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É hora de valorizar nosso patrimônio cultural

O trabalho com as heranças culturais de sua região permite que o aluno aprenda a resguardar a memória da comunidade e se sinta parte dela

Janaína Castro, de Brasília, DF. Colaboraram Bianca Bibiano, de Olinda, PE, Denise Pellegrini, de Foz do Iguaçu, PR, Paula Nadal, de Ananindeua, PA, e Paula Takada, de São Miguel das Missões, RS

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Para levar seus alunos a conhecer o centro histórico de Olinda, a 6 quilômetros do Recife, os professores da EM Dona Brites de Albuquerque fizeram muito mais do que um simples passeio pelos principais pontos da região - conduziram uma pequena investigação sobre o patrimônio cultural local. Depois de uma pesquisa em sala de aula, todos exploraram as ruas a pé, observaram construções e conheceram personagens. Ana Lúcia Oliveira, que leciona para o 3º ano, apontou as diferenças entre prédios comuns e tombados e mostrou como o edifício histórico está relacionado à origem daquela comunidade. Já Niedja Nascimento proporcionou à classe de 2º ano encontros com moradores que conhecem bem as tradições, como a pesca e a dança, além de uma entrevista com um artesão de bonecos. Para Sueli Furlan, da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, a experiência da escola pernambucana é boa porque permite aos estudantes ter acesso ao modo de vida de uma época como forma de pensar os dias de hoje. "A gente aprende por comparação e pelas lições de outros tempos que revelam como se vive atualmente e estabelecem valores", explica.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) denomina como patrimônio cultural todas as expressões criadas pela sociedade que, com o tempo, são agregadas às das gerações anteriores. Esse conceito, hoje, se estende a imóveis particulares, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística, além de imagens, utensílios e outros bens móveis. A própria comunidade pode indicar como classificar seus bens, de acordo com o que julgar representativo, e cabe ao Conselho Consultivo do Iphan determinar como tal propriedade será registrada oficialmente. Um prédio histórico pode estar integrado a uma área tombada (o tombamento é um ato do poder público para impedir a destruição ou a descaracterização de um bem), assim como um parque natural pode carregar consigo lendas e práticas econômicas marcantes. É por isso que um mesmo local pode ser estudado com diferentes abordagens. O trabalho realizado em Olinda explora o aspecto histórico do patrimônio (leia no quadro abaixo por que trabalhar esse conceito na escola). Nesta reportagem, você também vai conhecer outras quatro abordagens: artística, arquitetônica, imaterial e natural. Todas vêm acompanhadas de exemplos, espalhados pelo Brasil, de como explorar o tema com seus alunos.

Patrimônio histórico

Fotos: Paulo Fridman/Getty Images, Heitor Hui, Bia Parreiras, Ze Marques
Fotos: Paulo Fridman/Getty Images, Heitor Hui, Bia Parreiras, Ze Marques

- O que é
Tombado por órgãos oficiais ou não, é um bem cultural que simboliza a formação de um povo e carrega testemunhos de sua história. As relações entre passado e presente e as mudanças ocorridas em uma cidade ao longo do tempo, por exemplo, são representadas no centro histórico - suas diferentes arquiteturas, seu traçado urbano, o desenho das ruas, tudo pode ser uma referência para que se compreenda o modo de vida dos antigos e atuais habitantes de um lugar, independentemente da beleza artística. Da mesma maneira, arquivos históricos, jardins, parques, praças e artefatos de época podem ser considerados patrimônios históricos por sua importância como documentos de uma época.

- Por que trabalhar
Para debater questões relativas à preservação e à modernização de uma região, refletir sobre planejamento urbano (disposição de ruas e técnicas de construção, por exemplo) ou entender as relações entre passado e presente (via observação e interpretação de um espaço).

- Exemplos
Olinda (foto maior), João Pessoa, Porto Seguro, na Bahia, e Santana de Parnaíba, no interior paulista (de cima para baixo, nas fotos menores), são exemplos de cidades em que é possível aprender com os alunos no centro histórico.

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=== PARTE 3 ====

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FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA - Postado em 02/09/2010 12:23:56

A defesa da cultura é uma das tarefas mais saudáveis de nossa sociedade. É preciso desenvolver projetos eficazes de educação para defesa do patrimônio cultural e para valorização de nossos bens culturais numa ação plena de valorização, consciência e melhoria da vida de todos. Blog aprendizesdanatureza.blogspot.com

Publicado em NOVA ESCOLAEdição 234, Agosto 2010, com o título É hora de valorizar o que é nosso
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