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Entenda a matriz energética brasileira

Quase metade da energia consumida aqui é renovável, ou seja, proveniente de recursos capazes de se refazer em um curto período de tempo. Isso significa que, quando consideramos o conjunto de fontes de energia ofertadas ao cidadão, nossa produção é uma das mais limpas do planeta

Isabel Malzoni. Ilustrações: Rogério Fernandes

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Quase todos os dias, os jornais estampam notícias sobre a necessidade de mudar a matriz energética mundial, combater o uso indiscriminado de combustíveis fósseis e utilizar fontes de energia renováveis e menos poluentes. As mudanças climáticas, também causadas pela emissão dos gases poluentes oriundos da produção de energia, e a necessidade econômica e estratégica de depender menos do petróleo e de outros combustíveis fósseis são razões para isso. Não é à toa que entre essas notícias há tantas sobre o Brasil. Nesse assunto, o país possui trunfos importantes e muitos desafios.

A matriz energética brasileira, um conjunto de fontes de energia ofertados no país, é das mais limpas do planeta. Quase metade da energia (47%) consumida aqui é renovável, ou seja, proveniente de recursos capazes de se refazer em um curto prazo. O número ganha destaque quando comparado à matriz energética mundial, que, em 2007, era constituída de 82% de combustíveis fósseis - fontes não renováveis.

Para José Goldemberg, físico, ex-secretário do Meio Ambiente de São Paulo e um dos responsáveis pela criação do Proálcool na década de 1970, as vantagens não param por aí. "Ao utilizarmos fontes de energia produzidas aqui, não dependemos de importação nem ficamos suscetíveis a crises mundiais. Também estamos adiante na discussão ambiental, já que a hidroeletricidade e o etanol são renováveis e poluem pouco", diz (leia o artigo na última página). No entanto, ele alerta, a falta de investimentos em tecnologia e pesquisa está mudando o conjunto das fontes utilizadas e pode "sujar" a matriz energética gradativamente.

A complexidade da energia
As matrizes energéticas costumam ser tratadas, muitas vezes, de forma fragmentada no currículo do Ensino Fundamental. Veja abaixo os principais erros no ensino do conteúdo e como evitá-los.

Errado: Deixar o assunto de lado por achar que as especificidades dele dificultam o entendimento pela turma.
Certo: Ao estimular os alunos a pensar de onde vem a energia que alimenta lâmpadas ou faz o chuveiro esquentar, o professor estimula a busca de informações mais complexas.

Errado: Abordar o tema de forma superficial.
Certo: Matriz energética é um assunto que pede dedicação. É necessário pesquisar e estar seguro para tratar dele em sala.

Errado: Falar de energia sem vincular com outras questões ambientais.
Certo: O abuso de fontes de energia poluidoras ajudou a provocar o aquecimento global. É essencial discutir a questão.

Errado: Trabalhar o tema somente relacionando-o a ações do cotidiano.
Certo: Não basta pedir que a turma use menos a eletricidade. É preciso falar de energia em termos nacional e global.

Consultoria Rachel Trajber, coordenadora geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação (MEC), e eduardo campos, do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo.

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Publicado em Meio Ambiente, Maio 2010, com o título O Brasil é o país do presente
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