Paula Sato
No Brasil, a concordata já não existe mais desde 2005, quando foi substituída pela recuperação judicial, semelhante à concordata americana. Hoje, segundo a Lei de Recuperação de Empresas, a companhia que não pode honrar com seus compromissos, ou seja, que sabe que não vai conseguir pagar todas as suas dívidas, elabora um plano de recuperação, que precisa ser aprovado por seus sócios e credores (que incluem os funcionários). Se o plano for aprovado pelos credores e pela justiça, a empresa ganha dois anos para equilibrar as contas e pode renegociar os débitos. "Basicamente, você posterga as dívidas enquanto tenta recuperar sua rentabilidade", explica Francisco Barone, professor de finanças da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EBAPE/FGV). Porém, para pedir a recuperação judicial, a empresa precisa provar primeiro que não tem condições de pagar as dívidas e também mostrar que pode se tornar viável. "Isso acontece com empresas que estão com uma dívida enorme e rentabilidade negativa. O problema maior não é a dívida, mas a rentabilidade baixa. Nesses casos, a empresa vai procurar agilizar o mercado, por exemplo, fazendo novos produtos com custos menores", explica Keyler Carvalho Rocha, professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) e da Faculdade de Economia e Administração da USP.
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Se fica constado que a empresa já não tem condições de se recuperar ou se depois do prazo de dois anos a empresa ainda não se recuperou, é decretada a falência, que significa o encerramento das atividades. "Nesse caso, são vendidos todos os ativos da empresa, principalmente os bens imóveis, para pagar primeiro as dívidas com o governo, depois os empregados e, por fim, os credores", explica Francisco Barone. Ou seja, a recuperação judicial existe exatamente para evitar que a empresa feche suas portas. "A ideia básica é que a empresa envolva interesses da própria sociedade. Ela não pode fechar porque tem empregados, fornecedores, clientes e paga impostos ao governo. Todos estão interessados na continuidade dos negócios", diz Keyler Rocha. É por isso que, nos Estados Unidos, empresas como a Chrysler e General Motors, pediram concordata e receberam ajuda do governo para salvar suas dívidas e continuar em atividade. Imagine quantos empregos seriam perdidos e quantos fornecedores também precisariam fechar as portas caso essas empresas fossem à falência.
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Nome não registrado - Postado em 31/03/2011 20:16:35
gostaria de saber,se uma empresa pedir concordata,ela pode demitirum funcionario?
JOÃO BOSCO DAS CHAGAS PAULAIN - Postado em 21/10/2009 20:16:57
sou micro empresario e gostaria de saber se posso requerer a concordata preventiva, pois estou passando por uma crise financeira bastante complicada principalmente com bancos e credores ,e como passo por dificuldades se posso conseguir a reduçao dos juros bancarios , porque a constituiçao afirma que os juros nao podem exceder a 12% ao ano, gostaria receber uma orientaçao de vcs de como proceder primeiramente, pois inclusive já fiz uma recomposiçao de divida junto ao banco mas nao vou conseguir cumprir com o acordo , me ajudem por favor!
Getulio Silva - Postado em 03/06/2009 14:36:22
A meu ver, quanto do acerto entre o governo, empregado e o fiador, o primeiro a ter o seu acerto deveria ser o empregado pois o governo ja gosa de inúmeros impostos com taxas bastante altas (como vimoso caso da gasolina que sem imposto custa 1,27centavo e vendido a mais de 2,50 centavos. Mais do que o dobro). Os credores ja vivem nas suas mordomias com seus juros e com raras execões tem prejuizos. O empregado, dificilmente tem suas economias, sempre devendo,um trabalho do qual podemos dizer de sol a sol (sai cedo de casa e so volta a noite), salario baixo, aluguel, alguns parentes na pior, lotação e inúmeros outros fato. " Ou diria: Empregados e o goveno, isso no primeiro momento e no segundo momento os credores. (essa é a minha opinião)