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Viagem ao Brasil Império

Setembro é o mês da Independência. Há 183 anos, D. Pedro I declarou que as terras portuguesas na América não pertenciam mais a Lisboa. Foi o início do nosso império, que durou até a proclamação da República, em 1889. Os dois museus aqui indicados, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, expõem todo o esplendor da época

MUSEU IMPERIAL DE PETRÓPOLIS

A casa de D. Pedro II

No Museu de Petrópolis a peça mais procurada do valioso acervo do período imperial é a coroa de ouro, brilhantes e pérolas que pertenceu a D. Pedro II.Foto: Selmy Yassuda
No Museu de Petrópolis a peça 
mais procurada do valioso acervo
do período imperial é a coroa de 
ouro, brilhantes e pérolas que 
pertenceu a D. Pedro II.
Foto: Selmy Yassuda

Assim como toda nobreza européia, a família real brasileira também construiu um palácio para descansar durante os meses de verão. Numa viagem a Minas Gerais, em 1822, D. Pedro I encantou-se com uma propriedade no alto da serra fluminense. Comprou-a e por anos sonhou construir ali um palácio. Episódios políticos que ocorreram após a separação de Portugal obrigaram o príncipe a abandonar o Brasil em 1831. Mas seu filho e sucessor, D. Pedro II, herdou a Chácara do Córrego Seco e ergueu ali, entre 1845 e 1862, o palácio que entraria para a história como sua residência preferida.

Quem vai ao Museu Imperial de Petrópolis, que hoje funciona no palácio, fica com a impressão de ter viajado no tempo ao observar charretes, roupas, louças, jóias, o trono e a coroa do imperador. Essa peça — de ouro cinzelado, 639 brilhantes e 77 pérolas incrustadas — é a mais procurada pelo público e revela toda a opulência do império. Nos jardins, é possível comprovar como D. Pedro II era um profundo conhecedor de espécies raras da fauna e da flora brasileira e estrangeira. Lá há diversos exemplares de bromélias, palmeiras e outras espécies centenárias. O museu tem ainda um arquivo com cerca de 200 mil documentos, gravuras, mapas e fotografias que atende a pesquisadores de todo o mundo. A biblioteca, especializada em história brasileira dos séculos 18 e 19, tem mais de 40 mil volumes, periódicos e livros raros à disposição de estudantes e professores.

Para conhecer

ENDEREÇO R. da Imperatriz, 220, Petrópolis, RJ
INGRESSO 4 reais, grátis para alunos de escolas públicas uniformizados
VISITAS De terça a domingo, das 11 h às 18 h CONtatos Tel. (24) 2237-8000
INTERNET www.museuimperial.gov.br. No site você pode fazer um passeio virtual por 11 ambientes, ver fotos do acervo e ler os nomes completos dos príncipes D. Pedro I e II, entre outras curiosidades. 

O valor do nosso patrimônio
 
Ao visitar com os alunos — in loco ou virtualmente — qualquer um dos dois museus, você tem uma ótima oportunidade para introduzir o conceito de educação patrimonial e ensinar a importância de prédios e objetos antigos. No museu de Petrópolis, as turmas da Educação Infantil vão aprender história com auxílio de um teatrinho de fantoches. No enredo, uma família de ratos visita vários ambientes e descobre como eram as férias da família imperial. Já as turmas de Ensino Fundamental assistem à reconstituição de um sarau — reunião social comum entre os nobres. O Museu do Ipiranga oferece cursos preparatórios para professores que vão levar suas turmas para conhecer o acervo. Não há roteiros definidos, e sim indicações de temas que podem ser explorados — como cotidiano, sociedade e universo do trabalho. O professor fica livre para estabelecer seus objetivos, definir pontos a ser trabalhados e adequar a visita à faixa etária da turma. Em ambos, é aconselhável entrar em contato com o setor educativo antes de levar a turma.

