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É hora de aprender a classificar os animais

Logo no início do Ensino Fundamental, os estudantes precisam ampliar seus conhecimentos sobre o tema, se apropriando do vocabulário científico, que organiza os bichos em répteis, mamíferos, aves, peixes e anfíbios

Tatiana Pinheiro

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=== PARTE 1 ====
É hora de aprender a classificar os animais. Foto: Fernanda Preto
Para aprender a classificar os animais tal como os cientistas, os alunos da Escola Móbile discutem coletivamente como organizar grupos distintos

"Galinha e pássaro fazem parte do mesmo grupo porque têm penas." "Peixe, pinguim e pato ficam juntos porque nadam." "Cavalo, gato e cachorro têm quatro patas, então, devem formar outro conjunto." "Golfinho e tubarão são peixes porque sabem nadar." É assim que os alunos do 3º ano da Escola Móbile, em São Paulo, justificam suas escolhas durante a tarefa de classificar os animais proposta pela professora Adriana Caravieri Rosa. Para analisar o que as crianças já sabem, ela distribui fotos de bichos e pede que, em equipe, elas as separem de acordo com algum critério que julguem válido e eficiente.

Como é possível notar, a atividade de sondagem revela que, mesmo com falas um pouco distantes do vocabulário científico, que classifica os animais formalmente em mamíferos, répteis, aves, peixes e anfíbios, a meninada já tem algumas noções válidas que vão servir de base para dominar esse conteúdo.

Qual o primeiro passo para a turma avançar? Não adianta apresentar os termos formais e montar uma lista, separando os animais de acordo com suas características. O ideal é encaminhar os alunos a notar as fragilidades das classificações propostas por eles mesmos e justificar o que está correto.

Isso não quer dizer apontar que está errado reunir peixes, pinguins e patos no mesmo grupo, mas, sim, que essa maneira não funciona para os cientistas porque são animais com características muito distintas, que precisam ser estudadas para que eles sejam organizados de outro modo. Levar em conta o tamanho dos bichos para agrupá-los ou então considerar somente um atributo (como ter quatro patas) são ideias que precisam ser revistas, pois apresentam fragilidades e, muitas vezes, são contraditórias.

"Uma das minhas intervenções é questionar se todos concordam com as sugestões apresentadas. Depois pergunto quais mudanças indicam e proponho utilizarmos outros critérios ao mesmo tempo, por exemplo, a forma de locomoção e o tipo de ambiente em que os animais vivem", explica Adriana (leia a tabela na próxima página). Dessa forma, a professora encaminha a turma a considerar não só as características físicas externas dos bichos para classificá-los - os lagartos têm quatro patas e nem por isso, do ponto de vista científico, fazem parte do mesmo grupo dos cachorros, não é mesmo?

=== PARTE 2 ====

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 250, Março 2012.
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