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Conheça a trindade pedagógica: diretor, coordenador pedagógico e supervisor de ensino

O trabalho conjunto entre diretor, coordenador pedagógico e supervisor de ensino garante o bom andamento da escola e a aprendizagem

Fernando José de Almeida

Foto: Marcos Rosa
"A ideia de fortalecer a chamada trindade pedagógica vem em boa hora. Antigamente, o diretor, sozinho, fazia tudo."
Foto: Marcos Rosa

O uso do número três, em muitas situações, parece apontar para a perfeição. No âmbito judaico-cristão, existe a Santíssima Trindade, formada pelas figuras mais importantes de uma crença seguida por milhões de pessoas. Em Matemática, mais especificamente na geometria, aprendemos que por três pontos que não estejam em linha reta sempre passa um plano. Uma mesa com três pés, por exemplo, não fica bamba. Em Educação, três figuras são apontadas como responsáveis pela eficácia da escola: o diretor, o coordenador pedagógico e o supervisor de ensino.

Os dois primeiros geralmente estão todos os dias na escola, em contato direto com professores, alunos e funcionários. São eles que detectam, com o olhar atento sobre a movimentação dentro e fora dos muros, nos corredores e nas salas de aula, as necessidades de aprendizagem das crianças e dos jovens, a demanda por formação docente e as condições da infraestrutura. O terceiro personagem dessa tríade é o educador da Secretaria de Educação responsável por auxiliar diretores e coordenadores a melhor exercer suas tarefas. Em muitas redes, ele é denominado supervisor de ensino e entre suas funções está fazer com que as políticas públicas sejam implementadas nas escolas. Por um lado, ele informa a Secretaria das necessidades dos gestores escolares em seu dia a dia. Ao mesmo tempo, garante a implantação dos programas oficiais, fazendo com que a rede tenha unidade e coerência e se torne de fato um sistema de ensino. A reportagem de capa da edição de fevereiro/março de NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR fala da importância do trio gestor, esclarecendo o papel de cada uma das figuras que o compõem e mostrando como três redes de ensino, de diferentes tamanhos e com diferentes realidades, se estruturam para garantir o trabalho conjunto desses educadores.

A ideia de fortalecer a chamada trindade pedagógica é recente e vem em boa hora. Antigamente, o diretor, sozinho, fazia tudo: cuidava da parte administrativa, atendia pais, verificava os cadernos de apontamentos dos professores, sabia da vida de cada aluno e conhecia pessoalmente as famílias. Cuidava também da limpeza e da manutenção do prédio e comparecia à Secretaria de Educação para prestar contas e fazer solicitações. A escola cresceu, em tamanho e responsabilidade e, com 600, 700, mil alunos, passou a ser impossível uma só pessoa cuidar de todas as áreas. Aos poucos, as redes disponibilizaram novos colaboradores para ajudar o diretor (como o coordenador pedagógico, o orientador educacional e outros). Contudo, não é difícil encontrá-los trabalhando de forma desarticulada, cada um cumprindo suas tarefas sem se preocupar com a interação entre as diversas áreas.

Atualmente, a necessidade de um trabalho integrado de todos os gestores e dos demais atores do processo educacional - e que faça a rede caminhar na mesma direção - tem sido apontada em pesquisas como um dos principais fatores que impactam a aprendizagem dos alunos. É nessa nova realidade que o supervisor de ensino se une ao diretor e ao coordenador pedagógico. Sua principal tarefa é cuidar da formação dos gestores, oferecendo informações e reflexões para que bem exerçam suas funções e informando a Secretaria sobre a necessidade de políticas públicas capazes de atender às demandas de cada escola.

Nessa trindade pedagógica, cada personagem tem uma função e uma obrigação. Porém, acima de tudo, é preciso que esses três educadores - como três pontos que não estão dispostos em linha reta - formem um único plano, equilibrado e seguro, para garantir a estrutura pedagógica da rede e a aprendizagem de todos os alunos.

Fernando José de Almeida

É filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e vice-presidente da TV Cultura - Fundação Padre Anchieta.

Nome não registrado - Postado em 14/01/2012 12:00:40

Celso Lopes Oi! sou formado em Pedagogia com Habilitação em Supervisão Escolar, e atualmente ocupo o cargo de Supervisor de Ensino. Aqui no Acre, muitos dão o nome a este cargo como coordenador de ensino, assim, é preciso tomar cuidado para não confundir o coordenador pedagógico com o "coordenador de ensino", denominado supervisor de ensino, e muito menos distorcer as funções de ambos os profissionais. Por isso, gostei bastante do conteúdo exposto nesta matéria.

Nome não registrado - Postado em 14/01/2012 11:59:04

Oi! sou formado em Pedagogia com Habilitação em Supervisão Escolar, e atualmente ocupo o cargo de Supervisor de Ensino. Aqui no Acre, muitos dão o nome a este cargo como coordenador de ensino, assim, é preciso tomar cuidado para não confundir o coordenador pedagógico com o "coordenador de ensino", denominado supervisor de ensino, e muito menos distorcer as funções de ambos os profissionais. Por isso, gostei bastante do conteúdo exposto nesta matéria.

Publicado em NOVA ESCOLAEdição 229, Janeiro/Fevereiro 2010,

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