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Atividade Permanente Ensino Fundamental I

Quem não se comunica...

Bloco de Conteúdo
Geografia

Conteúdo
Comunicações e Tecnologia

Introdução
A comunicação consiste no ato de emitir, transmitir ou receber mensagens, seja por meio de sons, sinais, gestos ou por meio da linguagem oral e escrita. Para ser completa, é preciso haver um emissor, que produz e envia a mensagem, e um receptor, que recebe e decodifica essa mensagem, procurando apreender o seu conteúdo.

A importância da comunicação para a vida humana pode ser dimensionada por meio de um exercício simples: listar todos os momentos em que ela ocorre durante um dia inteiro na vida de uma pessoa. A lista pode ser incrivelmente longa, desde o primeiro “bom dia” até a hora de ir dormir. A comunicação se confunde com a vida de todos nós, e tem sido assim desde o princípio da aventura humana.

Vale lembrar que quem recebe a mensagem não é um ser passivo, que apenas absorve informações. Direta ou indiretamente, o receptor exerce influência sobre quem transmite a mensagem. Para ser compreendido, o emissor precisa saber em que condições sua mensagem será recebida. Isso vale também para meios de difusão de informações como o rádio e a TV: o ouvinte ou o telespectador não fala diretamente com o emissor, mas de alguma forma interfere na programação por meio de pesquisas de audiência. Com a internet, os sistemas interativos com o público tornam-se cada vez mais freqüentes.

A mensagem é formada por uma estrutura organizada de sinais que viajam entre o transmissor e o receptor. Esse caminho é percorrido com a ajuda de um meio ou suporte, que pode ser a fala, a escrita impressa em um papel, um sinal sonoro, uma placa, um mapa, uma transmissão de rádio.

Ao longo do tempo, os grupos humanos sempre buscaram meios para superar as distâncias espaciais e estabelecer interações sociais, levando cada vez mais longe as mensagens por meio de sinais sonoros, visuais ou escritos. Assim, a comunicação não existe separada da vida social. Não existe comunicação sem sociedade e vice-versa.

A escrita mostrou ser um modo eficiente de levar mensagens a longa distância. Dependendo do desenvolvimento técnico da sociedade e dos recursos disponíveis, as mensagens escritas puderam viajar de barco, veículos automotores, avião, ondas eletromagnéticas ou no lombo de um animal. No mundo contemporâneo já existem à disposição sofisticados meios de comunicação e informação, baseados no extraordinário desenvolvimento científico-tecnológico desse campo nas últimas décadas: telégrafo, correios, telefones fixos e móveis, rádio, TV, satélites artificiais, internet e outros. Alguns deles atingem milhões de pessoas simultaneamente, como é o caso da TV.

Esta seqüência didática propõe atividades que têm como objetivo permitir aos estudantes se aproximarem desses meios e saberem mais sobre sua estrutura e funcionamento. Visam também a possibilitar que exercitem livremente a elaboração e o envio de textos diversos, considerando os destinatários e os meios utilizados para circulação das mensagens.

Objetivos
- Reconhecer características internas e usos de diferentes meios de comunicação e informação disponíveis no mundo atual.
- Ler e produzir textos em diversos gêneros orais e escritos, como cartas, avisos, comunicados, bilhetes, depoimentos e outros.

Conteúdos específicos
Meios de comunicação e informação
Distância
Leitura e produção de textos

Ano
3º e 4º

Tempo estimado
3 aulas

Material necessário
- jornais, revistas e internet
- textos de apoio em anexo

Desenvolvimento das atividades
1ª aula Para uma sensibilização inicial, converse com os estudantes sobre quais meios de comunicação eles já utilizaram em seu dia a dia para enviar e receber mensagens. Procure saber mais sobre as situações que provocaram o ato de comunicação e se ocorreram em co-presença, como ir a pé até a casa de um amigo para dar um recado, ou utilizando meios de comunicação a distância, como cartas e bilhetes enviados ou recebidos pelo correio ou pelo correio eletrônico, ou ainda conversação em ambientes digitais. Ouça todos os depoimentos e destaque que as próximas aulas serão dedicadas a se aprofundar um pouco mais sobre o tema. A seguir, proponha que a turma se organize em pequenos grupos, encarregando cada um deles da elaboração de um painel com textos e imagens que apresentem meios de comunicação diversos, incluindo os de períodos históricos distintos. Eles poderão coletar imagens e textos em revistas, em jornais e na internet (veja as indicações abaixo), escrevendo o título e as legendas.