MUSEU DO IPIRANGA

Um monumento à liberdade

Os jardins do Museu do Ipiranga foram inspirados nos do palácio francês de Versalhes, construído para comemorar a libertação do Brasil de Portugal. Foto: José Rosael/Sérgio Yamada
Os jardins do Museu do Ipiranga
foram inspirados nos do palácio
francês de Versalhes, construído
para comemorar a libertação do
Brasil de Portugal. 
Foto: José Rosael/Sérgio Yamada

Conhecido como Museu do Ipiranga, o Museu Paulista é o grande símbolo do momento em que o Brasil se separou de Portugal. Ele não existia quando D. Pedro I declarou nossa independência, em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho de mesmo nome — hoje canalizado. O prédio, em estilo renascentista italiano, foi construído entre 1885 e 1890 já para abrigar o museu. No salão nobre, os visitantes ficam frente a frente com a pintura Independência ou Morte, de Pedro Américo, uma imagem de liberdade que se cristalizou no imaginário de todos os brasileiros. O acervo é um dos mais indicados para quem quer entender o cotidiano e a sociedade do Brasil do século 19 e meados do século 20. O acervo inclui 125 mil peças, entre utensílios domésticos, roupas, móveis, fotografias, bustos, selos, armaduras, objetos religiosos, medalhas e moedas que cobrem desde o período colonial até a década de 1950. Em cima dos pilares da escadaria foram colocadas 12 ânforas de vidro contendo água dos grandes rios do Brasil, como Tietê, Amazonas, São Francisco, Negro e Paraíba. Do lado de fora, chama a atenção o jardim de 1500 metros quadrados. Inspirado no estilo barroco dos jardins do Palácio de Versalhes, na França, ele foi totalmente restaurado no ano passado. À noite, é possível admirar também as fontes luminosas.

Para conhecer

ENDEREÇO Parque da Independência s/n, São PaulO
INGRESSO 2 reais VISITAS De terça a domingo, das 9 h às 16h30
CONTATO Tel. (11) 6165-8005
INTERNET www.mp.usp.br. No site você encontra textos e fotos de vários objetos do acervo.

UM DIA DE PROFESSOR

"Onde Deus mora?"

Ilustração: Michele
Ilustração: Michele

Inteligente, esperto e muito curioso, Germano, 7 anos, um dia me pergunta quem é Deus. Respondo: 

— É nosso Pai, que nos protege... 

E ele: 

— Mas, professora, onde ele mora?

Digo:

— Dentro do nosso coração.

Ele me olha desconfiado e, sem hesitar, pergunta:

— E como ele faz quando quer sair para passear?

Respondo que Deus não precisa sair para passear, que ele passeia conosco. Germano sorri, aceita a resposta mas me olha de um jeito maroto, como quem não concorda.

ANDREA MARIA DUARTE MOREIRA DE OLIVEIRA, Manhumirim, MG, andreadmo@yahoo.com.br

Vídeos ajudam a dar uma boa aula lá fora

Os estudos do meio estão cada vez mais presentes no planejamento das escolas, já que em aulas fora da classe é possível complementar o conteúdo pedagógico de forma prática e divertida. A série para televisão Aula Lá Fora ajuda quem quer fazer estudos desse tipo com os alunos, ensinando a montar um projeto e a realizar as etapas necessárias para atingir os objetivos. São 16 programas de TV com 30 minutos cada um, todos criados pela secretaria de Educação de Santo André (SP) em parceria com a TV Escola, do Ministério da Educação, e com a produtora Muzarca. Há sugestões de roteiros para museus, aquários, feiras livres, redação de jornal, cidades históricas e outros locais. A série completa é composta de quatro fitas VHS. Cada fita traz quatro programas e custa 30 reais, mais as despesas de postagem. Informações: (11) 3812-4340 ou no e-mail contato@aulalafora.com.br

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Publicado em Setembro 2005.
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