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Acompanhamento das aprendizagens dos alunos

Projeto desenvolvido pela coordenadora pedagógica vencedora do Prêmio Victor Civita 2011, na categoria Gestor Nota 10, mostra que quanto mais o professor sabe, melhor ele ensina

Verônica Fraidenraich, de Ibitinga, SP

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A documentação detalhada é um instrumento de planejamento

Em uma ficha, Maria Inês toma nota dos conteúdos trabalhados e os saberes prévios dos alunos. Foto: Calil Neto
OBSERVAÇÃO EM SALA Em uma ficha, Maria Inês toma nota dos conteúdos trabalhados e os saberes prévios dos alunos

A clareza das atribuições de coordenadora chamou a atenção da selecionadora do Prêmio, Débora Rana. "Ela atua como formadora e tem autonomia no uso do material pedagógico - que vem do programa Ler e Escrever, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo", comenta Débora. Baseado na formação, no acompanhamento e na avaliação, o trabalho se destaca pelos registros bem organizados e articulados à rotina. Para tanto, no início do ano, Maria Inês prepara as pastas que entregará a cada um dos 15 professores, com diversos documentos que são colocados em envelopes plásticos. Esse portfólio reúne dados como: a lista com o nome dos alunos, o horário das aulas, o quadro curricular do segmento, a ficha com a rotina semanal do docente, o registro das leituras diárias feitas pelo educador, as atividades de sondagem e os diagnósticos dessas atividades. A cada dois meses, a coordenadora recolhe as pastas e trabalha sozinha, na biblioteca, durante pelo menos três dias: "Anoto em um caderno o que vou conversar com cada professor e faço um mapa da turma, apontando aqueles que têm dificuldade de aprendizagem e precisam de apoio", explica ela. No fim do ano, esse material é arquivado para os colegas que queiram saber sobre o desenvolvimento dos alunos no ano anterior.

Para fazer a observação em sala de aula, Maria Inês anota em um ficha as atividades propostas, as estratégias adotadas e o uso do material pedagógico. As considerações feitas servem de base para a devolutiva que dará ao docente. No caso dos simulados com as 4as séries, os resultados são transformados em gráficos de desempenho e discutidos com os professores. Há sempre uma preocupação em criar uma relação de confiança com o grupo. "Não tenho medo quando ela entra na sala de aula. Ao contrário, me sinto segura", relata Francine de Traque Somensi Barbosa, professora do 2° ano. O bom relacionamento com a equipe não impede, porém, as cobranças. Sobre o trabalho de um docente com uma turma de aceleração, Maria Inês observou em seus registros: "Como foi feita essa atividade? Cópia? Não senti firmeza. Faltam a data, os objetivos e a análise. Fazer por fazer? Percebo a professora desanimada!" Ela conta que chamou a educadora para conversar e quis saber como poderia ajudá-la: "Acredito que, quanto mais o professor sabe, melhor ele ensina".

A parceria entre a direção e a coordenação foi essencial para a realização do projeto. "Tenho tempo para estudar. O foco do meu trabalho é o pedagógico."

=== PARTE 3 ====

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Publicado em GESTÃO ESCOLAR, Edição 016, Outubro/Novembro 2011. Título original: Quanto mais sabe, melhor o professor ensina
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