Noêmia Lopes, de Tupã, SP

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Quando alguém pergunta para Giulia Lopes, aluna do 1º ano da EMEF Professor Odinir Magnani, em Tupã, a 520 quilômetros de São Paulo, se ela tem algum escritor favorito, a garotinha não pensa duas vezes antes de responder com convicção: Ruth Rocha. Giulia conhece vários livros e o estilo da autora e comenta as histórias com os amigos e a família. Seus colegas também são leitores entusiasmados. Uns gostam mais de poesia, e outros, de contos. Todos, porém, apesar da pouca idade, já descobriram o prazer que a literatura proporciona.
Mas nem sempre as coisas foram assim nessa escola. Até recentemente, as crianças não eram incentivadas a ler. As famílias - a maioria de zona rural - têm poucos livros em casa. Na escola, os professores pegavam exemplares na biblioteca para ler para as turmas, mas faziam isso sem um objetivo claro. Muitas vezes, essa tarefa era executada de maneira automática, apenas para preencher a agenda, e sem a consciência de que a leitura em voz alta também é uma atividade didática de grande importância na formação de leitores. Era urgente, portanto, pensar em ações para mudar esse cenário.
Foi o que a coordenadora pedagógica Angélica Arroio Quiqueto de Sousa decidiu fazer. Ao assumir o cargo, em 2008, ela começou a observar o que acontecia em classe nos momentos de leitura. Com base no diagnóstico inicial, percebeu que os professores necessitavam de formação específica para poder formar leitores de verdade. Era preciso que eles lessem com objetivos claros (ter propósitos), fizessem as turmas aprenderem a usufruir as obras, da capa ao posfácio (ensinar procedimentos leitores) e estimulassem atitudes comuns a quem gosta de ler, como fazer indicações literárias e seguir autores (desenvolver os chamados comportamentos leitores).
Nessa época, Angélica participou de um programa de formação oferecido pela Secretaria de Educação do município em parceria com o Instituto Avisa Lá, de São Paulo. Nele, aprendeu como ajudar os professores a agir como bons modelos de leitores e, assim, ensinar as crianças a também se tornarem leitoras (leia mais sobre a trajetória da coordenadora na última página). O próximo passo foi voltar os olhos novamente para as necessidades reais da escola e montar o projeto de formação continuada Uma Escola de Leitores. Focado na leitura em voz alta pelo professor, o trabalho rendeu o título de Gestora Nota 10 no Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 (veja uma adaptação do projeto vencedor).
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maria lúcia ferreira de quadros - Postado em 23/07/2011 09:08:34
Aprendemos e crescemos com as boas práticas que realizamos, ser reconhecido pelo que fazemos em uma sociedade em permanente construção é muito gratificante! Parabéns professora!!!
Nome não registrado - Postado em 09/11/2010 22:17:06
PARABÉNS PROFESSORA PELO MAGNIFÍCO TRABALHO. FICO FELIZ POR SABER Q ESTOU NO CAMINHO CERTO DESENVOLVENDO UM PROJETO NESSA NOVA FORMA DE RECONHECER A LEITURA NA ESCOLA EM Q HOJE ESTOU COMO GESTORA. ABRAÇOS
Andreia Cristiane Fernandes dos Santos - Postado em 11/10/2010 23:37:14
Sem dúvida nenhuma o segredo para o sucesso na formação de alunos leitores é instigar a formação de leitores docentes Parabéns pela iniciativa!!! Andréia Cristiane F. dos Santos - Parnamirim,RN