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Alfabetização: placas novas para o hortifrúti do bairro

Com um projeto simples e criativo, a sala inteira aprendeu a ler e escrever

Beatriz Vichessi, de Mogi Guaçu, SP

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Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

Conquistar a escrita convencional não é uma coisa fácil para as crianças. Requer pôr em jogo saberes, testar possibilidades, confrontar hipóteses, recorrer a modelos e rever escolhas. A tarefa do alfabetizador talvez seja tão complexa quanto a delas. Mais que desafios didáticos, ele precisa garantir que ler e escrever tenha na escola o mesmo sentido que na sociedade. Para isso, necessita planejar atividades que possuam, ao mesmo tempo, duas características: função comunicativa clara e foco na aquisição do sistema, dando sentido ao objeto de ensino para os estudantes, segundo a pesquisadora argentina Delia Lerner em Ler e Escrever na Escola: O Real, o Possível e o Necessário (128 págs., Ed. Penso, tel. 0800-703-3444, 46 reais).

Essas preocupações nortearam o projeto de Elisangela Carolina Luciano, professora do 1º ano da EMEF Adirce Cenedeze Caveanha, em Mogi Guaçu, a 164 quilômetros de São Paulo. Ela orientou a elaboração de placas para o hortifrúti do bairro. O objetivo era fazer todos avançarem na escrita. No início do ano, apenas três das 23 crianças estavam alfabéticas. No fim do trabalho, todas progrediram, sem exceção. "Ao levar os estudantes a pensar sobre a grafia das palavras e se preocupar em escrever textos que teriam de ser compreendidos por leitores reais, Elisangela fez com que as reflexões deles ganhassem sentido. Não se tratava somente de escrever para a professora ler", explica Beatriz Gouveia, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá e selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10.

Paula Stella, coordenadora pedagógica da ONG Laboratório de Educação e professora da pós-graduação em Alfabetização da Escola da Vila, em São Paulo, destaca que, embora simples, o projeto desenvolvido pela educadora é muito sofisticado. "Parece óbvio pensar que ler e escrever servem para diversas coisas. No entanto, muitos professores ficam sem saber como mostrar isso às crianças de modo interessante e realmente significativo. Elisangela conseguiu levar a escrita e a leitura para fora da escola em prol da aprendizagem dos conteúdos."

=== PARTE 2 ====

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 268, Dezembro 2013/Janeiro 2014.
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