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Geografia

Edição 226 | Outubro 2009

Um monte é menor que uma montanha. Por que, então, o Everest é um "monte"?

Ronaldo Nunes. Com reportagem de Pablo Assolini e Rita Trevisan

Getty Images/Mario Colonel
MAIOR DO MUNDO Com 8.850 metros de altitude, o monte Everest faz parte de uma cadeia de montanhas. Getty Images/Mario Colonel

A rigor, não há diferença entre os termos monte e montanha. Denominações mais antigas indicavam as montanhas como conjuntos de montes, que, por sua vez, seriam elevações consideráveis do terreno. Atualmente, o vocábulo monte é usado em relação ao aspecto topográfico de um terreno sem considerar sua origem ou formação. O monte Everest, na fronteira do Nepal com a China, é o pico culminante da cordilheira montanhosa do Himalaia e ponto mais alto da Terra. O termo se aplica também a elevações isoladas, como o monte Fuji, no Japão, e o Kilimanjaro, na Tanzânia. Já a palavra montanha é usada para definir elevações originadas por forças tectônicas, isto é, por orogênese. Em geral, todo tipo de relevo constitui-se de algum material rochoso. Em sua formação, importam as forças do interior da crosta terrestre, capazes de provocar dobras, fraturas e falhas em sua origem.


Consultoria Ligia Cassol Pinto, docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG-PR), e Roberto Giansanti, geógrafo e autor de livros didáticos.

Pergunta enviada por Sabrina Gomes Ramos, Rio de Janeiro, RJ

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