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Deficiência Intelectual

O que é paralisia cerebral?

Paula Nadal

 

A paralisia cerebral é uma lesão cerebral que acontece, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, no parto ou até dois anos após o nascimento - neste caso, pode ser provocada por traumatismos, envenenamentos ou doenças graves, como sarampo ou meningite.

Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição.

Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos.

Como lidar com a paralisia cerebral na escola?
Para dar conta das restrições motoras da criança com paralisia cerebral, vale adaptar os espaços da escola para permitir o acesso de uma cadeira de rodas, por exemplo. Na sala de aula use canetas e lápis mais grossos, envoltos em espuma e presos com elástico para facilitar o controle do aluno. Os papeis são fixados em pranchetas para dar firmeza e as folhas avulsas, nesse caso, são mais recomendáveis que os cadernos. O professor deve escrever com letras grandes e pedir para que o aluno com paralisia cerebral sente-se na frente, se possível, com uma carteira inclinada, que dá mobilidade e facilita a escrita.

Se o aluno apresentar problemas na fala e na audição, providencie uma prancha de comunicação, para que ele se expresse pela escrita. Caso isso não seja possível, o professor pode preparar cartões com desenhos ou fotos de pessoas e objetos significativos para o aluno, como os pais, os colegas, o professor, o time de futebol, diferentes comidas, o abecedário e palavras-chave, como "sim", "não", "sede", "banheiro", "entrar", "sair" etc. Assim, para indicar o que quer ou o que sente, o aluno aponta para as figuras.

Em alguns casos, a criança com paralisia cerebral também precisa de um cuidador que a ajude a ir ao banheiro ou a tomar o lanche. Mas, vale lembrar, que todos devem estimular a autonomia da criança, respeitando suas dificuldades e explorando seus potenciais.


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marina dias da silva - Postado em 04/03/2013 20:20:39

Primeiramente não acho apropriado o texto sobre paralisia cerebral estar aqui na parte da revista onde trata da deficiência mental,com certeza quem se informar um pouco mais sobre esta deficiência sabe que se trata de ma deficiência motora,que infelizmente em alguns casos pode causar problemas mentais.faz-se necessário que este tabu seja quebrado para quenossosfilhos sejam enxergados,além das suas deficiências físicas,uma revista como essa deve se aprofundar mais,para dar aos nossos filhos a esperança de professsores melhores.Infelizmente apesar de minha filha ser tretraplegica,não,falante,e não possuir coordenação motora tudooque conseguimos nas escolas foi um lugar segundo eles "para ela estar com outras crianças",Inclusão aqui é um lugar a mais para "sair de casa ",já o pedagógico "nada".Sou professora e mãe da minha filha que já lê desde os 6anos,usa ocomputador utilizando awebcan,num programa que encontrei sozinha gratuito e sonho em encontrar crianças como a minha Mimi,para poder trocar experiências com outras pessoas,pois até agora tenho a impresssão que somos as únicas aqui deste país.Será que só a minha filha é tretraplegica,com paralisia cerebral,não fala mas pensa e é capaz de aprender qualquer coisa?Preciso de ajuda.Uma mãe desesperada.Obrigada.

katia de oliveira lopes carvalho - Postado em 18/07/2011 14:40:12

Muito interessante esse artigo, tenho uma filha com 2 anos de idade que tem paralisia cerebral e acho muito importante a conscientização dos profissionais da escola para trabalhar com essas crianças. Muitos sentem-se despreparados e nós que somos pais sentimos inseguros. São crianças que sofrem muito desde pequenas devido suas limitações então é importante um olhar especial sobre elas. Além de tudo sou professora também e sei o que muitos pensam. É imprescindível passar para os pais segurança e para criança todo carinho que ela mereça.

Publicado em Abril 2011,
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