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HISTÓRIA DO BRASIL

Ainda existe a carta que Getúlio Vargas deixou ao se suicidar?

Bruna Nicolielo. Com reportagem de Rita Trevisan

Sim. Há quatro versões dessa carta, uma nota manuscrita, um documento datilografado conhecido como Carta Testamento e duas cartas publicadas na imprensa, que são versões reduzidas desse último. A carta original está exposta à visitação no Museu da República, no Rio de Janeiro. Cópias do manuscrito e do documento datilografado integram ainda o arquivo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Elas estão disponíveis para consulta no site da entidade (cpdoc.fgv.br). O texto da carta manuscrita, embora um pouco mais conciso, corresponde, de maneira geral, ao da carta datilografada, pois menciona os mesmos temas. Essa segunda versão não veio a público imediatamente após a morte de Vargas, em 1954, mas registra de maneira menos eloquente suas projeções quanto à reação das camadas populares. Muito provavelmente, essa carta foi redigida de próprio punho pelo presidente. Após o suicídio, ela foi encontrada ao lado de seu corpo. Já a autoria da carta datilografada ainda hoje é alvo de polêmicas. Alguns estudiosos atribuem o texto ao jornalista José Soares Maciel Filho, redator de grande parte dos discursos de Vargas, que nega a versão. De qualquer forma, ambas as cartas revelam muito sobre o cenário político da época. Vargas estava muito pressionado politicamente para renunciar e, com o suicídio, seu objetivo era se tornar um mártir na defesa dos interesses nacionais e das camadas populares. Na ocasião, ele estava ameaçado por uma série de fatores: perda de apoio político e militar, acusações de corrupção e proximidade com os mandantes do atentado contra Carlos Lacerda (1914-1977) - que resultaram na morte do major Rubens Vaz (1922-1954). Ele também sofria com a pressão dos norteamericanos contra a política nacionalista adotada em seu governo.


Consultoria Verena Alberti, coordenadora do Setor de Documentação do CPDOC-FGV.

Pergunta enviada por Vanessa Graciele Moreira, Limeira, SP

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Publicado em NOVA ESCOLAEdição 232, Maio 2010,
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