Gustavo Heidrich
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Um dos termos que mais tem acompanhado a palavra gestão nos últimos tempos é o adjetivo "democrática". Mas qual é o verdadeiro significado de administrar democraticamente uma instituição de ensino? Na história da Educação, a reivindicação organizada dos profissionais para participar das discussões que envolvem seu trabalho e sua carreira é bem recente. Ela ganhou ênfase depois de movimentos como o das Diretas Já, em 1984, e o Dia D da Educação (uma série de debates promovidos por universidades, sindicatos e associações de educadores entre 1983 e 1988). "Os diretores das escolas públicas exerciam a função como se fossem proprietários do estabelecimento. A cultura do autoritarismo foi cultivada desde a Proclamação da República até a ditadura militar e só começou a se romper nos anos 1980", explica Dinair Leal da Hora, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e autora do livro Gestão Educacional Democrática.
Na política, a volta gradual das eleições diretas deu voz ao povo. Nas escolas, os professores passaram a exigir a participação nas decisões sobre questões pedagógicas. A luta reverberou no Congresso Nacional e a Constituição de 1988 foi a primeira a usar a expressão "gestão democrática do ensino público", reforçada mais tarde no texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. Nenhuma das duas normas, porém, resolveu um problema que permanece até hoje: afinal, como fazer a gestão democrática? Basta consultar a equipe sobre as decisões internas? Abrir os portões para a comunidade é suficiente? Promover a f lexibilização do currículo? Ou será a combinação de tudo isso e mais alguma coisa?
O conhecimento sobre a gestão democrática está sendo construído diariamente na atuação de cada gestor com sua equipe. Há o consenso de que, para gerar um ambiente no qual todos atuem para alcançar o objetivo comum de garantir a aprendizagem, os diretores precisam desenvolver algumas competências, que são simples na definição, mas complexas na execução, como saber ouvir e levar em consideração ideias, opiniões e posicionamentos divergentes.
Essa é uma habilidade imprescindível para garantir uma gestão participativa que supere o paradigma autoritário e leve a construção coletiva de soluções eficazes para todas as áreas da gestão da escola: a pedagógica, a administrativa, a de recursos humanos, da comunidade etc. Criar esse ambiente democrático, que une participação e ação, é um dos principais desafios da Educação contemporânea e um dos caminhos necessários na busca pela qualidade do ensino.
"Na prática, o que existe na maioria das escolas brasileiras é uma gestão compartimentada. Um pequeno grupo decide e a maioria executa", afirma Dinair. Construir uma gestão democrática exige tempo e planejamento e dá mais trabalho do que simplesmente agir de forma diretiva. Contudo, os ganhos são enormes quando as decisões sobre os gastos, a montagem do projeto pedagógico e os instrumentos de avaliação, entre outros, são compartilhados e a comunidade e a equipe se sentem, de fato, parte da escola. Assim o democrático deixa de ser adjetivo para se tornar prática.
Quer saber mais?
Bibliografia
Gestão Educacional Democrática, Dinair Leal da Hora, 112 págs., Ed. Alínea, ww.atomoealinea.com.br, tel. (19) 3232-0047, 25 reais
Gestão Democrática: Refl exões e Práticas do/no Cotidiano Escolar, Wendel Freire (org.), 188 págs., Ed. Wak, www.wakeditora.com.br, tel. (21) 3208-6095, 30 reais
Solange Gomes da Fonseca - Postado em 11/01/2010 07:13:42
Solange Gomes da Fonseca. A construçao de novas propostas para a gestao democratica numa escola, esta inserida num conbtexto sociohistoricocultural, onde a direçao, o corpo docente, os alunos, a comunidade e a sociedade devem exigir mudanças em suas praticas pedagogicas. Nao podemos nunca é perder de vista, e nem esquecermos que a escola como instiutuiçao de ensino, tem a obrigaçao de forma cidadaos ativos, reflexivo e cooperativos para desenvolverem sua cidadania. Para Perrenoud(2000,p.25-26), ha uma preocupaçao com a escola voltada para as competencias, quando na verdade, argumenta que a escola necessita é de novos paradigmas que sejam eficazes para todos numa perspectiva de competencia, na qual sao inseridas essas competencias especificas como: . conhecer, para determinada disciplina, os conteudos a serem ensinados e sua traduçao em objetivos de aprendizagem; . trabalhar a aprendizagem a partir dos erros e dos obstaculos; . construir e planejar dispositivos e sequencias didaticas; . envolver os alunos em atividades de pesquisas , seminarios e projetos de conhecimentos. O que se percebe é que os discursos modernos sobre a gestao democratica no ensino, ajudaram a reforçar a solidariedade dos professores com os seus alunos, provenientes das classes populares e, nesse contexto todos acabam por ganhar espaço nas demandas pedagogicas. É, atraves, da interaçao do professor e do aluno no contexto da sala de aula, que esses alunos vao atuar internamente, em prol da escola ou, fora dela, a favor da comunidade. Portanto, os alunos precisam conhecer seus direitos e se conscientizarem de seus deveres, seja como aluno, seja como cidadao. Cabendo a cada escola e ao seu corpo docente que compoem a area, efetivarem uma proposta de trabalho semanal, quinzenal ou mensal, a fim de que, a pratica tenha como uma resposta produtiva na proposta do desenvolvimento, a partir dessa abordagem pelas competencias e habilidades dos conteudos a serem trabalhados e selecionados. Os problemas encontrados pelos professores em sala de aula em suas praticas pedagogicas, evidenciam a necessidade de se discutir, debater, explorar o assunto de forma a propor novos caminhos que facilitem o relacionamento entre o professor e o aluno, a fim de que, a educaçao e a gestao de democracia se realize plenamente.