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Plano de Aula

O mundo dos maias

Ano
8º e 9º anos

Conteúdo
Civilização maia

Habilidade
Avaliar aspectos arqueológicos, sociais e culturais da civilização maia.

Tempo estimado
Três aulas de 50 minutos

A revista National Geographic traz uma extensa reportagem sobre os Maias, uma importante civilização que teria vivido entre os territórios da Guatemala e do México. Aliás, a National Geographic Society, entidade mantenedora da publicação, financia pesquisadores que estudam esse povo. Desde 1957, escavações são realizadas por arqueólogos financiados pela fundação. Use o texto como base para analisar com sua turma alguns aspectos da civilização maia.

Atividades
1ª aula - A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana com uma rica história de mais de 3000 anos. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca desapareceu, pois milhões de pessoas ainda vivem na mesma região ocupada de forma milenar e muitos deles ainda falam alguns dialetos da língua original maia. As evidências arqueológicas mostram que os maias começaram a edificar sua arquitetura cerimonial há mais de 3000 anos. Entre os estudiosos, há um certo desacordo sobre os limites e diferenças entre a civilização maia e a cultura vizinha dos olmecas. Os olmecas e os maias antigos parecem ter-se influenciado mutuamente. Os monumentos maias antigos consistem em simples montículos onde construíram tumbas, precursoras das pirâmides erigidas mais tarde. Eventualmente, a cultura olmeca teria desaparecido depois de dispersar a sua influência na Península de Iucatã, no México, na Guatemala e em outras regiões.

Proponha a seus alunos uma pesquisa sobre o que restou da civilização maia na atualidade no México e na Guatemala. Eles vão encontrar um pouco da língua e das tradições daquele povo que hoje se encontra na região. Um bom exemplo é a Festa do Dia dos Mortos que celebra a vida de uma outra maneira, completamente diferente da nossa tradição judaico-cristã. Diante de um convívio tão generoso e diferente com a morte, deixado por aquela civilização, a relação com a vida também se vê alterada. A cada vida corresponde uma morte. Não morrer como se viveu é a constatação de não haver vivido sua própria vida, mas sim a de outra pessoa. Deve-se morrer como se vive. "A morte não nos assusta", diz o escritor Octavio Paz.

2ª aula - De acordo com a reportagem da Revista há uma pergunta que fascina os estudiosos desde que foram encontradas as primeiras cidades mais na região de Petén até os dias de hoje: o que teria levado ao fim daquela civilização? As primeiras explicações acreditaram numa catástrofe repentina como um terremoto, uma explosão vulcânica ou quem sabe mesmo um furacão. Alguns estudiosos afirmam que pode ter havido uma doença misteriosa como a peste Negra, que dizimou parte da população européia durante a Idade Média. Ou mesmo a varíola que teria contribuído para o extermínio de boa parte da população indígena quando da chegada dos europeus à América. A maioria dos estudiosos, entretanto, descarta as hipóteses baseadas num único acontecimento, afirmando que o colapso total daquela civilização deveu-se a um conjunto de fatores.
Proponha aos seus alunos na sala de aula um debate, após a leitura da reportagem, sobre o que teria levado os maias ao seu ocaso, ao fim repentino de sua civilização.

3ª aula - Proponha aos seus alunos uma pesquisa sobre o que é arqueologia e qual a diferença ente a arqueologia e a antropologia. Eles encontrarão informações atestando que a arqueologia é uma ciência social que estuda as civilizações humanas, podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as atualmente extintas, através de seus restos materiais, sejam estes objetos móveis, como por exemplo, objetos de arte ou objetos imóveis, como é o caso das estruturas arquitetônicas. Também se incluem as intervenções no meio ambiente efetuadas pelo homem. A palavra arqueologia vem da língua grega: archaios, 'velho' ou 'antigo', e logos, 'ciência'. A maioria dos primeiros arqueólogos, que aplicaram a sua disciplina aos estudos das antiguidades definiu a arqueologia como o estudo sistemático dos restos materiais da vida humana já desaparecida. Outros arqueólogos enfatizaram aspectos psicológico-comportamentais e definiram a arqueologia como a reconstrução da vida dos povos antigos. Em alguns países a arqueologia é considerada como uma disciplina pertencente à Antropologia; enquanto esta se centra no estudo das culturas humanas, a arqueologia dedica-se ao estudo das manifestações materiais das civilizações antigas. Deste modo, enquanto as antigas gerações de arqueólogos estudavam um antigo instrumento de cerâmica como um elemento cronológico que ajudaria a pôr uma data à cultura que era objeto de estudo, ou simplesmente como um objeto com um verdadeiro valor estético, os antropólogos veriam o mesmo objeto como um instrumento que lhes serviria para compreender o pensamento, os valores e a própria sociedade a que pertenceram.

Analise com seus alunos quais os principais problemas enfrentados pelos arqueólogos em suas pesquisas. No texto da National Geographic há alguns indícios sobre esses problemas: "cobras venenosas, calor de fazer o sangue ferver, umidade de sauna, bandidos e macacos atiradores de fezes são as boas-vindas aos cientistas que entram nas florestas do território dos maias.

Consultoria: Ricardo Barros
Professor de História do Colégio Paulista, de São Paulo

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