Noemia Lopes
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Qual é a história do aluno com deficiência que chegou à minha escola? Que habilidades ele tem? Que atendimentos recebe? Que instituições já frequentou? As respostas a essas questões podem auxiliar a atender melhor crianças e jovens com necessidades especiais, planejar objetivos a serem alcançados e propor novos desafios de acordo com as possibilidades de cada um.
Na EMEF Luiza Silvina Jardim Rebuzzi, em Aracruz, a 79 quilômetros de Vitória, toda a equipe tem acesso a uma ficha denominada Proposta Educativa do Aluno. "Todos fazem registros - professores, cuidadores e profissionais do atendimento especializado. Isso é fundamental para checarmos, em nossas reuniões semanais, quais ações estão dando certo, quais precisam ser revistas e o que podemos desenvolver em seguida com cada aluno", conta a diretora Débora Amorim Gomes Barbosa.
Os professores são orientados a não perder de vista que o plano de ensino é construído para atender alguns casos específicos, mas tem alcance sobre toda a turma. Um exemplo disso é que, ao lançar mão de atividades mais flexíveis e materiais diversificados, todos os alunos saem ganhando, não apenas aqueles que têm alguma deficiência. Além disso, antes de elaborar a proposta educativa, todos são incentivados a fazer leituras, como a do livro Educação Especial na Escola Inclusiva, Rosângela Machado, 152 págs., Ed. Cortez, (11) 3611-9616, 26 reais).
Veja um modelo de plano de ensino baseado na ficha usada por Débora e sua equipe.
Ariane Cibele E. de C. Duarte - Postado em 07/06/2010 08:53:28
Muito boa a proposta, realmente quanto mais soubermos sobre nossos alunos, melhores resultados alcançaremos. Fica apenas um ponto negativo: o título da matéria. Em formações, sempre questiono esse termo: aluno de inclusão, ou tenho 26 alunos e um incluído. Se estamos falando de inclusão, inclusão real, ele é aluno da turma e não um aluno de inclusão.