumentos e estrátegias que o auxilie nesta tarefa: O alfabetizar contemporâneo. Andreia C.F.dos Santos-Parnamirim/RN



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Publicado em NOVA ESCOLAEdição 239, Fevereiro de 2011, com o título 6 práticas essenciais na alfabetização

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