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ECONOMIA E POLÍTICA

O que causou a crise econômica mundial entre 2008 e 2009?

Paula Sato

No Brasil, crise gerou corte de vagas e manifestações por parte dos trabalhadores. Foto: Fotografia/ABr
No Brasil, crise gerou corte de vagas e manifestações por parte dos 
trabalhadores no 1o de maio. Foto: Fotografia/ABr

A causa da crise que vivemos foi o desequilíbrio na maior economia do mundo, os Estados Unidos. E os ataques de 11 de setembro têm a ver com isso. "Depois da ofensiva terrorista, o governo americano se envolveu em duas grandes guerras, no Iraque e Afeganistão, e começou a gastar mais do que deveria", diz Simão Davi Silber, professor do departamento de economia da Universidade de São Paulo (USP). Para piorar a situação, ao mesmo tempo em que o país investia dinheiro na guerra, a economia interna já não ia muito bem - uma das razões é que os Estados Unidos estavam importando mais do que exportando. Em vez de conter os gastos, os americanos receberam ajuda de países como China e Inglaterra. Com o dinheiro injetado pelo exterior, os bancos passaram a oferecer mais crédito, inclusive a clientes considerados de risco. Aproveitando-se da grande oferta a baixas taxas de juros, os consumidores compraram muito, principalmente imóveis, que começaram a valorizar. "A expansão do crédito financiou a bolha imobiliária, já que a grande procura elevou o preço dos imóveis", diz Silber. Porém, depois disso, chegou uma hora em que a taxa de juros começou a subir, diminuindo a procura pelos imóveis e derrubando os preços. Com isso, começou a inadimplência - afinal, as pessoas já não viam sentido em continuar pagando hipotecas exorbitantes quando as propriedades estavam valendo cada vez menos. 

Nesse momento, faltou dinheiro aos bancos, que em um primeiro momento foram ajudados pelo governo americano. Só que, ao mesmo tempo, surgiram críticas a essa política de socorro aos banqueiros. Frente à pressão política, a Casa Branca decidiu que não ia mais interferir, deixando o banco Lehman Brothers quebrar. O fechamento do quarto maior banco de crédito dos Estados Unidos causou pânico e travou o crédito. Chegou a crise, que prejudica também o nosso país. "Sem crédito internacional, também diminui o crédito no Brasil, caem as exportações e o preço das nossas mercadorias aumenta o risco e a taxa de juros", explica Silber. O economista também afirma que as recessões são recorrentes, mas essa é maior do que de costume. "Uma crise dessa intensidade não é comum, a mais parecida com ela foi a de 1929", afirma Silber.


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DENIS CÉSAR TERUYA - Postado em 30/01/2010 16:23:49

O PROBLEMA É QUE ESTAMOS SUBORDINADOS A ESSAS SUPERPOTÊNCIAS, E SE ELES FALIREM, VIRA UM EFEITO DOMINÓ PARA O RESTO DO MUNDO CAPITALISTA.

Mauricio Rodrigues da Silva - Postado em 02/09/2009 11:37:39

Olá Eu gostaria de fazer uma pergunta. Quero saber como essa crise afetou o mercado imobiliário brasileiro em termos de taxa de juros e financiamentos. abraço.

gilvan dutra de oliveira - Postado em 15/05/2009 09:01:52

Na verdade o que nos assusta sempre, quanto as crises é que quem paga o prejuiso somos nós assalariados.Por isso é fundamental que estejamos atentos ao que está acontecendo na economia mundial e até mesmo procurar´mos umj uma forma de infleenciar nas decisões econômicas mundiais.Também termos a conciência que um chefe de Estado deve participar ativamente dessas questôes.

Publicado em Maio 2009,

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