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Resultados do concurso

Sustentabilidade na Escola

O concurso Sustentabilidade na Escola é uma iniciativa da Fundação Victor Civita em parceria com o Instituto Verdescola e o projeto Planeta Sustentável.

Foram recebidas 146 inscrições. Conheça abaixo os relatos vencedores, selecionados pela equipe do Institutuo Verdescola.

Escola Municipal Gasparzinho, Amparo, SP

A Escola Municipal Gasparzinho está situada no centro da cidade de Amparo. Atualmente a escola encontra-se com aproximadamente 380 alunos e 22 professores nos segmentos de Educação Infantil, Ensino Fundamental regular e Educação de Jovens e Adultos. “Viver bem na Escola Municipal Gasparzinho” iniciou-se em maio de 2005 com a meta de garantir maior qualidade de vida por meio de atividades posturais e preservação do meio ambiente.

 

O projeto foi iniciado com reuniões de professores e alunos sobre o levantamento das necessidades da escola, localizando-a no mapa de Amparo. Como coordenadora pedagógica, uma das metas de meu plano de ação é criar uma comissão pró-grêmio e neste ano iniciamos com uma eleição para a escolha dos representantes de classe. Fizemos a seleção das necessidades prioritárias, dividindo as ações entre os alunos de cada classe. Realizamos também um mapeamento da escola (atitudes baseadas no Ver) fazendo uma investigação sobre os seguintes aspectos: sala de aula, situação das carteiras, quadro negro, iluminação... Qual a situação dos banheiros? Há pichações? Rabiscos? Para onde vai o lixo produzido pela escola? Ele pode se diminuído? Como? A escola dispõe de espaços para a pratica de esportes, como quadras e pátios? Como são tratadas as pessoas que cuidam da escola? Anotamos em um quadro quais eram os espaços ociosos e o que deveria ser feito em cada espaço? Há outras maneiras de aprender fora da sala de aula? Como adquirimos esse conhecimento? A escola tem atividades de educação ambiental (atitudes baseadas no julgar)? Depois de definido o trabalho de cada classe, partiu-se para o agir e discutir o planejamento e o trabalho propriamente dito: busca de parceiros, materiais e aquisições necessárias para a conclusão dos serviços já definidos.

 

As 1ªs séries ficaram responsáveis pela decoração de paredes e bancos da escola.
As 2ªs séries A e B ficaram responsáveis pela construção do jardim.
A 2ª série C se responsabilizou pela organização e pintura das brincadeiras no chão da escola, da parede do pátio, bem como a realização de oficinas de brincadeiras com todos os alunos.
As 3ªs séries A e B organizaram a decoração da identificação dos diversos ambientes, bem como a elaboração de placas decorativas nas flores do jardim.
A 3ª série C organizou a biblioteca, recolocando os livros nas prateleiras decorando com bichos de pelúcia, painéis decorativos nas paredes e cartaz de regras sobre o uso adequado da biblioteca. As regras foram explicadas a todos os membros da escola (corpo discente e docente) por meio da Oficina de Biblioteca.
As 4ªs séries ficaram responsáveis por organizar um trabalho de conscientização dos alunos sobre o uso correto e higiênico dos banheiros, decorando-os com tapetes e o trabalho constante de conscientização foi realizado nos momentos do Hino Nacional. Após sua execução, são apresentados trabalhos de alunos e momentos de tribuna livre para alunos e professores.

 

Além disso, os alunos entraram em contato com uma fisioterapeuta e esta realizou várias palestras sobre maneiras posturais de se sentar, andar, carregar peso, etc. Cada classe desempenhou bem o seu papel, foram à busca de parceiros dentre os quais podemos citar a Empresa Seima – Comércio de Plantas e Flores, Supermercado Guarani, Comércio de Tintas Santa Rosa. Dentre os profissionais que colaboraram para a conclusão do projeto, pode-se citar uma fisioterapeuta, alguns jardineiros e um paisagista. Tivemos também a colaboração de um pai, que desempenhou o papel de pintor de lousas na escola. Fazendo uma avaliação do projeto, constatamos que a meta prevista – sensibilizar os alunos, professores e funcionários a melhorar o espaço – foi atingida com bastante sucesso. Conseguimos melhorar o espaço da escola decorando-o e, principalmente, desenvolvendo atitudes de respeito ao patrimônio público (manutenção de organização dos diversos ambientes da escola), ao meio ambiente (gosto de manutenção do meio ambiente, não agredindo-o e protegendo-o através de adubação e plantio de árvores ornamentais e frutíferas, retirando da terra apenas o necessário para o nosso sustento), ao ser humano (respeito às mais diversas diferenças existentes no ambiente escolar). Algumas necessidades da escola, elencadas pelos alunos, como a construção da quadra poliesportiva, foram determinadas como secundárias. A direção, o grupo de alunos e os pais fizemos o que estava ao nosso alcance: organizamo-nos e mobilizamo-nos para solicitar e cobrar de nossos governantes a construção da referida quadra. O Projeto foi concluído com a atividade “Dia da Família na Escola”. Pais e a comunidade compareceram à escola, viram os resultados do projeto, participaram de atividades recreativas e decorativas: construção de mosaicos para a decoração da escola. Nesse dia, vários pais se propuseram a colaborar para a continuidade do projeto, ampliando as áreas a serem melhoradas na escola, como decoração de outros espaços, construção de outros jardins e a cobrar das autoridades competentes a construção da quadra. Está em votação um projeto de construir uma quadra suspensa, para não provocar danos estéticos à praça. No decorrer do projeto, enquanto as ações foram sendo realizadas, houve divulgação em jornais escritos de nosso município e no jornal de nossa escola. Com esse projeto esperamos construir e transformar nossa escola em um espaço harmonioso e feliz, aproveitando espaços e melhorando nossa qualidade de vida.

