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Não é por falta de sala exclusiva que o acervo deve ficar encaixotado. "Já vi bibliotecas em corredores e até na entrada do banheiro", diz Celinha Nascimento, mestre em literatura brasileira e assessora de escolas públicas e particulares. Entre 2001 e 2009, Anália Fagundes Felipe foi diretora da EM Ivo de Tassis, em Governador Valadares, a 315 quilômetros de Belo Horizonte, e usou um carrinho para facilitar o contato com os livros. Ele passava nas salas e ficava no pátio durante o recreio (as professoras de leitura cuidavam do empréstimo). Depois, a equipe gestora instalou armários nos corredores, com portas que se abrem nos intervalos. "O espaço foi batizado pelas crianças de Ivoteca, em referência ao nome da escola", conta Anália. Perto das prateleiras, há murais com indicações dos títulos mais retirados, dados sobre os turnos que mais buscam obras - incentivando uma saudável competição - e dicas literárias feitas pelos alunos. Outra dica é decorar paredes com poemas, trechos de livros e dados sobre os autores.
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Ceny Wagner Nunes da Silva - Postado em 28/09/2010 23:58:02
Eu assíduo em leitura, graças a Deus e segundo a minha professora por que se não fosse ela que mim ensinasse a ler no 3º ano não teria esse habito. Hoje fiquei sabendo que uma professora foi dar aula de reforsso em uma escola pública cuja a série era o 6º ano, a professora foi enssinar os alunos a lerem, mais como pode um aluno estar no 6º sem saber ler ? Como eles chegaram até aí? Esso é um fato muito preocupante na educação de nosso país, mais o que estar acontesendo de fato, professores não estão arcando com as consequêcias de suas escolhas não estão tendo mais o compromisso sério na sociedade ?
Vania Jacó da Silva - Postado em 03/09/2010 08:50:01
Até onde eu sei a Secretaria de Educação e o MEC exigem que as escolas e faculdades particulares contratem bibliotecários formados, enquanto nas escolas públicas quem cuida das bibliotecas são professores readaptados ou serventes. Em Londrina há muitos bibliotecários desempregados, e nas bibliotecas de escolas públicas não há um só profissional contratado pelo governo para esse fim. Uma das grandes falhas em nossa educação começa aí: as pessoas acharem que todos podem tomar conta de uma biblioteca escolar. Isso cria o estereótipo que o bibliotecário só serve para guardar livro, o que não é verdade. Algumas das habilidades que o profissional bibliotecário desenvolve em seu trabalho no espaço escolar são: estimular o desenvolvimento da cultura, organizar sarau, feira do livro, orientar pesquisa e auxiliar na busca de materiais adequados fator que contribui e estimula o aprendizado independente, Se todas as escolas públicas contassem com esse tipo de trabalho, provavelmente alunos não chegariam na faculdade sem a noção de realizar busca em catálogos por autores, títulos, assuntos, etc, de como localizar livros nas estantes e como pesquisar, hábito que deveriam adquirir desde o ensino fundamental. Eu sou testemunha disso, porque trabalho numa faculdade e todos os anos temos que ensinar alunos de 1º ano. Em minha pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso em 2007, visitei cinco bibliotecas de escolas públicas e cinco de escolas particulares. Das cinco pessoas entrevistadas nas cinco bibliotecas das escolas públicas todas eram contratadas como agente operacional ou técnicos administrativo, apenas uma era formada em biblioteconomia, ainda porque ela procurou se qualificar. Nas bibliotecas de escolas particulares todas eram formadas em biblioteconomia. A nossa cultura não valoriza o conhecimento, é tão pobre ao ponto de pessoas chamarem todo aquele que trabalha numa biblioteca de bibliotecário. Sequer sabem que existe um curso de nível superior que prepara profissionais para atuarem nessa área, e menos ainda da importância dela (biblioteca) para o seu crescimento intelectual, profissional e cultural. O curso de Biblioteconomia é bem mais dinâmico do que se imagina e assim como outras profissões, o bibliotecário se especializa em tipos de biblioteca de acordo com seu perfil: escolar, pública, universitária, especializada, comunitária, etc. Porque existem públicos diferentes. Nós bibliotecários, temos o dever de colaborar e participar na construção do saber e o direito de assumir nosso papel na formação de uma sociedade consciente. Aproveito a oportunidade para pedir-lhes que se souberem de vagas para bibliotecário enviem ao meu e-mail e divulgarei. Att.: Vânia
Vanessa Elaine Ribeiro da Silva - Postado em 02/09/2010 15:16:30
Fiquei muito revoltada ao ler a matéria, pq refere-se ao bibliotecário como alguém que não tem importância nenhuma, para que bibliotecário??? Se existe professores, que desempenham a mesma função??? Seria mais atraentes livros expostos como editoras, espero que a revista, procure estudar mais sobre cada profissão antes de divulgar, pois bibliotecário vai além de guardar livros, ele organiza, ele estuda 4 anos, faz pós graduação, faz mestrado e doutorado. Se não guardamos os livros como nas livrarias, deve existir uma lógica, é por causa da organização, na qual classificamos e catalogamos e fica mais fácil para qualquer pessoa encontrar, principalmente os alunos, imagine uma Biblioteca Nacional como livrarias??? Você não encontraria nada. Acho um absurdo professores que aceitam essa função: o de bibliotecário, seria como nós, envolver na parte pedagógica da escola (como pedagoga, direção), algum item ficaria faltando, por mais que fizemos com amor e carinho, não estudamos para isso. Sou a favor da disseminação da leitura, amo fazer isso, só que cada um tem um espaço, o professor tem que trabalhar unido com o bibliotecário em prol da leitura e não querer assumir o papel dele na biblioteca. As ações estão ótimas, mais a forma como vcs expõe o bibliotecário, é muito pejorativo. Trabalho em uma biblioteca escolar, na qual, elaboro projetos de leitura para a biblioteca, ajudo os alunos a partir do 4° ano a iniciação de normalização de trabalhos, fazemos exposição, organizamos a feira do livro, entre outras coisas mil, além de catalogar, classificar, fazer atualização do acervo. Bibliotecário vai muito além do que vcs imaginam. Vanessa ¿ Bibliotecária ¿ Ponta Grossa - PR