Edição 225 | Setembro 2009
Beatriz Vichessi. Com reportagem de Daniela Almeida e Rita Trevisan

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Assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel, a Lei Áurea, que anunciava o fim do regime escravocrata no Brasil, foi divulgada pelos partidos abolicionistas e pelos fazendeiros progressistas que habitavam as províncias. Professores universitários defensores da liberdade também espalharam o fato, tal como os principais jornais que defendiam a liberdade: A Gazeta de Notícias, Gazeta da Tarde, Cidade do Rio e O Abolicionista. Porém a abolição não foi imediata, pois, no fim do século 19, as notícias ainda demoravam a se difundir e havia certa resistência de fazendeiros conservadores, que temiam perder escravos e consequentemente seus lucros. Sendo assim, foi necessário um tempo para a interiorização da necessidade de uma relação assalariada de produção. Vale destacar também que, antes da assinatura da lei, muitos negros já não eram mais escravos. Além das leis anteriores (a do Ventre Livre e a dos Sexagenários, que libertaram os nascidos depois de 1871 e os maiores de 60 anos, respectivamente), vários deles já tinham comprado a própria alforria, pois trabalhavam nas cidades (com a autorização de seus donos) como escravos de ganho. Outros, ainda, tinham sido libertados graças às ações de organizações de resistência, que também compravam cartas de alforria.
Consultoria Silvana Barbaric, professora de História da Economia dos Negros no Brasil, da Faculdade Zumbi dos Palmares.
Pergunta enviada por Laura Figueira, Vitória da Conquista, BA
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