No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, declarando o fim da escravidão. Para os negros brasileiros foi a mais importante página de sua história. Na visão dos grandes fazendeiros da época, porém, significou a necessidade de mudar a forma de obter mão-de-obra. Afinal, o negro foi durante 350 anos o alicerce de um lucrativo comércio: o de produtos tropicais (novos e exóticos) no mercado internacional.
A radical diferença de pensamento entre abolicionistas e fazendeiros é um bom ponto de partida para que você discuta com os alunos a importância da abolição. "Os anti-escravagistas eram intelectuais que, influenciados por idéias francesas, queriam libertar os negros desse sistema desumano", explica Flávio Trovão, professor de História do Colégio Positivo, de Curitiba. "Já os senhores de engenho só exploravam a mão-de-obra capacitada e não-remunerada." Nesse contexto, Trovão sugere que você crie com seus alunos uma maquete de um engenho. "Eles vão entender qual era a verdadeira função do negro no sistema colonial", afirma. Essa atividade é composta por quatro etapas:
1. Numa cartolina, os alunos devem desenhar uma casa-grande, uma senzala, a plantação e o pelourinho.
2. Em seguida, peça a eles que recortem e colem a ponta de baixo dos desenhos na cartolina.
3. A plantação serve para mostrar em que o trabalho escravo era empregado. Pergunte que finalidade tinha aquele sistema. Por que existiam escravos?
4. Quando eles colarem o pelourinho, questione sua função. Por que os negros iam para aquele local? Como eram tratados?
5. O que significa o termo "senhor de engenho"? Ele era senhor apenas das terras ou também das pessoas?
Uma fazenda dos tempos do Brasil colonial
Esta maquete vai ajudá-lo a ensinar como viviam os negros no tempo da escravidão

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Flávio Trovão - R. Dra. Otília dos Santos França, 24, CEP 82950-020, Bairro do Cajuru, Curitiba, PR,
tel. (41) 266-9436, e-mail: ftrovao@uol.com.br
Bibliografia
No Tempo da Escravidão no Brasil, Maria Lucia Mott, 48 págs., Ed. Scipione, tel. (11) 239-2255, 14 reais
Didática de História, Ana Lúcia Nemi e João C. Martins, 144 págs., Ed. FTD, tel. (11) 253-5011, 25 reais