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Geometria: três atividades que não podem faltar

Copiar, reconhecer e distinguir formas geométricas são aprendizados imprescindíveis nos anos iniciais. Saiba como propor problemas desse tipo, valorizando a troca de informações entre as crianças ao longo do processo

Mariana Queen. Editado por Bruna Nicolielo

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O aprendizado da Geometria inclui muito mais que identificar e nomear figuras. Ele envolve, principalmente, conhecer as propriedades que diferenciam as formas geométricas umas das outras. Para que as crianças dominem esse conteúdo, o mais indicado é propor a solução de problemas que desafiem os conhecimentos iniciais delas. A garotada deve ser levada a explorar, identificar e sistematizar algumas dessas propriedades. Propostas que mesclem a reprodução de figuras e o reconhecimento e a diferenciação de corpos geométricos podem ser bons pontos de partida para o trabalho nos anos iniciais.

Segundo a publicação La Enseñanza de la Geometria en la Escuela - Geometria en el Primer Ciclo (O Ensino da Geometria na Escola - Geometria no Primeiro Ciclo, sem tradução para o português), produzida pelas pesquisadoras argentinas Silvia Altman, Claudia Comparatore e Liliana Kurzrok, essas atividades ajudam os estudantes a adquirir o domínio sobre a linguagem matemática - face, diagonal etc. Assim, eles incorporam o vocabulário específico em contexto de uso e conhecem as características das formas. "Eles também aprendem sobre o posicionamento espacial", explica Carlos Eduardo Motta, professor do Departamento de Matemática Aplicada da Universidade Federal Fluminense (UFF).

É fundamental valorizar a interação entre as crianças e não dar respostas prontas - mas comentar o resultado das produções no fim do trabalho é essencial. A troca de informações entre os alunos faz com que aceitem a opinião dos outros ou duvidem do que dizem. Além disso, a situação requer o emprego da linguagem adequada. "Descrever uma figura exige se apoiar em elementos da linguagem matemática", diz Priscila Monteiro, consultora pedagógica da Fundação Victor Civita (FVC).

Em diversas situações, os estudantes vão perceber que a fala coloquial não dá conta da tarefa. Ao orientar a representação de uma diagonal para o amigo desenhar, dizer que a linha é "torta", ou "não é reta", leva ao erro. É necessário indicar o ponto exato em que ela começa, seu tamanho e a direção da inclinação. O mesmo ocorre quando se descreve um prisma. Se as orientações não forem precisas, indicando que ele tem quatro faces triangulares e uma quadrada, a chance de chegar a outra figura é alta.

Você pode começar o trabalho com esse conteúdo propondo as três atividades sugeridas nesta reportagem. Elas têm como base experiências reais realizadas por professoras de São Paulo e do Rio Grande do Norte. Depois que os estudantes se familiarizarem com o conteúdo, vale aumentar o nível de dificuldade dos desafios propostos. Algumas opções: cópia sem papel quadriculado ou com outros modelos de figuras e jogos com formas mais elaboradas.

Essas atividades, se bem conduzidas, levam a garotada a elaborar definições e hipóteses, que podem ser reformuladas ao longo do aprendizado. Todos avançarão progressivamente, passando da mera observação das figuras à análise de suas propriedades e seus elementos. Também entenderão as relações que elas estabelecem entre si ao examinarem figuras bi e tridimensionais. Assim, saberão identificar, por exemplo, que o paralelepípedo é composto de seis faces retangulares, e o cubo, formado por seis faces quadradas.

 

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 252, Maio 2012.
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