Paula Sato

A causa da crise que vivemos foi o desequilíbrio na maior economia do mundo, os Estados Unidos. E os ataques de 11 de setembro têm a ver com isso. "Depois da ofensiva terrorista, o governo americano se envolveu em duas grandes guerras, no Iraque e Afeganistão, e começou a gastar mais do que deveria", diz Simão Davi Silber, professor do departamento de economia da Universidade de São Paulo (USP). Para piorar a situação, ao mesmo tempo em que o país investia dinheiro na guerra, a economia interna já não ia muito bem - uma das razões é que os Estados Unidos estavam importando mais do que exportando. Em vez de conter os gastos, os americanos receberam ajuda de países como China e Inglaterra. Com o dinheiro injetado pelo exterior, os bancos passaram a oferecer mais crédito, inclusive a clientes considerados de risco. Aproveitando-se da grande oferta a baixas taxas de juros, os consumidores compraram muito, principalmente imóveis, que começaram a valorizar. "A expansão do crédito financiou a bolha imobiliária, já que a grande procura elevou o preço dos imóveis", diz Silber. Porém, depois disso, chegou uma hora em que a taxa de juros começou a subir, diminuindo a procura pelos imóveis e derrubando os preços. Com isso, começou a inadimplência - afinal, as pessoas já não viam sentido em continuar pagando hipotecas exorbitantes quando as propriedades estavam valendo cada vez menos.
Mais sobre o tema
Plano de aula
Reportagens
Nesse momento, faltou dinheiro aos bancos, que em um primeiro momento foram ajudados pelo governo americano. Só que, ao mesmo tempo, surgiram críticas a essa política de socorro aos banqueiros. Frente à pressão política, a Casa Branca decidiu que não ia mais interferir, deixando o banco Lehman Brothers quebrar. O fechamento do quarto maior banco de crédito dos Estados Unidos causou pânico e travou o crédito. Chegou a crise, que prejudica também o nosso país. "Sem crédito internacional, também diminui o crédito no Brasil, caem as exportações e o preço das nossas mercadorias aumenta o risco e a taxa de juros", explica Silber. O economista também afirma que as recessões são recorrentes, mas essa é maior do que de costume. "Uma crise dessa intensidade não é comum, a mais parecida com ela foi a de 1929", afirma Silber.
Na dúvida? NOVA ESCOLA responde
DENIS CÉSAR TERUYA - Postado em 30/01/2010 16:23:49
O PROBLEMA É QUE ESTAMOS SUBORDINADOS A ESSAS SUPERPOTÊNCIAS, E SE ELES FALIREM, VIRA UM EFEITO DOMINÓ PARA O RESTO DO MUNDO CAPITALISTA.
Mauricio Rodrigues da Silva - Postado em 02/09/2009 11:37:39
Olá Eu gostaria de fazer uma pergunta. Quero saber como essa crise afetou o mercado imobiliário brasileiro em termos de taxa de juros e financiamentos. abraço.
gilvan dutra de oliveira - Postado em 15/05/2009 09:01:52
Na verdade o que nos assusta sempre, quanto as crises é que quem paga o prejuiso somos nós assalariados.Por isso é fundamental que estejamos atentos ao que está acontecendo na economia mundial e até mesmo procurar´mos umj uma forma de infleenciar nas decisões econômicas mundiais.Também termos a conciência que um chefe de Estado deve participar ativamente dessas questôes.