Alessandra Miguel Cappi, coordenadora pedagógica

Colégio Anglo Boituva

Nas aulas de Ciências na 5ª série sempre separamos dois meses das aulas de laboratório para trabalharmos com reaproveitamento de materiais construindo objetos utéis como bandejas, e mesas de PET, sempre deixando a escolha a critério dos alunos. Este ano, aproveitando o grêmio escolar (do qual sou professora orientadora) fomos até a Associação Crescer Criança, que trabalha com crianças carentes, ensiná-las a fazer sabão com sobras de óleo de cozinha - também contando-lhes sobre a importância do reaproveitamento. Assim, damos a nossa colaboração para a diminuição do aquecimento global. Com o mesmo intuito, em nossa exposição anual (5ª a 8ª séries), vamos oferecer à comunidade soluções de baixo custo e muito eficientes. Além da produção de sabão, vamos mostrar nossos móveis com PET, orientar como construir um aquecedor solar de baixo custo (economizando energia limpa dos chuveiros) e como cozinhar com a energia solar.

Simone Barbosa de Oliveira

Nova Escola de Valinhos, Valinhos, SP

Durante as aulas de Geografia do 6º ano, o tema desenvolvido foi RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA - pensar globalmente/agir localmente. Após o estudo teórico, reflexão e seminários, os alunos sentiram-se desafiados a agir. A pergunta lançada foi: O que vocês podem fazer para melhorar o planeta Terra a partir de ações locais? Todos se interessaram. Um grupo resgatou a horta: as alunas refizeram todos os canteiros, colocaram terra, pintaram portão, grade, plantaram sementes, ervas, conversaram com todos os alunos sobre a importância de uma horta, iniciaram o horta tour e trabalham diariamente. Outro grupo recolheu o lixo para conscientizar os alunos sobre reciclagem e local para se jogar lixo. Outro grupo pesquisou sobre selo verde e entrou em contato com empresas que não expõem o certificado. O desenvolvimento do trabalho foi apenas mediado pela professora e muitas dificuldades foram resolvidas pelos grupos. Enfim, o resultado foi exposto na Mostra Cultural da Escola, em 22 de setembro de 2007.

Mara Cristina Casteleti Girardi

Escola de Educação Básica e Profissional Dona Sinhá Neves, São João Del Rei, MG

Baseando-se no princípio de sustentabilidade, adotamos práticas de reaproveitamento e reciclagem de acordo com o levantamento dos tipos de resíduos produzidos na escola. O “lixo” orgânico (da cozinha) é usado para fazer adubo orgânico pelo processo de compostagem, que, por sua vez, é utilizado no cuidado da horta e dos jardins. Os produtos da horta voltam para a cozinha e o ciclo se inicia novamente. Os resíduos gerados no pré-preparo (cascas, talos, etc.) são usados no preparo de outros alimentos. Os papéis brancos descartados são transformados, por reciclagem, em papéis artesanais e em artigos diversos usados na própria escola. A grama aparada é usada na confecção de um tipo de papel artesanal e no preparo de adubo orgânico. A coleta seletiva também faz parte da rotina da escola, o material recolhido é doado para uma associação de catadores de materiais recicláveis. Os alunos participam de todos os processos levando o aprendizado para casa.

Waldir Alves Pereira Junior

Colégio Presidente Emílio G.Médici, Fundação Bradesco, Bagé, RS

A proposta de canalização de esgoto a céu aberto, em residências da comunidade, com o aproveitamento de pneus descartados tem o objetivo de sensibilizar e conscientizar alunos e cidadãos desse município sobre a importância do saneamento e da reciclagem, a fim de tornarem-se agentes transformadores, buscando alternativas viáveis de conservação dos recursos naturais em busca do bem-estar familiar. Com base em estudos do meio realizados no bairro Menino Deus, os alunos verificaram que embueirar utilizando pneus descartados, com técnicas pesquisadas, seria viável. Os estudos refletiram em uma ação ambientalmente correta e que garantiu economia às famílias que participaram da proposta e proporcionou a prevenção de doenças como a dengue, promovendo o saneamento básico necessário, minimizando o impacto ambiental provocado pelo descarte impróprio de pneus. O custo financeiro foi a aquisição de lona preta, material fundamental para o acabamento da canalização.

Milene Rodrigues de Quadros dos Santos

 

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