2ª aula Converse com a turma sobre os resultados da atividade da aula anterior, ressaltando que os meios de comunicação vêm passando por inovações tecnológicas de forma acelerada, mudando de forma significativa a velocidade e o volume das mensagens emitidas e recebidas entre diferentes pessoas, grupos e lugares. É importante destacar também, como lembra o filósofo Pierre Lévy, que uma carta ou um telefonema permitiu ao longo do tempo a comunicação a distância de um para um, enquanto o e-mail ou a sala de bate-papo na internet permite a comunicação em tempo real de muitos com muitos. De outro lado, vale a pena lembrar que, embora ocorra de fato a substituição de alguns meios e técnicas por outros, há uma coexistência entre meios de comunicação de diferentes tipos e “idades”: por exemplo, ter um telefone ou correio eletrônico à disposição não elimina o contato pessoal e direto. Evidentemente, tal como em outras esferas da vida social, há desigualdade de acesso a esses recursos, já que depende bastante do poder aquisitivo de indivíduos e famílias.

Por meio de pesquisas e com o seu apoio, os alunos poderão organizar uma cronologia com o advento de novas técnicas e meios de comunicação e o que essas inovações representaram para a vida social. Vejamos um exemplo: o rei de Portugal só soube do desembarque dos portugueses nas terras mais tarde chamadas de Brasil alguns meses depois que ele efetivamente ocorreu, no século XVI, com a carta de Pero Vaz de Caminha. Hoje, um evento qualquer pode ser conhecido por milhões de pessoas em tempo real em qualquer parte do mundo. Os alunos poderão pesquisar para saber mais também sobre a história postal de nosso país; a rapidez e eficiência dos correios brasileiros são reconhecidas internacionalmente (veja indicações abaixo).

3ª aula Com base no que foi visto nas aulas anteriores, proponha que cada aluno envie mensagens para amigos ou familiares. Em primeiro lugar, eles deverão escolher como será o texto: bilhete, carta, poema, adivinha, convite, desenhos, notícia, entre outros. A seguir, eles devem identificar claramente quem será o leitor da mensagem, o que gostariam de falar para a pessoa escolhida e de que modo o texto deve ser escrito (forma de tratamento, se o estilo de redação será mais ou menos informal, as informações que não podem faltar etc.). O passo seguinte é decidir sobre o meio que será utilizado para enviar a mensagem: pessoalmente, correio, e-mail, sala de conversação, fax, telegrama, por meio de um portador e outras possibilidades. Se o modo escolhido for o correio, eles deverão saber nome e endereço completo do receptor, incluindo o Código de Endereçamento Postal (CEP). No caso da internet, devem ter em mãos o endereço eletrônico do destinatário.
Agora é só esperar a resposta!

Avaliação
Faça um registro organizado das atividades que serão desenvolvidas pelas crianças, definindo previamente produtos e processos que serão objeto de avaliação. Observe com especial atenção a participação de cada aluno tanto nos trabalhos individuais como nos coletivos. Acompanhe a elaboração dos textos e solicite quando necessário a sua re-elaboração. É fundamental que seja feita uma roda de conversa ao final das atividades para ouvir dos alunos o que acharam das atividades, quais dificuldades sentiram e o que pode ser melhorado nas próximas oportunidades. Aproveite essas informações para aperfeiçoar o seu planejamento de aulas e projetos didáticos. Articulando as diferentes áreas do conhecimento, o tema das comunicações poderá ser ampliado em atividades como jogos, seleção e recorte de notícias de jornal, enquetes sobre a TV na vida das crianças e outros.

