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A carta de Pero Vaz de Caminha: como interpretar nosso primeiro documento

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha para informar o rei Manuel I sobre a existência do Brasil são a base para um estudo mais rico da nossa História, que prevê a análise de fontes de diversas origens

Márcia Scapaticio. Editado por Bruna Nicolielo

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Trechos da carta interpretados

Terra (exótica) à vista
As primeiras impressões dos portugueses sobre nosso território mostram grande entusiasmo diante da exuberância local

Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha. Ilustração: Cláudio Gil
A chegada Depois de um longo percurso, a frota avista o país. Aves sinalizam a proximidade da terra firme. Não imaginava-se a extensão do território. 

Flora exuberante
O relevo plano da nova terra e as características da mata Atlântica, que na época cobria todo o sul da Bahia, são citados pelo escrivão.

Inspiração religiosa
A Igreja Católica é parceira do Estado português e garante seu domínio sobre novos territórios. Isso explica a origem do primeiro nome do Brasil.

 

O encontro de culturas diferentes
O contato inicial entre portugueses e indígenas escancara o estranhamento típico de culturas que se confrontam e interagema

Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha. Ilustração: Cláudio Gil
Costumes distintos O modo de viver do índio é visto primeiro com curiosidade e depois com preconceito pelos europeus. A cultura nativa é, então, subjugada.

Comunicação
O choque cultural passa pela falta de entedimento entre grupos tão distintos. A conversa se estabelece, então, por meio de gestos. 

Escambo
O escrivão faz o primeiro registro da prática no país. As trocas são muito comuns durante a colonização, pois os índios não conhecem o dinheiro.

 

A imposição da cultura europeia
A primeira missa realizada em solo brasileiro evidencia as diferenças entre a visão de mundo do homem branco e do habitante local

Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha. Ilustração: Cláudio Gil
Missão civilizatória Os portugueses aproveitam suas viagens para impor sua religião e ideologia. Não é diferente ao conquistarem o território brasileiro. 

Curiosidade
Alguns nativos acompanham a construção do altar e a missa com interesse, o que leva os europeus a achar que não tinham religião. 

Crenças diferentes
Índios e europeus dão significados distintos à realidade. Os indígenas reagem ao fim da missa cantando e tocando flautas, chocalhos e buzinas.

 

Consultoria Maria Claudia dos Reis, mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professora da Uerj.

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 255, Setembro 2012. Título original: Aprender a ler e interpretar nosso primeiro documento
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