Paula Nadal
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EspecialO número de alunos com deficiência incluídos em turmas regulares não para de crescer. Em 2009, mais de 386 mil crianças e jovens com deficiências, Transtorno Global do Desenvolvimento e altas habilidades foram matriculados nas escolas brasileiras. Os dados indicam que o pensamento dos gestores caminha a favor da diversidade, mas incluir de verdade implica mudar princípios, formar equipes e adaptar estruturas no ambiente escolar, garantindo a aprendizagem de todos - o que, na prática, pode tornar-se um grande dilema.
Por isso, a professora Rossana Ramos, autora do livro "Inclusão na prática: Estratégias eficazes para a Educação Inclusiva" (Ed. Summus, 128 págs.) participa de um fórum permanente sobre o tema.
Aproveite este espaço para trocar ideias e tire suas dúvidas sobre inclusão. Publique seu comentário abaixo e acompanhe as respostas da nossa consultora.
marli dos santos - Postado em 17/05/2012 20:46:23
gostaria de saber se existe uma lei que ampara o professor em sala de aula quando ele tem um aluno incluso para que ele tenha uma auxiliar uma outra professora em tempo integral para ajuda-lo (neste caso a cça tem hidrocefalia não severa tem um pouco de comprometimento motor esquerdo e o seu cognitivo é preservado) aguardo resposta
Comentário do Autor - Marli, não existe ainda uma regulamentação para essa questão, contudo, o que se deve fazer é usar o bom senso. O fato de a criança ser deficiente não implica necessariamente o professor precisar de uma ajudante. A não ser em casos em que ela (a criança) necessite de ajuda para necessidades básicas como ir ao banheiro, comer etc. Abraços, Rossana
adriana de souza serapião - Postado em 15/05/2012 08:24:06
Rossana obrigada pela resposta. Eu já havia solicitado a ajuda da secretaria de educação, eles vieram com soluções pouco cabíveis e enviaram um relatório feito por mim par o MP e pediram que eu espere o resultado, mas com isso já se passaram 2 meses e os outros alunos que precisam muito tbém da minha ajuda estão ficando prejudicados, tenho que ficar o tempo todo ao lado do aluno com psicose e isso está me angustiando demais! Gostaria de cumprir minha função de ensinar e tbém ajudar o menino, mas não consigo fazer nenhuma das duas, estou me sentindo impotente. Obrigada mais uma vez!!
Comentário do Autor - Adriana, fico muito feliz em poder contribuir um pouco com essas questões ainda a serem solucionadas no processo de Inclusão. Quanto à questão da demora, acho que você deveria ir pessoalmente à promotoria para falar com o promotor e expor o problema. Abraços, Rossana
NOEMIA FERNANDA SANTOS FERNANDES - Postado em 12/05/2012 13:12:44
Obrigada pela resposta anterior. Estou assistindo um programa da Tv Senado e estou com uma dúvida. O que fazer quando um aluno que não esteja mais na faixa etária do ano escolar? Por exemplo, aluno de 8 anos que não sabe nem ler, nem escrever, pode ficar na alfabetização regular com outras crianças menores?
Comentário do Autor - Noemia, ele não deve ficar com crianças menores. Esse é um erro que algumas escolas, que mesmo apesar de todas as informações que temos, ainda cometem. Esse aluno deve ser matriculado com seus pares etários e assistido pelo AEE. Abraços, Rossana