Assine Nova Escola
Loading
NAS BANCAS
assine
capa capa
publicidade
anuncie!

Sequência Didática

O povo na proclamação da República

Objetivos
- Compreender a proclamação da República como um golpe desencadeado por forças militares sem grande resistência monarquista graças à crise desse sistema de governo.
- Avaliar a pequena participação da população no evento.

Conteúdos
- Proclamação da República.
- Participação política popular.

Anos 
8º e 9º.

Tempo estimado 
Duas aulas.

Desenvolvimento 
1ª etapa
Comece a conversa perguntando aos alunos o que eles entendem por participação política, registrando no quadro as ideias principais. Com base nesse primeiro apanhado, direcione o olhar da classe ao período que deseja estudar, a proclamação da República. Lance a seguinte questão: em termos de participação popular, o novo regime acena com mais ou menos oportunidades em relação à Monarquia? Apresente a proposta de investigar se a promessa de maior participação popular, de fato, se concretizou. Informe que a pesquisa será realizada por meio da análise de documentos de época. Para que eles se situem no tema, solicite a leitura do capítulo 1 do livro O Despertar da República

2ª etapa
Distribua para cada aluno uma cópia do seguinte texto:

"Por ora a cor do governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava." (Carta de Aristides Lobo [1838-1896] sobre o episódio de 15 de novembro de 1889.)

Oriente os alunos a se reunir em duplas para discutir o excerto do jurista e jornalista republicano e abolicionista. Peça que abordem dois pontos principais: a composição do primeiro governo republicano e a participação das camadas populares no episódio. Em seguida, organize a socialização das opiniões com a classe inteira. Discuta com o uso do termo "bestializado", acentuando a associação ao animal besta, numa indicação de estupidez e ignorância sobre o processo. 

3ª etapa
Distribua para cada aluno uma cópia do seguinte texto:

"Desenganem-se os idealistas: o povo fluminense não existe (...) Dirão que o povo fluminense fez a agitação abolicionista e a agitação republicana (...) O povo não fez nada disso. Um grupo de homens denodados, bastante ativo é certo, para parecer a multidão, fez o movimento abolicionista e o movimento republicano do Rio de Janeiro. Em volta desses campeões devotados acercavam-se curiosos; e foi só." (Raul Pompéia, Obras.)

Estimule um debate com a classe sobre a argumentação exposta no texto, iniciando pela discussão da expressão "o povo fluminense não existe". Por que o autor tem essa opinião? De acordo com ele, quem são os responsáveis pelos acontecimentos históricos? Por fim, convide a turma a refletir sobre o significado dos dois textos do século 19 à luz dos dias de hoje. É possível dizer que os fatos e processos narrados são totalmente anacrônicos ou permanecem atuais? Por quê?

Avaliação
Peça que os estudantes escrevam uma dissertação sobre a participação popular na proclamação da República, tendo como base as leituras realizadas. Avalie se eles compreendem que, apesar dos acenos a certa democratização do poder, o episódio foi um processo de que o povo pouco participou, sendo na maior parte das vezes apenas citado nos discursos da nova oligarquia que chegava ao poder.

Consultoria: Pedro Henrique Raveli
Professor de História da Escola da Vila, em São Paulo, SP.

PATROCÍNIO Patrocinadores Editora Scipione Editora Ática Edições SM Editora Positivo
Expediente Termos de uso Assinaturas para secretarias de Educação Anuncie Fale conosco Trabalhe conosco Dúvidas frequentes
Fundação Victor Civita - 25 anos
Fundação Victor Civita © 2012 - Todos os direitos reservados.