Gustavo Heidrich e Cinthia Rodrigues

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Duas escolas com alunos de perfil socioeconômico e cultural semelhante e pertencentes à mesma rede de ensino nem sempre têm o mesmo desempenho nas provas de avaliação externa. O que ocorre em cada uma delas para justificar a diferença? Por acreditar que é a gestão escolar que garante um resultado melhor (ou pior), a Fundação Victor Civita (FVC) realizou o estudo Práticas Comuns à Gestão Escolar Eficaz, com patrocínio da Abril Educação-Ser, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA.
Entre abril e setembro, 14 pesquisadores coordenados pelo cientista político Fernando Luiz Abrúcio, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, estudaram dez escolas em quatro municípios de São Paulo. Para chegar a elas, foi utilizado um modelo estatístico criado por Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais (leia mais no quadro abaixo).
Divididas em pares (duas unidades em condições semelhantes, mas com resultados diferentes na Prova Brasil), elas foram visitadas e analisadas, e a conclusão é que, sim, as que têm uma gestão mais eficaz são as que obtêm notas melhores. Segundo o estudo, são quatro os "segredos" da boa gestão escolar, aspectos que podem ser replicados em todo o país para melhorar a aprendizagem.
- A formação dos gestores.
- A capacidade do diretor de integrar todas as áreas de atuação no dia a dia.
- A atenção dedicada às metas de aprendizagem, medidas nas avaliações externas.
- A habilidade para criar um clima positivo de trabalho na escola.
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Experimente navegar em um mapa interativo e descubra exemplos de integração das diversas áreas da gestão.
Em foco, o "efeito escola"
A escolha das dez escolas analisadas partiu de um modelo estatístico batizado de "efeito escola". Partindo dos resultados da Prova Brasil, o professor Francisco Soares, da UFMG, retirou os fatores externos que podem interferir no desempenho dos alunos (condição social e econômica das famílias e do entorno). Isso permite afirmar que duas ou mais escolas têm situação semelhante - e, com base nessa informação, tentar entender por que elas obtêm notas diferentes. "A intenção é medir a influência das ações de dentro da própria escola, especialmente as de gestão", explica Soares. Os pesquisadores fizeram 152 entrevistas, organizaram 25 grupos de discussão com a comunidade e acompanharam 15 reuniões das equipes gestoras, 14 encontros pedagógicos e 15 aulas - em oito unidades municipais e duas estaduais de quatro municípios paulistas.
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Mauro Vieira - Postado em 05/07/2011 09:24:57
Embora muitos dos dados mencionados na pesquisa sejam mais ou menos óbvios, o dia a dia às vezes nos distancia deles e, muitas vezes, nem percebemos. Vale conferir!
Laurileda Matos Galvão Knoll - Postado em 24/06/2011 14:55:21
Foram muito válidas todas as dicas para se ter uma boa gestão, parabéns. Penso exatamente da mesma forma.Estou participando de uma eleição para diretor de uma escola, e vejo que estou indo pelo caminho correto de alcançar bons resultados. Me preocupo bastante com a educação brasileira e com o rumo que o nosso mundo está tomando. Precisamos atuar firmemente contra os valores negativos que a sociedade está levando nossos jovens a tomar. A escola e a família devem se unir em prol de uma vida de qualidade e não de quantidade. Obrigada a todos. Leda.
cristianne ferreira barbosa da silva - Postado em 28/04/2011 23:45:17
Parabéns à Equipe Nova Escola.Sou professora readaptada ,atuando no setor administrativo da escola; tenho preocupações com a função de gestor como um todo, e vejo o quanto é dificil delegar ações por parte de alguns que podem melhorar a qualidade da instituição educacional, no entanto creio na possibilidade da gestão coletiva ser o melhor caminho para o sucesso. É maravilhoso encontrar artigos que nos proporcionem mudanças qualitativas, espero que muitos gestores tenham acesso a esse artigo. Obrigada.