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Projeto

Conflitos na África e no Oriente Médio

Objetivos
- Reconhecer a ligação entre os protestos populares contra governos ditatoriais que vêm ocorrendo nos últimos meses em diversos países do norte da África e no Oriente Médio.
- Conhecer as características sociais e culturais desses países.
- Compreender a relevância da democracia no mundo contemporâneo.

Conteúdo
- Conflitos no norte da África e no Oriente Médio.

Anos
8° e 9°.

Tempo estimado
Oito aulas.

Flexibilização
Para alunos com deficiência física (cadeirantes)
Os espaços da escola devem ser adaptados para dar acesso aos alunos cadeirantes. É importante que, assim como os colegas, este aluno tenha acesso à sala de informática para que possa realizar sua pesquisa como os demais. O jornal mural é afixado em uma altura que seja conveniente tanto para a leitura do aluno com deficiência física nos membros inferiores, quanto para os demais alunos e professores da escola.

Material necessário
- Notícias de jornais e revistas sobre os levantes que ocorreram nos últimos meses no norte da África e no Oriente Médio, como as publicadas nos links abaixo:
"Fernando Gabeira comenta as manifestações no mundo árabe",
"Manifestações pró-democracia se espalham pelo mundo árabe",
"Onda de rebeliões no norte da África e no Oriente Médio",
"Obama autorizou envio de agentes da CIA à Líbia para ajudar rebeldes, afirma agência"

- Mapa político que apresente essas regiões, computador com acesso à internet e impressora.

Desenvolvimento

1ª etapa
Questione os estudantes sobre o que eles sabem a respeito dos conflitos que têm sido anunciados nos últimos meses na TV, nos jornais e na internet. Quais países estão em foco? Indague por que
as pessoas protestam e quais são as possíveis motivações para tal. Liste no quadro as causas que levam a levantes. Proponha ao grupo analisar como as pessoas se organizam para manifestar o descontentamento e exigir mudanças. Convide a moçada a produzir um jornal mural para ser afixado nos corredores da escola sobre os conflitos estudados a fim de informar à comunidade escolar de forma breve o que está ocorrendo e explicar os motivos com uma linguagem acessível.

2ª etapa
Apresente as notícias de jornal reunidas por você antecipadamente. Distribua o material para ser lido pela turma e questione por que as populações citadas estão protestando. Escreva as repostas no quadro. Como lição de casa, os estudantes devem pesquisar na internet, em portais de notícias, respostas mais embasadas e completas para o questionamento. Peça também que, durante a pesquisa, procurem identificar a visão dos árabes sobre as manifestações e os protestos e a opinião de outros países do mundo
sobre os mesmos.

3ª etapa
Peça aos alunos que contem o que descobriram na pesquisa feita em casa. Quais as diferenças e semelhanças entre os conflitos na Líbia, na Tunísia, na Argélia, no Sudão e no Egito, por exemplo? Quais eram as reivindicações populares em cada situação? A garotada provavelmente leu que os movimentos, em sua maioria, têm como exigência o fim de ditaduras vitalícias e da corrupção. Esses aspectos são os mais evidenciados pela mídia, mas é importante abrir o leque, mostrando dados econômicos, questões de empobrecimento da população, taxa desemprego, importância estratégica desses países na produção de petróleo e ligações entre os governos ditatoriais e potências internacionais. Estimule a moçada a notar que as manifestações se multiplicam por vários países do norte da África, mas que cada uma se dá de forma diferente e em tempos diferentes, comparando o caso do Sudão com o do Egito. Chame atenção para a reação dos governos, característica que também varia. Alguns reprimem e outros, como o da Jordânia, prometem reformas.

4ª etapa
Solicite que os estudantes, individualmente, elaborem um texto argumentativo reconhecendo que os levantes em questão ocorrem de modos diferentes em cada país e que há a radicalização em alguns. Para disparar a atividade, uma estratégia interessante é questionar se no Egito as manifestações foram provocadas por um regime fundamentalista ou por uma ditadura teocrática.

5ª etapa
Recolha os textos, avalie o que a turma compreendeu até o momento e proponha uma discussão a respeito das informações frágeis ou equivocadas. Amplie a conversa e questione se esses  anifestantes
sempre clamam por democracia e protestam contra a corrupção, que marcam os movimentos.

6ª etapa
Organize os alunos em grupos e instrua-os a listar os assuntos a serem abordados no jornal mural e fazer um breve resumo sobre eles, ou seja, a pauta. Peça também que sugiram os possíveis  entrevistados, como professores de Geografia e História, e pesquisem na internet ilustrações para as notícias, incluindo mapas. Outra tarefa: decidir o nome, o número de páginas da publicação e o
cronograma para a realização.

7ª etapa
Finalizados os textos e escolhidas as imagens, encaminhe a revisão do material e a diagramação. Combine com a garotada e com a direção da escola os melhores pontos para afixar o material.

Produto final
Jornal mural sobre conflitos na África e no Oriente Médio.

Avaliação
Analise se a turma compreendeu com clareza os aspectos determinantes dos levantes em cada país. Avalie também a consistência das notícias publicadas no jornal mural.

Consultoria Sueli Furlan
professora da Universidade de São Paulo (USP) e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

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