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Gestão da sala de aula: você seguro em classe

O sucesso da aula depende da interação entre todos, além de sua capacidade de se antecipar e se preparar para imprevistos. Veja como se sair bem em 20 situações difíceis

Fernanda Salla

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Professora Valéria Aparecida Dutoit, da EMEF Comandante Gastão Moutinho. Foto Vivian Koblinsky. Ilustração: Pedro Hamdan
Professora Valéria Aparecida Dutoit, da EMEF Comandante Gastão Moutinho

Como você se sente na hora em que abre a porta da sala e entra para dar sua aula? Confiante ou apreensivo? Quem leciona sabe que a tensão vem quando não se está bem preparado. O planejamento é um pré-requisito para o seu trabalho - não há dúvida. Mas, na hora de colocá-lo em prática, o que fazer se um aluno não entende o que você pediu? E se faltou tempo para terminar a tarefa? Pior: se as crianças começam a brigar? Nem os educadores experientes estão livres de momentos como esses. "Ter uma boa gestão da sala de aula ajuda a contornar problemas desse tipo. O professor tem de dar conta do previsto, lidar com o inesperado e administrar a rotina para que todos aprendam", diz Rosaura Soligo, coordenadora de projetos do Instituto Abaporu de Educação e Cultura, em Salvador.

No livro Ensinar: Agir na Urgência, Decidir na Incerteza (208 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 60 reais), Philippe Perrenoud diz que as particularidades da sala de aula fazem com que o professor enfrente uma série de impasses sobre como atuar e precise manter o equilíbrio entre fazer o planejado e não reprimir os alunos. "Esses dilemas não conseguem ser totalmente superados pela experiência nem pela formação. No entanto, a consciência de que eles ocorrem ajuda a conviver com a complexidade." O sucesso do ensino depende de vários fatores, como a interação entre as crianças e a relação delas com você e com o objeto de conhecimento. Para planejar levando em conta a personalidade e o nível de aprendizado de cada um, é preciso observar, fazer diagnósticos e analisar a produção deles com frequência.

"Toda semana, troco impressões e sugestões de atividades com os colegas que são ou já foram professores da minha turma e com os gestores", conta Carla Jandrey, professora de Matemática, Física e Química do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Sagrada Família, em Santa Cruz do Sul, a 150 quilômetros de Porto Alegre. Informações valiosas como as levantadas por Carla servem de base para pensar nos objetivos de aprendizagem e eleger projetos e atividades desafiadores para todos.

Outra vantagem de conhecer bem a turma é conseguir antecipar situações que podem surgir durante a aula. Assim, você já leva na manga algumas intervenções alternativas para elas. "Além de escolher e preparar os recursos necessários, calcular o tempo do trabalho e saber como organizar a sala, o professor precisa prever como as crianças reagirão diante do que vai apresentar. Dessa forma, ele garante um preparo mínimo para resolver possíveis problemas", diz Andréa Patapoff Dal Coleto, docente do Programa de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Proepre) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Tem coisas que acontecem em toda sala, como um aluno ser bem mais rápido do que os colegas. Outras dependem de cada criança e atividade e pedem intervenções individuais. Por isso, passo nas mesas para atender todos", diz Valéria Aparecida Dutoit, professora do 3º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Comandante Gastão Moutinho, na capital paulista.

Às vezes, no entanto, não tem jeito. Mesmo quem faz um planejamento cuidadoso pode ser pego de surpresa. Para se sair bem dessas circunstâncias, a experiência conta muito. "Fazer registros e analisar a prática permitem saber o que deu certo e o que não foi bom e pensar nos motivos que levaram àquele resultado", diz Celso dos Santos Vasconcellos, diretor do Libertad - Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica, em São Paulo. Essa prática faz parte da rotina de Marci de Flório Almeida, professora de Educação Infantil da Escola Municipal Educadora Yolanda Conti Bertoni, em Guaxupé, a 478 quilômetros de Belo Horizonte. "Anoto diariamente observações da aula, faço um relatório reflexivo semanal e mostro para a coordenadora pedagógica. Depois, conversamos sobre como aprimorar minha prática."

Com o auxílio de especialistas da área, além de Carla, Marci e Valéria, que estão diariamente em classe, NOVA ESCOLA listou 20 situações enfrentadas com frequência pelos professores e indica, nas próximas páginas, como proceder diante delas. A reportagem deve ajudar você a aprimorar sua gestão da sala de aula e entrar em classe mais confiante.

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Publicado em NOVA ESCOLA Edição 256, Outubro 2012. Título original: Você seguro em classe
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