Amanda PolatoBeatriz Santomauro e Rodrigo Ratier

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As aulas de História já foram reduzidas à memorização de datas e acontecimentos passados. Uma outra abordagem torna a disciplina mais dinâmica. Ela considera questões sociais e atua na aprendizagem de noções essenciais do pensamento histórico, como a de temporalidade: de que forma se dá a organização dos fatos, a divisão entre passado, presente e futuro e a simultaneidade de eventos.
"Para os que estão nas séries iniciais, o passado é uma coisa só. Tudo é antigamente", diz Daniel Vieira Helene, formador de professores, de São Paulo. As dificuldades aparecem quando os pequenos lidam com textos históricos. Eles não tomam as datas como indicação temporal, e sim a apresentação dos fatos no texto: o que vem antes ocorreu antes.
Considerando o problema, o Colégio São Paulo, em Salvador, reforça o ensino de leitura e escrita de textos informativos. A turma lê, debate, localiza as informações mais importantes - com orientação dos professores -, faz perguntas e registra tudo com anotações, resumos e fichamentos, que são utilizados posteriormente para consulta. "Com esses procedimentos, os alunos têm maior compreensão dos conteúdos e adquirem comportamento leitor", avalia Dulcinéia Neves Guimarães, professora da 4ª série.
1. Trabalho com sujeitos históricos e perspectivas
O que é: A identificação, em fontes documentais, do ponto de vista de quem conta a história e a recriação dela com base em outros personagens e outras concepções. Uma alternativa: comparar informações sobre um mesmo fato ou tema em diferentes fontes bibliográficas.
Quando propor: Sempre que se trabalhar com relato histórico (narrativas).
O que a criança aprende: Que, dependendo do sujeito que escreve, existem várias versões sobre um fato e que os diferentes registros são fontes de informação para conhecer o passado.
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