Anexos 
Textos de apoio ao professor

O telégrafo e o telefone
Na virada do século XIX para o XX, a aplicação da eletricidade à comunicação já não era nenhuma novidade. Não só as nações industrializadas tinham desenvolvido extensas redes telegráficas internas, como também já existiam sistemas internacionais viáveis. Desde os princípios do século XIX, uma série de experimentos e descobertas científicas propiciaram essa condição. Em 1809, o alemão Von Soemerring cria um telégrafo eletroquímico, servindo da pilha elétrica desenvolvida anos antes pelo físico italiano Alessandro Volta.Em 1827, Samuel Morse inventa o manipulador de telegrafia e um código que leva seu nome, com traços e pontos representando o alfabeto e outros sinais gráficos. As mensagens começaram a vencer as distâncias. O manipulador de Morse consistia na abertura e fechamento de um contato metálico, de modo a fazer fluir uma corrente elétrica. A partir dela, traçava-se pontos e traços em uma fita de papel, formando frases e palavras. Assim, o telégrafo demonstrava ser possível a transmissão de informações a longa distância, por meio de impulsos elétricos em fios condutores.

Em 1861, a primeira linha transcontinental ligava as costas leste e oeste dos EUA pelo telégrafo Morse. Já em 1874, instala-se o primeiro cabo telegráfico submarino ligando o Brasil à Europa, uma das tantas iniciativas pioneiras do Barão de Mauá. O princípio do telefone, por sua vez, é relativamente simples: se se produz ondas acústicas ao redor de um fino diafragma, este vibra em sintonia com elas. Estas vibrações podem traduzir-se em impulsos elétricos, os quais produzem vibrações correspondentes no diafragma de um receptor no outro extremo da linha. Nos primeiros telefones de Grahan Bell, as vibrações da voz provocavam variações elétricas em uma bobina enrolada em volta de um imã posto atrás do diafragma. Assim, surge a primeira central telefônica explorada comercialmente em 1878, em New Haven (EUA). Com o passar dos anos, surgem as primeiras centrais de comutação telefônica automáticas, substituindo os aparelhos com manivelas e ligações intermediadas por um operador. Com o tempo, separam-se também os fios condutores de telégrafo e telefone. O crescimento global da rede telefônica veio a crescer de forma notável na primeira metade do século XX. Só nos EUA haviam 17 milhões de aparelhos funcionando em 1934, aumentando para 32 milhões em 1947.

Fonte: WILLIAMS, Trevor. Historia de la tecnologia: desde 1900 hasta 1950 (II). 2. ed., v. 5. Madrid: Siglo Veintiuno, 1987, p. 436-445. Texto adaptado.


Brasil, território e telecomunicações
A revolução das telecomunicações, iniciada no Brasil nos anos 70, foi um dos marcos no processo de organização do território nacional (...) Do telégrafo ao telefone e ao telex, do fax e do computador ao satélite, à fibra ótica e à internet, o desenvolvimento das telecomunicações participou vigorosamente do jogo entre a separação física ou material das atividades e os comandos dessas atividades. (...) No território, cada substituição foi se dando quando a sociedade passava a exigir uma mudança técnica. Houve, desde tempos remotos, o sonho e a necessidade da comunicação à distância entre os homens.
Fonte: adaptado de Milton Santos e Maria L. Silveira. Brasil: território e sociedade no início do século XXI, 2001, p. 73. 

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Cibercultura
, de Pierre Levy. Editora 34, 1999.
O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, de Milton Santos e Maria Laura Silveira. Rio de Janeiro: Record, 2001
O que é comunicação, de Juan Bordenave. Brasiliense, 2003 (28. ed., Col. Primeiros Passos).
Tecnologias e sociedade no Brasil contemporâneo, de Roberto Giansanti. Global, 2004.

INTERNET
O portal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos oferece informações sobre o funcionamento dos correios no país e possui link para pesquisas de estudantes em linguagem acessível. Traz uma cronologia da história postal do Brasil.

O portal CanalKids oferece textos sobre meios de comunicação como TV, telefone e internet acessíveis para estudantes do Ensino Fundamental I. 


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