Paula Sato
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Apesar de existirem relatos de publicações noticiosas desde o Império Romano, foi depois da invenção da prensa móvel, em 1440, que apareceram os jornais periódicos e impressos. A primeira publicação do tipo, um jornal semanal, foi o Nieuwe Tijdinghen, criado na Antuérpia (na Bélgica), em 1605. No Brasil, os jornais demoraram mais para aparecer. A culpa era da coroa portuguesa, que, até a vinda de Dom João VI, em 1808, proibia que existissem imprensa, indústrias, bibliotecas e universidades na colônia. Assim que caiu o embargo, surgiu o primeiro jornal oficial da corte, a Gazeta do Rio de Janeiro, que começou a circular em 10 de setembro de 1808. Porém, hoje, historiadores como Isabel Lustosa, autora do livro "O nascimento da imprensa brasileira", consideram que o primeiro jornal do país foi o Correio Braziliense, impresso em Londres, na Inglaterra, por Hipólito José da Costa e distribuído no Brasil. Nessa época, em que a maior parte da população era analfabeta, os periódicos tinham tiragem de apenas 200 a 500 exemplares. Para se ter uma ideia, atualmente a Folha de S. Paulo, maior jornal do Brasil, tem tiragem diária de mais de 300 mil exemplares.
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Pouco depois do surgimento dos jornais, em 1812, começava a história das revistas no país. Segundo conta o livro "A revista no Brasil", o responsável pela inovação foi Manoel Antonio da Silva Serva. O português editou e vendeu em Salvador "As Variedades ou Ensaios de Literatura", revista de 30 páginas que durou apenas dois números, mas iniciou a história desse tipo de periódico no Brasil.
O próximo salto na trajetória da imprensa mundial aconteceu em 1916 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando foi transmitido o primeiro programa de rádio da história. No Brasil, há uma polêmica sobre qual teria sido a primeira emissora de rádio do país. Oficialmente, o título de pioneiro é dado à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, criada em 1923. A primeira transmissão, em caráter experimental, teria acontecido em 7 de setembro de 1922. Porém, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo, a Rádio Clube de Pernambuco já havia feito sua primeira transmissão em 1919 e merece o crédito. De uma forma ou de outra, desde o seu início, as transmissões radiofônicas brasileiras sempre misturaram música e informação, ou seja, tinham de alguma forma caráter jornalístico.
Em abril de 1950, chegava ao Brasil a televisão e, com ela, os telejornais. O pioneiro foi o Imagens do Dia, que estreou em setembro de 1950 e permaneceu no ar por um ano. Seu apresentador era Ruy Resende, que, ao vivo, lia notícias e apresentava algumas imagens gravadas em película. Mas se naquela época foi uma revolução ter notícias apresentadas ao vivo, atualmente, a imprensa vive a era das notícias em tempo real, veículadas pela internet. No Brasil, a rede de computadores chegou aos usuários particulares em 1996. Ao mesmo tempo, surgiram os primeiros sites de notícias. Mas não existe registro de qual teria sido o primeiro deles.
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Bibliografia
A revista no Brasil, vários autores, 250 págs., Editora Abril, (11) 4003-8877, esgotado.
O nascimento da imprensa brasileira, Isabel Lustosa, 76 págs., Jorge Zahar Editor, (21) 2108-0808, R$16,00.
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