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Gestão da sala de aula: você seguro em classe

O sucesso da aula depende da interação entre todos, além de sua capacidade de se antecipar e se preparar para imprevistos. Veja como se sair bem em 20 situações difíceis

Fernanda Salla

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=== PARTE 2 ====

Como resolver falhas na interação
A maneira de conduzir a relação entre os alunos, interagir com eles e propor as atividades interfere na aprendizagem. Veja como você pode atuar nas situações em que há problemas de comunicação

Os estudantes não
entendem as orientações. Ilustração: Pedro Hamdan

Os estudantes não entendem as orientações 
"Quando uma proposta tem um resultado ruim, o problema pode estar na consigna malfeita", diz Rosaura, do Instituto Abaporu. Ao apresentar uma atividade, use exemplos e explique de várias maneiras o que deve ser feito. "Eu peço que os alunos digam o que entenderam da minha orientação. Assim vejo se tudo ficou claro", afirma a professora Carla, que leciona para turmas do 9º ano. Circular pela sala e observar como as crianças estão realizando a tarefa também funciona. Nesse momento, você pode intervir caso ainda haja dúvida e garantir que todos trabalhem bem.

A turma acha que toda regra é negociável 
Os combinados são uma maneira eficiente de fazer a gestão democrática da sala. Eles podem ser sobre a organização da classe e dos materiais, por exemplo, mas, para pontos como os horários das aulas e a não-tolerância a agressões, não existe negociação. Com relação a questões dessa natureza, é preciso se valer de sua autoridade, mas sem ser autoritário. "Eu converso com as crianças e explico o motivo de a regra existir para que todas percebam a necessidade dela. Nessa discussão, mostro o que acontece quando uma norma desse tipo é quebrada", conta Marci, professora de Educação Infantil.

O aluno só responde quando tem certeza 
Incentive a criança a dar uma resposta também quanto ela tiver dúvidas. Mesmo que a conclusão dela esteja errada, alguns colegas podem ter feito o mesmo raciocínio. Peça que ela explique o que pensou. Para ajudá-la a reconstruir esse caminho, faça perguntas. Também não se contente quando um estudante acertar. Ele vai aprender mais se você pedir que justifique sua conclusão. Quando temos de contar aos outros algo que sabemos, desenvolvemos outra valiosa habilidade. Por fim, instigue os demais a dizer se concordam com a opinião dada e apresentem as razões.

Algumas crianças
não interagem. Ilustração: Pedro Hamdan

Algumas crianças não interagem 
Passe sempre pelas carteiras para verificar se todos estão participando das atividades realizadas em duplas ou em grupos. Cabe a você ensinar a garotada a produzir de forma cooperativa. Valéria, professora do 3º ano, conta que quando começou a propor agrupamentos percebeu que a falta de familiaridade com esse formato era uma dificuldade para muitas crianças. "Eu ajudava na organização da equipe. Pedia que me dissessem a função de cada um e como tinham estruturado o trabalho. Com o tempo, elas passaram a se organizar com mais autonomia."

Há muita conversa durante as atividades 
Interação não tem nada a ver com indisciplina. "Uma sala que valoriza a troca de ideias é ruidosa porque as crianças falam, argumentam, compartilham e questionam soluções e hipóteses. Essas situações de diálogo favorecem o desenvolvimento cognitivo", afirma Andréa, da Unicamp. Para que a aula não vire bagunça, observe se a discussão gira em torno do tema proposto. Caso a conversa seja sobre outra coisa qualquer, ajude o aluno a retomar o foco de onde parou. Uma maneira de fazer isso é lançar algumas perguntas que estimulem todos a refletir com você sobre o assunto que está sendo estudado.

Nem todos são ouvidos no decorrer da aula 
Muitas vezes, é difícil prestar atenção em todos os alunos e você pode acabar interagindo só com aqueles que se sentam perto da sua mesa. É importante, porém, assegurar que cada um tenha a oportunidade de ser ouvido, inclusive os da "turma do fundão". Uma estratégia é priorizar em cada momento da aula a participação de alguns estudantes. "Quando estou fazendo a sistematização de um conteúdo no quadro, chamo os que ainda não se manifestaram", conta Valéria.

A classe se mostra desmotivada. Ilustração: Pedro Hamdan

A classe se mostra desmotivada 
Situações instigantes e projetos bem elaborados são o que costuma motivar os estudantes. O que você propõe deve fazer sentido para eles. Esteja sempre atento aos pontos de vista e aos interesses da turma. "Meus alunos querem mostrar suas opiniões. Por isso, reservo momentos para argumentarem sobre temas variados", conta Carla. Outras dicas básicas: variar sempre as atividades, usar diferentes recursos, como os tecnológicos e os jogos, e estimulá-los a querer saber mais. "A curiosidade leva em direção ao novo e estimula o conhecimento", afirma Andréa.

=== PARTE 3 ====
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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 256, Outubro 2012. Título original: Você seguro em classe
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