Paulo Araújo

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Especial
Aos poucos, os museus brasileiros estão se tornando espaços educativos onde é possível aprender História não só pela ótica dos colonizadores, que normalmente a escrevem, mas também das pessoas comuns. Um dos melhores exemplos é o Museu Afro Brasil, inaugurado em 2004 no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Formado por 4 mil peças da coleção particular de Emanuel Araújo, artista plástico, curador e diretor do museu, o espaço é parada obrigatória para explicar a importância do negro na formação da sociedade brasileira e um ótimo ponto de partida para desenvolver projetos ligados à história africana e afro-brasileira.
Logo na chegada, os alunos vão se surpreender com uma instalação que reproduz o ambiente de um navio negreiro, o meio de transporte que representou a morte para muitos durante a travessia do Atlântico.
Organizado em seis núcleos temáticos, o acervo tem preciosidades, como máscaras e estátuas religiosas, vestimentas, patuás e outros objetos sagrados do candomblé, pinturas e esculturas inspiradas no continente negro.
Estão expostas também diversas ferramentas de trabalho, provas concretas de que os africanos não foram trazidos para o Brasil só por causa dos músculos fortes que possuíam, mas sim porque dominavam técnicas de agricultura, mineração, ourivesaria e metalurgia como ninguém - e isso fez muita diferença na construção de nossa identidade.
Atividades
Explorar o sonoro e o visual
Antes de visitar o Museu Afro Brasil, é importante contar que no local não há só objetos de tortura de escravos - como imagina o senso comum. Diga também que predominam peças ligadas mais à sonoridade do que à escrita - marco da cultura africana. Duranteo passeio, os alunos entenderão o conteúdo por meio da contação de histórias e do colorido das peças de artistas que se inspiraram na riqueza do traçado africano em diversas épocas. De acordo com o planejamento, também é possível fazer oficinas que explicam a relação entre literatura e história com base em textos de autores negros. Depois da visita, é interessante criar uma peça de teatro cujas cenas dêem continuidade às imagens das gravuras de Rugendas e Debret. As sugestões são de Ana Lucia Lopes, coordenadora do Núcleo de Educação do museu.
Para conhecer
CONTATO
Museu Afro Brasil, Av. Pedro Álvares Cabral, s/no, Pavilhão Manoel da Nóbrega, Parque do Ibirapuera, portão 10, 04094-050, São Paulo, SP, tel. (11) 5579-0593.
Ingressos grátis (de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas.
Escolas, de terça a sexta-feira, das 9 às 16 horas