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Recuperar o ano todo

Conheça as estratégias adotadas por equipes que não admitem deixar ninguém para trás

Beatriz Santomauro

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Quando um aluno não aprende um conteúdo, a responsabilidade não é só dele, mas de toda a equipe escolar. Os educadores precisam lembrar constantemente que nem sempre todos da turma compreendem os conteúdos apresentados e, por isso, devem criar maneiras para não deixar gargalos na aprendizagem. "Se as dificuldades não são sanadas de imediato, elas vão se somando. Aqueles conteúdos que são pré-requisito para outros vão gerando novas dificuldades, que passam a crescer como uma bola de neve, ficando muitas vezes intransponíveis", escreve Maria Celina Belchior no livro O Sucesso Escolar através da Avaliação e da Recuperação (104 págs., Ed. Premier, tel. 51/3066-2731, 12 reais).

Como se vê, o antigo formato de recuperação, realizado no fim do semestre e baseado em algumas aulas a mais e uma nova avaliação, não funciona. "Nem todos compreendem os conteúdos de uma mesma maneira e em um mesmo tempo. Para garantir a aprendizagem, é essencial pensar em estratégias variadas, que devem ser adotadas durante todo o ano, para que existam mais oportunidades de aproximação com o tema", reforça Vera Barreira, orientadora educacional da Escola da Vila, na capital paulista.

Diversos modelos podem ser implementados em complemento às aulas regulares. Em algumas escolas, há uma série de estratégias paralelas que se somam para garantir o atendimento a todas as necessidades existentes (alunos repetentes, problemas em matérias específicas etc.). Outras têm o professor da turma atendendo grupos menores no contraturno, com atividades focadas em conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental. E ainda há casos de um outro profissional ser direcionado apenas para esses momentos extras. Independentemente da organização, esses encontros a mais não devem ter a mesma dinâmica dos regulares, mas precisam ser complementares a eles. "A recuperação não é o momento de abordar novamente os conteúdos já dados em sala, mas de fazer um recorte que contemple as principais necessidades apresentadas pelos alunos", diz Vera. Além disso, é importante realizar um acompanhamento individualizado, fazer um registro sistemático dos avanços de cada um e ter clareza do objetivo a alcançar com esse esforço extra.

Em todo esse processo, deve haver um diálogo constante entre o professor do reforço e o regente da turma - quando pessoas diferentes exercem esses papéis - para que ambos tenham um quadro preciso sobre a situação da criança. "Nesse contato entre pares, o responsável pela classe diz o que seu aluno precisa, indica o que já foi ensinado e de que maneira isso ocorreu, e sugere estratégias para o responsável pela recuperação. E esse segundo profissional procura ajustar os materiais e avalia de que modo vai abordar o assunto conforme sua experiência", indica Vera.

O trabalho com a coordenação pedagógica também é determinante para o sucesso ao garantir aspectos operacionais como um local adequado às aulas. Com tudo funcionando bem, pode-se analisar se o caminho escolhido está correto ou se é necessário outro direcionamento. A análise feita por toda a equipe escolar ainda colabora para definir quais estudantes devem ser incluídos na recuperação ou ser dispensados dela.

Pensando dessa maneira, as profissionais apresentadas nas páginas seguintes organizaram parcerias eficazes, com papéis bem definidos. Com múltiplas propostas de recuperação, o mesmo professor trabalhando no contraturno e um docente específico para esse propósito, elas se dedicam para que os alunos possam avançar na aprendizagem e alcançar melhores resultados sempre.

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 262, Maio 2013.
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