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Um projeto de combate ao racismo

Escola do interior do Espírito Santo transforma discussões preconceituosas em diálogos de respeito às diferenças

Paula Nadal

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=== PARTE 1 ====
Assim era um dia comum no CMEB Mário Leal Silva, em Guaraná, distrito de 7 mil habitantes do município de Aracruz, a 66 quilômetros de Vitória. Uma funcionária vê o trabalho de outra e dispara: "Mas isso parece serviço de preto!" Ao chegar à escola, uma aluna da Educação Infantil ouve o comentário de uma monitora: "Ela é escurinha, mas é tão engraçadinha!" Já em sala de aula, dois alunos discutem e um deles não hesita: "Professora! Manda esse ‘macaco’ parar senão eu vou bater nele!" Embora atenda cerca de 700 alunos que vivem em uma comunidade onde aproximadamente 50% da população é afrodescendente, a falta de respeito com as crianças negras e pardas era flagrante na CMEB Mário Leal Silva. E isso se refletia na aprendizagem, pois eram essas mesmas crianças as que mais apareciam nos índices de reprovação (7,39%) e de distorção idade-série (20%).

Ao assumir a direção em 2008 e se deparar com essa realidade de preconceito, a diretora, Mônica Andréa Porto Louvem, decidiu enfrentar o problema. Até então, o tema "identidade racial" aparecia apenas como parte do conteúdo das aulas de História afrobrasileira para atender às determinações da Lei 10.639/2003. "A cultura negra, por exemplo, só era trabalhada no 13 de Maio", relata Mônica, referindo-se à data comemorativa da libertação dos escravos. Para combater o racismo, ela criou um projeto que envolveu toda a comunidade (leia a íntegra do trabalho).

Segundo Demétrio Magnoli, sociólogo e doutor em Geografia Humana, o fim de atitudes preconceituosas só é possível quando se desfaz a ideia de ‘raça’: "As raças foram nomeadas com base em conhecimentos falsos para atribuir poderes a alguns grupos. Aceitar nossa mistura e entender a diversidade com base na miscigenação e não pela segregação é algo crucial para a desconstrução do pensamento racista. E a escola é um pilar fundamental para promover essa mudança na sociedade. O ideal, quando esse tema é debatido, é falar em ancestralidade".

=== PARTE 2 ====

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marília carollyne soares de amorim - Postado em 18/11/2010 19:12:16

Devemos trabalha com o tema RACISMO diariamente nas salas aulas, para desconstruirmos o pensamento de que a cor da pele define quem somos. E isso deve ser feito desde as série iniciais, tendo em vista que a escola é a principal mediadora de novos conhecimentos, tendo assim grande responsabilidade nesse processo pois é atreves desta que são formados valores e conceitos. Marília Carollyne S. Amorim. Altos-PI

MARIA DAS NEVES DE ARANDAS - Postado em 27/02/2010 22:07:10

Trabalho em escolas públicas de grandes carências, e desejo imensamente trabalhar com projetos, e achei este bastante pertinente para este ano. E amei a ideia, tenho certeza que irei me sair muito bem com aajuda deste material , fornecido pela NE.

Publicado em NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, Edição 006, Fevereiro/Março 2010

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