
"Um dos grandes desafios da minha carreira de diretora foi transformar o CIEJA Campo Limpo num lugar em que os alunos se sentissem acolhidos e seguros para se expressar sem medo. Há dez anos, quando assumi o cargo, a maior parte dos estudantes vinha da extinta Fundação para o Bem Estar do Menor, a Febem, órgão do governo do estado de São Paulo que abrigava menores autores de atos infracionais em regime de liberdade assistida. Por isso, e pelo histórico de violência a que estavam acostumados, eles viviam em clima de medo e não estavam acostumados a ser ouvidos. Até hoje o perfil do estudantado é semelhante, mas, acreditando no papel da Educação como transformadora da realidade por meio da aprendizagem e da vivência cidadã, nossa equipe gestora conseguiu estabelecer um espaço de convivência democrática dentro da escola.
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O projeto que elaboramos foi ambicioso. Abrimos as portas para a comunidade, oferecendo atividades esportivas e culturais e convidando os familiares para acompanhar o processo de ensino e aprendizagem. Para isso, promovemos reuniões e outros eventos. Treinamos funcionários para receber os pais e ouvi-los a qualquer hora (e encaminhar as demandas para a equipe gestora). No meio de tantas mudanças, tivemos uma ideia: construir no pátio um lugar específico e simbólico em que todos tivessem vez e voz. Quando há descumprimento de uma norma ou quando ela é questionada pelo grupo, é nesse espaço que discutimos a questão, de forma democrática. Ali são realizadas assembleias de alunos para fazer combinados, reuniões de funcionários quando eles querem discutir assuntos relativos ao trabalho, encontros periódicos da comunidade escolar para decidir sobre a aplicação de recursos e, de vez em quando, até reuniões de professores para elaborar projetos. E, como o lugar é pintado de azul, o batizamos de Piso Azul. É ali que discutimos valores, ética e responsabilidade.
A criação desse espaço democrático teve um impacto positivo em toda a comunidade. Porém são principalmente os alunos, que não estavam acostumados a ser ouvidos, os que mais usufruem. A cultura da discussão saudável contagiou a escola e os jovens se tornaram muito mais participativos: expressam opiniões e estão sempre dispostos a conversar entre eles, com os professores e com os pais, sem repressão e intolerância."
EDA LUIZ é coordenadora geral do CIEJA Campo Limpo, em São Paulo.
João Cirino Gomes - Postado em 12/06/2011 09:08:22
Ajude a minimizar ou acabar com esta farra, que estão fazendo com nossos impostos! Vamos divulgar este abaixo assinado! Abaixo - assinado Fim da imunidade e impunidade! Ou voto Nulo, em quem promete, só visando vantagens! >Como se não bastasse os políticos Brasileiros serem os mais bem pagos do mundo, muitos deles, constantemente roubam o povo e a Pátria descaradamente! >O político que promete justiça social e justa distribuição de renda para se eleger; e depois de eleito, desvia, ou acoberta os que desviam verbas da saúde, verbas da educação, da segurança; superfaturam na compra de ambulância, e até na compra de merenda escolar; ou doam nossos impostos a seus amiguinhos, como se fosse suas propriedades; investem nossos impostos em outros países, ou se tornam bilionários ilicitamente da noite para o dia; são os maiores responsáveis pelo aumento da criminalidade, injustiça social, miséria e violência no País! >A pretensão é unir os indignados, para por fim na lei de imunidade parlamentar. Pois esta lei deveria servir para evitar injustiças, e não para acobertar bandidos, como vem ocorrendo no Brasil! >Note a diferença entre a lei de imunidade brasileira e a de qualquer país do mundo! >Vamos fazer valer a democracia! Abaixo- assinado; Fim da imunidade e impunidade! Ou então, demonstre seu repudio através do voto Nulo, aos que prometem, só visando vantagens! > Abrir hiperlink e assinar: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Janciron > A Pátria agradece!
Nome não registrado - Postado em 04/04/2010 21:43:44
Ao ler essa matéria, só me motivou ainda mais continuar trabalhando pela educação e principalmente a frente de uma Gestão Escolar, este espaço de muito preconceito e descontextualização social, por parte de toda a sociedade civil, que não mais acredita na escola como um meio de formação e transformação da sociedade em cidadãos de bens. Gostei muito dessa idéia, pois trabalhamos sem o apio da sociedade e a descrença por parte dos governos. Não tenhamos dúvida que a Educação é o único meio que existe para a estruturação da sociedade e o desenvolvimento de Nações.
Valeria F Pereira - Postado em 05/09/2009 08:35:19
Adorei ler essa matéria,pois ela renovou o meu lado questionador e contestador.Deu uma injeção de ânimo nas idéias das quais acredito e compartilho com quem tem interesse.Enquanto mãe e cidadã conheço bem os desafios que são enfrentados dentro do contexto escolar,mas tbm percebo que alguns diretores mantêm uma atitude de resistência diante da possibilidade de participação efetiva dos pais,mães e a sociedade como um todo.Tenho dois filhos matriculados na rede pública de ensino do município do RJ e noto que as barreiras impostas pela direção inibi a participação e o envolvimento da maioria dos alunos e das famílias nas questões referentes ao cotidiano escolar.A meu ver a política na ñ participação vem sendo disseminada dentro da maioria das instituições públicas devido a insegurança dos diretores,pois eles acreditam que se forem oferecidas as condições necessárias para motivar a participação da sociedade podem perder a autoridade que eles supõem ter.É lamentável constatar que comportamentos antidemocráticos ainda façam parte de nossa sociedade nos impedindo de expressar nossos anseios,nossas idéias,nossas angústias,nossos medos e principalmente nossas propostas que podem(talvez)contribuir para o processo de transformação no espaço escolar.Eu vou continuar tentando.E vcs?????