Em Mogi das Cruzes, a maioria das participantes já havia iniciado os projetos nas escolas e socializou suas experiências na segunda oficina de leitura do Letras de Luz. Dentre os¿trabalhos com¿cartões postais, dois tratavam do centenário da imigração japonesa no Brasil. O interesse é influenciado por uma característica da cidade: a grande colônia nipônica que¿ajuda a compor a¿população local.
Na E.M. Profa. Cleonice Feliciano, o tema já estava sendo trabalhado¿com as turmas¿quando Daniela Kuk, diretora da escola, propôs a produção e troca de cartões postais - no Cardápio de Projetos do Letras. As professoras se entusiasmaram com a idéia e trabalharam com a pesquisa de produções gráficas e a cultura japonesa de forma geral nas turmas de 4ª série. Em seguida, as crianças realizaram releituras de obras de artistas japoneses, desenhos de personagens de mangás, de costumes da cultura nipônica etc.
Atendendo crianças de Educação Infantil, a E.M. Prefeito Maurílio de Souza Leite Filho não¿tinha nenhum projeto de incentivo à leitura até o início do ano. Depois da primeira oficina do Letras de Luz, Gabriela Machado - diretora da escola, que participa do projeto ¿ começou a ¿colocar ordem na casa¿. Com uma força tarefa¿de sua equipe, Gabriela conseguiu organizar a biblioteca da unidade, que passou a emprestar livros aos pais dos alunos. A idéia é que eles façam da leitura aos pequenos um hábito prazeroso a ser realizado tanto na escola quanto em casa.
Regina Célia Valentim,¿coordenadora pedagógica¿da E.M. Carlos Alberto Lopes, já desenvolveu mais de um projeto inspirado nas oficinas do Letras de Luz em sua escola. O primeiro deles foi um trabalho de leitura em asilos, em que as crianças da 1ª série prepararam cartões postais para cada idoso, com mensagens sobre sua importância na comunidade. O outro projeto foi desenvolvido como preparação à leitura que as crianças fariam de textos de Ricardo Azevedo. As professoras focaram o trabalho no personagem Zé Valente - que aparece em algumas histórias do autor - e¿realizaram uma verdadeira produção para aguçar a curiosidade das crianças¿para a¿leitura. Produziram uma carta - supostamente escrita pelo personagem - que chegou à escola endereçada às crianças da 4ª série, falando sobre as aventuras vividas por Zé. Em seguida, as crianças produziram textos e desenhos sobre como imaginavam ser o personagem. Mas o auge do projeto aconteceu quando envolveram a comunidade em uma ¿empreitada teatral¿: conseguiram um voluntário para se fantasiar de Zé Valente e visitar as crianças na escola. O alvoroço da garotada foi total ao ver o personagem de quem tanto falaram personificado em sua frente. Quando os livros de Ricardo Azevedo de fato chegaram às suas mãos, as crianças estavam ansiosas em ler as histórias de seus personagem favorito.
Os projetos incentivados pelo Letras de Luz vão muito bem em Mogi, e a expectativa de bons trabalhos só cresce. Empolgadas com as ferramentas de contação de histórias de que se apropriaram na segunda oficina de leitura, é de se esperar que tragam também relatos desse tipo de trabalho no próximo encontro.
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